Com duração de 5 horas e 18 convidados, ele fez a festa com o 'Awoopalooza'

Um dos principais nomes em ascensão no reggaeton internacional, Ryan Castro elevou o patamar ao transformar seu primeiro show em estádio em um festival — não só para os fãs, mas também para ele mesmo. Com direito à entrada de helicóptero, carros, jet ski, caminhão, cenografia imponente e efeitos pirotécnicos, o colombiano mostrou que não está para brincadeira. Achou pouco? Foram cinco horas de show e 18 convidados que brilharam no “AWOOpalooza“.
“AWOO” é uma gíria do papiamento, idioma de Curaçao, que pode ser traduzida para o português como “e aí”, usada como forma de cumprimento. Mas também se tornou a marca registrada de Ryan Castro nas canções — ele, que também se denomina “El Awoo”.
O tracklist acompanhou o primeiro show em estádio do cantor, que aconteceu no último sábado (25), no Atanasio Girardot, em Medellín, Colômbia. A estreia em estádios é considerada uma forma de graduação para os artistas de reggaeton, e esse marco ganhou uma celebração à altura.
Segundo dados da administração local, a estrutura foi a maior já montada para uma apresentação, que teve direito a dois palcos e a uma passarela de respeito. De acordo com informações divulgadas, 77 mil pessoas acompanharam o show do “Ghetto Star”, sendo 47 mil no estádio e mais de 30 mil pessoas em uma exibição gratuita que aconteceu na cidade. Mas uma prova que o artista está em um dos melhores momentos de sua carreira.

Natural do bairro de Pedregal, em Medellín, a história de Ryan Castro sempre foi símbolo de resiliência e referência para jovens sonhadores. Bryan, seu nome de batismo, começou a cantar ainda na adolescência e, ao sair da escola, cantava em ônibus de Medellín. Ganhou popularidade após os singles “Jordan” e “Mujeriego” viralizarem nas redes sociais em 2022.
Atualmente, sua discografia conta com cinco álbuns. Os mais recentes, “Sendé” e “Hopi Sendé” (2025), deram a alma de sua última turnê. Além disso, eles contam com fortes influências do dancehall e são dedicados à ilha de Curaçao, onde o colombiano morou por quatro anos com sua mãe, chegando a trabalhar como garçom, pintor e motorista de aplicativo antes de voltar à Colômbia para focar na música.
Sempre conectado com “el barrio”, a “quebrada”, em português, ele sempre falou sobre sua história de vida e superação nas canções e nunca deixou isso de lado, autodenominando-se “El Cantante del Ghetto” (o cantor do gueto) e também “Ghetto Star” (a estrela do gueto).
Além de sua versatilidade musical, que passeia por reggaeton, dancehall, vallenato e merengue, sua conexão com o público faz de Ryan Castro não somente um artista, mas um movimento. Respeitado por nomes da nova e da velha guarda da música latina, isso se reflete na quantidade de convidados especiais, de diferentes países, que vieram prestigiar o primeiro show em estádio do cantor.

Com direito a cartão de transporte publico personalizado para a ocasião e metrô 24 horas, o show de Ryan agitou a cidade de Medellín em diversas áreas. De acordo com estimativas do sistema de inteligência turística, o evento movimentou US$6,9 milhões em setores como hotelaria, turismo e gastronomia.
Se você foi picado pelo bichinho do reggaeton e tem nomes como Karol G, J Balvin e Bad Bunny na sua playlist, é certo que Ryan Castro será o seu próximo artista favorito.
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O festival do cantor estava apenas começando, com ele chegando de helicóptero ao Atanasio Girardot, mostrando desde o primeiro minuto que não estava de brincadeira. Seu show foi dividido em atos, apresentados por “Sendé”, mascote da atual era de Ryan, cujo nome é uma gíria do papiamento que significa encendido “estar aceso, em paz consigo mesmo e com boas vibrações”.
Coincidências à parte, ele incendiou o palco logo que chegou, trazendo tudo a que tinha direito, como banda e um grande corpo de balé. Começou com a intro do álbum da turnê e, na sequência, apresentou os hits do momento: “Rebecca”, “Parte & Choque” e “Botapafo”.
Um dos primeiros convidados da noite foi o DJ e produtor Kybba, parceiro de vários sucessos de Ryan, como “Azota Mamasota” e “Ba Ba Bad Remix”, que, para surpresa do público, também contou com a participação especial de Sean Paul. Inclusive, o anfitrião da noite ficou de boca aberta ao ver que um de seus artistas favoritos estava, de fato, em seu primeiro show em estádio.
Com 18 convidados, Ryan Castro fez o festival dos sonhos de qualquer amante da música latina. Com exceção de Baby Rasta & Gringo, todos os cantores que subiram ao palco tinham feat. com o colombiano.
Os atos foram divididos em dois palcos, e ele usou um jet ski (alô, Pedro Sampaio) para ir de um palco a outro. No setlist, o cantor passou por toda a sua discografia: seus primeiros sucessos, a zona de perreo, as românticas que doem no coração e o puro suco do dancehall.
Em meio a cinco horas de show, e a cada momento que deixava todos de boca aberta, é um pouco complicado dizer quais foram os favoritos do “AWOOpalooza”. No entanto, destacamos:
Agora, Ryan Castro prepara um novo momento de sua carreira com a chegada de “OMERTA”, álbum colaborativo com J Balvin. O disco já está com o pré-save disponível e, sem dúvidas, será mais um trampolim para a carreira do cantor.
O Tracklist teve a oportunidade de ouvir o projeto em uma audição exclusiva em Medellín e podemos confirmar que será um dos principais discos de 2026. Em breve, traremos mais detalhes, mas o trabalho reúne as principais forças de cada cantor: nele, Ryan e Balvin são como yin e yang.
Com os singles “Tonto”, “DJ”, “Sanke” e “Pal Agua” já disponíveis, o álbum “OMERTA”, de J Balvin e Ryan Castro, será lançado no dia 7 de maio.







