Vamos relembrar o Rock in Rio 2017? Vamos!

Em sua quarta volta ao Brasil (eles já passaram por aqui em 2007, 2010, 2013 e agora, em 2017), o Incubus pisou pela primeira vez no Palco Mundo do festival, no dia 23 de setembro. Embora grande parte do público tenha ido assistir ao The Who e ao Guns n’ Roses, a banda não fez feio e empolgou fãs com uma apresentação da “8 Tour”, de seu mais novo álbum, lançado em abril. Mas foram hits antigos, como “Anna Molly” e “Drive”, que mais empolgaram os presentes pelo grupo liderado por Brandon Boyd.

Foto: Alexandre Durão/G1

 

A energia do Incubus no palco é tremenda. Afinal, os caras, na ativa desde 1991, estavam muito felizes pela oportunidade de tocar no berço do Rock in Rio – eles já tocaram em edições anteriores de Lisboa e Madri. Quem estava claramente ansioso era o guitarrista Mike Einziger, que conversou com o Tracklist um pouco antes do show. Simpático, Mike falou sobre as expectativas quanto ao público brasileiro e à evolução da banda.

Com vocês, Mike Einziger:

Foto: Alexandre Durão/G1

Tracklist: Vocês vieram ao Brasil pela última vez em 2013 no Summer Break Festival, mas agora estão tocando em um festival bem maior. Como você se sente sobre tocar no Rock in Rio?
Mike Einziger: O Rock in Rio é um dos melhores festivais. Todos ao redor do mundo conhecem o festival, não só o pessoal daqui. Nos EUA, o pessoal acredita que o Rock In Rio seja esse festival de imenso porte. Então é muito incrível… nós estamos bem animados por tocar nesse festival.

T: Vocês também tocaram no Rock in Rio Lisboa e Madrid, mas como você diferenciaria o público brasileiro do europeu?
M: O público brasileiro é muito mais cheio de energia que qualquer outro no mundo. Toda vez que estivemos aqui no Brasil isso é muito notável. Vocês têm a melhor energia!

T: Você acha que nós gritamos mais que o restante? (risos)
M: Talvez sim. É muita energia… (risos) Muita animação. As pessoas aqui no Brasil sabem como se divertir, é até meio óbvio.

T: Tem algum artista tocando no festival que você gostaria de assistir?
M: Sim, tô bem ansioso pra ver o Guns N’ Roses. Eu cresci ouvindo eles… já os vi ao vivo antes, mas é ótimo que eles estejam juntos novamente depois de tanto tempo afastados. Fiquei feliz que eles conseguiram superar suas diferenças e se juntaram de novo pra fazer música. Acho que essa é a melhor coisa sobre a banda.

T: Vocês estão na ativa desde 1991. De lá pra cá, em qual aspecto vocês evoluíram ao longo desses anos?
M: Eu gosto de pensar que nós evoluímos de fato. (risos) Nosso público talvez veja isso de uma forma diferente, não sei…

T: E como isso se reflete com o lançamento do álbum “8”, há pouco tempo?
M: O álbum ‘8’ foi co-produzido pelo Skrillex, que é um grande amigo nosso, e acho que ele trouxe uma batida moderna pras nossas músicas. É meio que difícil para a gente dizer isso por não sermos “observadores” como alguém assistindo ao show, mas eu acho que é como uma representação do que o Incubus é em 2017, e nos sentimos com sorte por continuar a fazer música nesses 26 anos de carreira.

T: Agora faremos uma playlist especial. Eu te dou uma palavra-chave e você me diz uma música que faz te lembrar desse tema.
M: Ok.

T: Então… a primeira é ‘rock’.
M: Uma música que me faça lembrar de “rock”? Por que não escolhemos então ‘Sweet Child O’ Mine’ do Guns N’ Roses? É uma ótima canção de rock, não acha?

T: Uma ótima pedida pra hoje, né?
M: Sim!

T: E uma sobre… amor?
M: Que tal uma do Incubus? ‘Love Hurts’.

T: Excelente! Agora sobre verão.
M: Verão? Tem muitas músicas boas de verão… que tal ‘California Dreamin’ do The Mamas & The Papas?’

T: Boas escolhas, Mike! Por fim, você poderia mandar uma mensagem pros seus fãs brasileiros?
M: Oi, fãs brasileiros! Estamos muito animados por estar aqui. Mal podemos esperar para fazer esse grande show, e caso não estejam aqui, assistam à transmissão pela internet.

Já que o Mike pediu, que tal relembrarmos o grande show do Incubus no Rock in Rio? Aproveite para, também, seguir a playlist que o guitarrista sugeriu lá no Spotify!

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