25 de abril de 2016 por Redação Tracklist.

Vai dizer que você nunca cantou uma música do Simple Plan em alto e bom som? A banda lançou o seu quinto álbum de estúdio, “Taking One for the Team”, em fevereiro. O novo disco conta com, até então, três singles: “I Don’t Wanna Go to Bed”, com participação do Nelly, “Opinion Overload” e “Singing in the Rain”, que teve seu clipe divulgado recentemente.

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O Tracklist conversou com o guitarrista Jeff Stinco sobre o novo álbum, colaborações, fãs e, claro, sobre o Brasil – com possibilidade de show por aqui! Com vocês, Jeff Stinco:

Tracklist: O que você acha que influencia a mudança de sonoridade de cada álbum?
Jeff Stinco: Tudo que a gente faz, tudo que a gente ouve, todas as colaborações que a gente faz… Eu acho que os ‘’experimentos’’ que a gente faz têm grande influencia no nosso desejo de tentar coisas novas e expandir sons. Ter nossos fãs em redes sociais também influencia. No passado, quando fazíamos algo, nós precisávamos esperar todo o ciclo para saber se uma música teve sucesso, se os fãs gostaram dela ou não. Mas, hoje em dia, você tem um feedback quase instantâneo de seus fãs e isso exerce muita influencia no que fazemos, sabe? Eles dão a opinião. Tem outras coisas também, como colaborações. Você trabalha com pessoas na gravação que mudam sua sonoridade, e isso te mostra novos caminhos para fazer novas coisas. Eu diria que tudo isso tem influencia no que fazemos.

Sabe-se que é muito importante ter influências criativas para compor e gravar novas músicas. O que vocês ouviram neste tempo que os influenciaram?
Nós meio que voltamos aos nossos trabalhos antigos e tentar entender o que as pessoas queriam ouvir… então seguimos nesse caminho: tentar voltar ao que éramos e ao que somos. Nós ouvimos muitas músicas no rádio, músicas que gostamos… Também escutamos grandes clássicos, mas não é nada específico, porque tentamos não copiar nada. Liricamente, nossas influencias são definitivamente o que acontece nas nossas vidas. É um trabalho bem pessoal, mas, ao mesmo tempo, também é sobre ser uma banda, como é estar em uma banda, o que nos afeta como uma banda e como indivíduo. É importante, como um grupo musical, nós sermos capazes de fazer coisas de diferentes maneiras.

Vocês trabalharam dois anos neste novo álbum. Qual foi a maior dificuldade: agradar a vocês mesmos, aos fãs antigos ou conquistar novos?
Quando a gente demora, a maior dificuldade é ter perspectiva; existe dificuldade em fazer as músicas. Começar é realmente difícil. Nós decidimos que queríamos desafios com o Simple Plan, mas desde que a gente permanecesse leal à nossa historia e ao nosso legado. É importante estar em estúdio, rever o material e checar o que as pessoas querem ouvir, mas também é importante, como artista, se manter verdadeiro com a sua visão. Então, acho que o processo (do álbum) demorou tanto porque fizemos boas músicas e mudamos bastante desde o último disco. Fazer um bom trabalho leva bastante tempo. Nós somos uma banda que tem mais de 10 anos, então chegamos a um ponto onde tivemos que reavaliar o que queríamos fazer.

Um dos novos clipes, “Singing in the rain”, parece ser uma releitura sobre a carreira da banda. Como vocês pensaram neste vídeo e o que vocês pretendiam mostrar com ele?
Não é sobre a nossa carreira. Acho que as pessoas estão levando pra esse lado. Nós não realmente passamos por aquele processo, não é como se tivéssemos vivido daquele modo. É mais sobre o poder que a música e o que ela faz pela banda. Nossa banda é diferente… Nós temos um vocalista que é um cara bem centrado. Ele não tem um “ego louco”, ele é bem respeitoso com os seus companheiros de banda, então ele é o oposto do cara no vídeo de “Singing in the rain”. Sabe, nós somos sortudos porque nós todos temos namoradas que não se envolvem em nossas vidas, então, aquele vídeo é sobre se divertir sendo uma banda. É sobre o conceito de ter uma banda, o que aconteceria se essa banda tivesse uma música, quanto tempo ela duraria. Também temos muita influencia de bandas daquela época, como os Beatles, acho que é meio óbvia nossa referencia aos Beatles (risos). Não é uma referencia ao Simple Plan. É sobre o poder de cinco ou seis caras que saem juntos, formam uma banda, escrevem músicas e constroem coisas ao redor disso.


Já foi comentado que a música “Perfect”, do “No Pads, No Helmets… Just Balls”, de 2002, se parece com “Problem Child”, do “Taking One for the Team”. Você acredita que há similaridades entre as letras?

Sabe, as duas são músicas bem pessoais. “Perfect” é mais sobre quando nós começamos a banda e abandonamos a faculdade para tentar a vida na indústria da música e nossos pais não concordavam com isso. “Problem Child” é sobre um irmão, sobre dificuldades da vida. Então eu diria que sim, elas têm similaridades… ambas são sobre você não ser entendido, são sobre lidar com problemas. Eu acho que “Perfect” é uma música universal e “Problem Child” é uma música muito, muito pessoal.

E quanto às colaborações?
Nós fizemos colaborações a partir do primeiro álbum, como por exemplo com o Blink 182 e com o Good Charlotte, e nós amamos isso. Basicamente, nós escrevemos uma música, e, às vezes, queremos que alguém faça parte disso, que traga algo novo para a música. Então, pra mim, essas colaborações são muito divertidas. Sabe, Nelly trouxe coisas diferentes em “”I Don’t Wanna Go to Bed”, assim como o Sean Paul em “Summer Paradise”, de 2011.

Como é estar em turnê de novo? Como está sendo a receptividade dos fãs?
Muito legal, na verdade. Dessa vez, nós decidimos ter um setlist com músicas que nossos fãs amam. As pessoas reagem muito às nossas músicas novas. Eu nunca ouvi um fã dizendo que prefere tal música, o primeiro álbum, os dois primeiros álbuns… Eles gostam de todos os trabalhos, e isso é uma grande honra para a banda. Estar em turnê é muito bom, tem bastante energia, as pessoas se divertem e isso torna tudo muito interessante.

Sentimos falta de vocês no Brasil! Já tem quatro anos desde a última vinda da banda por aqui. Vocês tem alguma boa lembrança do país?
Nós estaremos de volta no outono (primavera no Brasil) no Brasil. Temos um milhão de histórias aí! Nós saímos e tomamos muita caipirinha, escutamos muita música. Eu me divirto muito aí. E uma das coisas mais animadoras é a energia que os fãs têm. Sempre contamos aos nossos outros fãs que é no Brasil que temos os fãs mais loucos do mundo. Posso te dizer que, em todo show que a gente faz ao redor do mundo, sempre tem um fã brasileiro… sempre! Estamos muito honrados de ter tanto sucesso no Brasil, são o público que mais amamos no mundo. Não temos data confirmada, mas tudo indica que voltaremos no outono (primavera).

Entrevista por: Thais Caetano

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