De Odete Roitman a Salomão Hayala, os maiores mistérios da teledramaturgia brasileira

A pergunta “quem matou?” é uma das mais clássicas da teledramaturgia brasileira. Ao longo das décadas, diversas novelas transformaram assassinatos em verdadeiros fenômenos nacionais, mobilizando o público, gerando teorias e parando o país diante da televisão à espera da revelação do culpado.
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Agora, um novo mistério promete movimentar os próximos capítulos de “Quem Ama Cuida“. A trama das nove da Globo deu início ao seu principal suspense com a morte de Arthur Brandão, personagem de Antonio Fagundes. O empresário foi assassinado no capítulo desta terça-feira (02), logo após seu casamento com Adriana (Letícia Colin), em uma sequência cercada de mistério.
O crime transformou praticamente todos os membros da família Brandão em suspeitos. A disputa pela herança surge como uma das principais motivações para o assassinato, que deve conduzir boa parte da trama nas próximas semanas.
Enquanto o público tenta descobrir quem matou Arthur Brandão, a televisão brasileira já coleciona alguns dos mais emblemáticos mistérios do gênero. De Odete Roitman a Salomão Hayala, relembre os crimes que marcaram a história das novelas e prenderam a atenção dos brasileiros.
Uma das mortes mais comentadas dos últimos anos foi a de Agatha, interpretada por Eliane Giardini. A personagem passou por uma sequência de atentados antes de morrer: foi envenenada, empurrada escada abaixo e ainda levou tiros. O mistério envolvendo o crime movimentou a reta final da novela de Walcyr Carrasco.
Considerada uma das novelas mais icônicas da televisão brasileira, “Avenida Brasil” também apostou em um grande mistério. O assassinato de Max (Marcello Novaes) dominou as discussões do público até a revelação da verdadeira responsável pelo crime na reta final da trama: Carminha (Adriana Esteves) assumiu a culpa pela morte do ex-amante.
Em “Passione”, Saulo Gouveia (Werner Schünemann) foi encontrado morto a facadas em um motel. Durante boa parte da novela, Fred (Reynaldo Gianecchini) foi apontado como principal suspeito. No entanto, a verdadeira assassina era Clara (Mariana Ximenes), que carregava um passado traumático envolvendo Saulo.
A vilã Taís, interpretada por Alessandra Negrini, morreu após ser asfixiada por gás de cozinha. O mistério sobre o autor do crime foi mantido até os capítulos finais, quando o público descobriu que Olavo (Wagner Moura) havia cometido o assassinato para se livrar das chantagens da personagem.
O assassinato de Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) foi um dos maiores segredos da novela de Gilberto Braga. Nem mesmo parte do elenco sabia quem era o responsável pelo crime. A revelação de que Laura (Cláudia Abreu) era a assassina surpreendeu os telespectadores e entrou para a história da dramaturgia.
Segundo relatos da produção, elenco e equipe chegaram a fazer apostas para tentar descobrir o culpado. O diretor Dennis Carvalho prometeu até um jantar para quem acertasse o mistério.
O clássico de Silvio de Abreu transformou os assassinatos em elemento central da narrativa. A cada semana surgia uma nova vítima, aumentando a tensão entre os telespectadores.
O suspense foi tão grande que chegou a ser cogitada a exibição ao vivo do último capítulo para impedir vazamentos. No desfecho, Adalberto (Cecil Thiré) foi revelado como o responsável pelos crimes.
Talvez o mais famoso “quem matou?” da televisão brasileira. A morte de Odete Roitman, vivida por Beatriz Segall, virou assunto nacional e mobilizou milhões de brasileiros.
Na versão original, Leila (Cassia Kis) foi a responsável pelo disparo que matou a empresária.
Décadas depois, o remake de 2025 revisitou o mistério e trouxe uma nova abordagem para o crime. Na nova versão, Marco Aurélio (Alexandre Nero) aparece como o autor do disparo contra Odete Roitman. No entanto, a personagem surpreendeu ao reaparecer viva no capítulo final, reinterpretando completamente o desfecho clássico da trama.
Considerado o primeiro grande “quem matou?” das novelas brasileiras, o assassinato de Salomão Hayala manteve o público intrigado durante meses.
Na versão original, o criminoso era o amante da esposa do empresário. Já no remake exibido em 2011, a responsável pela morte foi Clô Hayala (Regina Duarte), a própria esposa de Salomão.
Embora tenha sido uma minissérie, “O Canto da Sereia” também marcou o público com um dos mistérios mais comentados da televisão. A cantora Sereia (Ísis Valverde) foi assassinada em cima de um trio elétrico durante o Carnaval de Salvador.
No desfecho, descobriu-se que a própria artista havia pedido para ser morta após descobrir uma doença terminal.
A morte de Norma (Glória Pires) foi um dos momentos mais tensos da reta final de “Insensato Coração“. O mistério envolveu uma lista com 12 suspeitos, mantendo o suspense até os capítulos finais da novela.
No desfecho, foi revelado que Wanda (Natália do Vale) foi a responsável pelo crime. Mãe de Léo (Gabriel Braga Nunes) e Pedro (Eriberto Leão), ela comete o assassinato para impedir que Norma denunciasse Léo à polícia, encerrando a trama em clima de forte tensão.
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