No último domingo (27), Tati Machado falou pela primeira vez sobre a perda do filho...

No último domingo (27), Tati Machado falou pela primeira vez sobre a perda do filho Rael, ainda no oitavo mês de gestação; ao lado do marido, o cineasta Bruno Monteiro, a apresentadora recebeu a equipe do “Fantástico” em casa, no Rio de Janeiro, para um relato sincero, íntimo e doloroso — mas que também trouxe beleza, acolhimento e coragem.
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A entrevista foi ao ar pouco mais de dois meses após a perda. Com voz embargada, Tati revisitou o dia em que percebeu que algo não estava certo: completava 33 semanas de gravidez quando notou que o bebê parou de se mexer. “Foi o maior pesadelo da minha vida”, desabafou.
“Não é um dia de cada vez. É uma hora de cada vez. Às vezes, é um minuto de cada vez. E está tudo bem se não estiver tudo bem”, disse Tati, em um dos momentos mais emocionantes da conversa. Rael era o primeiro filho do casal — e, como ela contou, não houve qualquer explicação médica para o que aconteceu.
“Fizemos autópsia, exames genéticos importantes para ver até a nossa compatibilidade… Nada. Não tem nada da medicina que explique o que aconteceu com a gente”, afirmou. O silêncio da ciência acabou dando lugar à sensação mais difícil de todas: “O ruim foi ter ficado de colo vazio”.
Mesmo com toda a dor, Tati descreve o parto de Rael como um momento bonito. “Foi um dia muito importante para gente. O parto do Rael foi um parto lindo. Com toda a tristeza que existia ali, foi lindo. A gente encontrou de alguma maneira uma força e a beleza daquele momento, porque era o nosso filho. A gente ama o nosso filho acima de qualquer coisa”.
A apresentadora, que se tornou queridinha do público com suas participações no “Encontro” e no “Mais Você”, havia compartilhado toda a gestação nas redes sociais. A notícia da perda mobilizou colegas de trabalho, artistas e milhares de fãs. “Recebi muito amor, até de quem nunca me viu pessoalmente. Isso me sustentou. O Bruno foi meu chão, minha família, minha fortaleza”, relembrou.
Nos meses seguintes, Tati Machado mergulhou no luto gestacional e na reconstrução. Fez até cinco sessões de terapia por semana para processar tudo o que estava sentindo. Agora, começa a pensar no retorno ao trabalho — com calma, no seu tempo. “Estar em movimento me ajuda a respirar. A TV sempre foi meu lugar de luz, e quero, devagar, voltar a ocupar esse espaço”.
A volta ao “Encontro” deve acontecer nas próximas semanas, mas sem pressa. O que vem agora é um processo contínuo de escuta e cuidado. “Rael sempre vai existir em mim. Ele me transformou para sempre. Agora, a gente tenta seguir, do jeito que dá”.
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