Escritora britânica havia sido diagnosticada com um tipo agressivo de câncer no cérebro em 2022

A escritora Sophie Kinsella, autora da famosa série “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, morreu aos 55 anos. Responsável por popularizar o chick-lit no mundo, ela vendeu mais de 50 milhões de exemplares e teve suas obras traduzidas para mais de 40 idiomas em mais de 60 países, segundo informações de seu site oficial.
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Nascida em Londres, em 1969, como Madeleine Sophie Townley, Kinsella formou-se como jornalista de economia, mas rapidamente percebeu que seu futuro estava na ficção. Entre viagens e deslocamentos pela capital inglesa, começou a escrever suas primeiras histórias — até lançar, em 2000, o livro que mudaria sua carreira: “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, que se tornaria uma série de nove volumes, finalizada em 2019.
A protagonista Becky Bloomwood, uma jornalista financeira apaixonada por compras e dona de uma personalidade caótica e carismática, ganhou as telas em 2009, na adaptação estrelada por Isla Fisher.
Ao longo de mais de duas décadas de trabalho, Kinsella consolidou-se como um dos nomes mais populares do chick-lit, gênero marcado pelo humor, pela vivência da mulher moderna e por histórias que tratam de relações, trabalho e autodescoberta.
Seu livro mais recente, “Como É Pra Você?”, lançado no Brasil em fevereiro deste ano, trouxe um dos relatos mais pessoais da autora: a história de uma escritora diagnosticada com câncer — experiência que refletia sua própria trajetória.
A confirmação da morte foi feita na manhã desta quarta-feira (10), por meio de uma publicação no perfil oficial da escritora no Instagram. “É com o coração partido que anunciamos o falecimento, esta manhã, da nossa querida Sophie (também conhecida como Maddy, também conhecida como Mamãe). Ela faleceu em paz, com seus últimos dias repletos de seus verdadeiros amores: família, música, carinho, Natal e alegria”, diz a nota.
Kinsella tratava um glioblastoma, tipo de tumor cerebral agressivo e de rápido crescimento, desde 2022. Ela tornou seu diagnóstico público em abril de 2024. A equipe também destacou o espírito resiliente da autora:
“Não conseguimos imaginar como será a vida sem seu brilho e amor pela vida. Apesar de sua doença, que ela suportou com coragem inimaginável, Sophie se considerava verdadeiramente abençoada – por ter uma família e amigos tão maravilhosos, e por ter tido o sucesso extraordinário de sua carreira de escritora. Ela não dava nada como garantido e era eternamente grata pelo amor que recebia”, continua o texto. “Sentiremos tanto a falta dela, nossos corações estão partidos”
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