Shakira eleva cultura latina no maior show da carreira no Todo Mundo no Rio 2026

A estrela reuniu 2 milhões de pessoas na Praia de Copacabana

Foto: Reprodução/Instagram/@shakira

Por Lidiane Nóbrega – As areias de Copacabana foram palco de mais um momento histórico no último sábado (2). Como atração do “Todo Mundo no Rio” de 2026, Shakira fez um show apoteótico para celebrar sua sintonia com o Brasil que atravessa décadas e gerações.

Parte da turnê “Las Mujeres Ya No Lloran”, que já é a maior feita por uma artista latina na história, a apresentação também foi o maior show da carreira da estrela.

O “altar do planeta”, como a colombiana descreve o local, reuniu 2 milhões de pessoas, segundo a Prefeitura do Rio. No total, 16 torres foram instaladas do palco à Avenida Princesa Isabel para garantir que o público que lotou a praia, o calçadão e a Avenida Atlântica pudesse ver os detalhes do show.

Shakira faz apresentação histórica no Todo Mundo no Rio

Apesar do atraso de mais de uma hora por motivos pessoais, o início do evento foi compensado por um espetáculo visual inédito com 1.500 drones. Como referência ao apelido da colombiana que nasceu com “She Wolf”, a apresentação aérea iluminou o céu com um grande lobo.

A experiência visual se estendeu às areias, onde a distribuição de pulseiras de LED ajudou a iluminar a orla repleta de fãs. O recurso transformou a plateia como parte integrante do show, criando um mar de luzes que acompanhava as batidas da apresentação.

Com mais de duas horas de show, Shakira manteve a base do repertório de sua turnê atual, mas reservou surpresas exclusivas ao público brasileiro. 

Em um gesto de profunda conexão com o país, a artista recebeu quatro artistas brasileiros ao palco: Anitta, para a primeira performance ao vivo das duas com a recente “Choka Choka”; Ivete Sangalo, para reviver o dueto de “País Tropical”, também performado no Rock in Rio 2011; Caetano Veloso, com “Leãozinho”; e Maria Bethânia com “O Que É, O Que É” ao lado da bateria da Unidos da Tijuca.

Outro momento de destaque foi quando o influenciador Raphael Vicente e o grupo de dança “Dance Maré” subiram ao palco durante a performance de “Waka Waka”.

O cuidado da loba com os detalhes também se estendeu aos looks usados, que foram adaptados com as cores do país como homenagem direta ao público.

Entre um hit e outro, Shakira abriu o coração e relembrou o início de sua relação com o Brasil. “Não posso acreditar que estou aqui. E pensar que cheguei aqui quando eu tinha 18 anos, sonhando em cantar para vocês (…) Brasil, eu te amo. É mágico pensar que estamos aqui. São milhões de almas juntas, prontas para cantar, se emocionar, para amar e para lembrar ao mundo o que é verdadeiramente importante”, comentou em um dos discursos da noite. 

Além das declarações de amor ao país, a colombiana utilizou o palco como plataforma para exaltar a resiliência feminina, dedicando a performance à força das mulheres e, especialmente, à coragem das mães solo. 

As interações com o público durante a noite histórica foram conduzidas inteiramente em um português fluente, reafirmando seu carinho e domínio da cultura local – mais que uma estrela pop, Shakira sempre foi uma das principais pontes que transformou o espanhol em um idioma mais familiar aos ouvidos dos brasileiros. Esse vínculo de décadas explica a força magnética que a artista ainda exerce e o porquê dela ser capaz de mobilizar multidões e parar Copacabana.

O que se viu no “Todo Mundo no Rio” de 2026 transcendeu o status de mais um show em uma turnê vitoriosa ao materializar uma conexão tão genuína que consolida Shakira como um fenômeno raramente replicável na música mundial. O evento foi um ponto de encontro de diferentes faixas etárias, bandeiras, sotaques e nacionalidades para testemunhar o maior show de uma das maiores artistas latinas de todos os tempos.

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