Karol G exalta a força feminina e a América Latina no Coachella

A colombiana foi a primeira cantora latina a ser headliner do festival

Karol G fez história no Coachella 2026 (Chris Cornejo/divulgação)

Se Ariana Grande canta que “God is a Woman” – “Deus é uma mulher”, Karol G mostrou isso a todos na noite do último domingo (12). Mais uma vez, a colombiana fez história ao se tornar a primeira cantora latina a ser headliner do Coachella. Com um espetáculo de tirar o fôlego, ela levou a identidade, a cultura e as diferentes sonoridades da América Latina; inclusive, o Brasil foi muito bem representado.

O atraso e a redução de tempo passaram despercebidos em relação à entrega impecável da artista. Sua apresentação começou retratando a conexão da energia feminina com os elementos da natureza. Ligação essa que é perceptível nos mínimos detalhes, do figurino ao cenário, que contava com dois palcos, uma passarela de respeito e uma estrutura imponente.

Ao som do hit “Latina Foreva”, Carolina pisou no palco exalando poder e confiança. Como Medusa, ela hipnotizou a todos performando — afinal, os shows são sua parte favorita como cantora. A diva latina não se apresentava desde o show do intervalo da NFL no Brasil, em setembro de 2025, e da passagem da turnê de Bad Bunny em sua terra natal, em Medellín, no mês de janeiro.

Na sequência, ela trouxe as músicas “Un Gatito Me Llamó”, “Oki Doki” e “Tá Ok Remix”, sua parceria com Dennis DJ, Kevin O Chris e Maluma. As transições entre os diferentes ritmos no setlist eram impecáveis.

Karol G no Coachella
Karol G durante show no Coachella 2026 (Chris Conejo/Divulgação)

Segundo a própria, sua missão naquela noite era trazer “insights da cultura e cores da América Latina” para um dos maiores festivais de música do mundo. Karol G honrou as tradições e trouxe elementos da cultura latina sem ser caricata.

Cantando em espanhol, português e inglês, a headliner apresentou canções do último álbum “Tropicoqueta” e seus principais sucessos. A sonoridade plural da América Latina se fez presente no reggaeton, merengue, dembow, música mariachi, funk e na lambada.

Convidados especiais

Para o primeiro fim de semana do Coachella, a colombiana recebeu Mariah Angeliq para cantar o hit “El Makinon”; sua amiga Becky G subiu ao palco para apresentarem “Mamii”. Wisin foi o responsável por representar a “vieja escuela” do reggaeton, levando o público à loucura ao cantar os clássicos “Rakata”, “Saoco”, “Mayor que Usted” e “Pam Pam”.

Outro convidado especial da noite foi o músico Greg Gonzalez, do Cigarettes After Sex, que esteve ao lado da Bichota para apresentar a inédita “Después de Ti”.

Além de sua banda totalmente feminina, como de costume, Karol G contou com um grupo de musicistas mariachi para dar novos arranjos às canções.

Karol G no Coachella 2026
Karol G levou uma banda mariachi mexicana para o show (Chris Cornejo/divulgação)

Conexão brasileira no Coachella

Os latinos foram muito bem representados: a apresentação da cantora levou elementos que traziam particularidades de cada país, seja por meio das cores, da música ou de itens típicos. O nosso Brasil, inclusive, foi muito bem lembrado.

O amarelo, verde e azul vibrantes se faziam presentes nos figurinos do balé; a nossa bandeira foi exibida junto com as dos nossos hermanos e com a grande arara no cenário. Karol G cantou “Tá Ok Remix” e “Bandida Entrenada”, faixa em português que conta com a composição do trapper WIU, e ainda trouxe beats de funk em uma nova versão de “Ojos Ferrari”.

Era impossível não lembrar das vedetes e dos desfiles de Carnaval enquanto a diva cantava “Tropicoqueta”. O Brasil também era representado na dança, nos passos de lambada de “Papasito” e nos diversos movimentos da cultura do funk.

Aliás, o balé de Carolina deu um show à parte. A responsável por coordenar esse time foi Paris Goebel, renomada coreógrafa que já trabalhou com Beyoncé e Lady Gaga. A profissional já havia trabalhado com Karol G anteriormente no VMA de 2024.

Karol G no Coachella 2026
Karol G levou uma estrutura monumental para o Coachella 2026 (Chris Cornejo/Divulgação)

Foi com essas e outras peças-chave que Karol G criou um quebra-cabeça majestoso, entrando para a história não só como a primeira headliner latina do Coachella, mas com uma das melhores apresentações desta edição — e até mesmo dos últimos tempos. Conectando a América Latina, empoderando mulheres e tocando a alma do público que acompanhava na Califórnia ou em qualquer canto do globo.

“Eu sou Carolina, de Medellín, na Colômbia, e hoje sou a primeira mulher latina a ser headliner do Coachella. E estou muito feliz e muito orgulhosa disso, mas, ao mesmo tempo, parece tarde. Este festival acontece há 27 anos e é a primeira vez que uma mulher latina assume o posto de headliner, então eu só quero dizer que, antes de mim, houve tantos grandes artistas latinos, artistas latinos lendários, que me deram a oportunidade de estar aqui esta noite”, disse Karol G se encaminhando para o final do show.

Karol G no Coachella
Karol G levou a cultura latina para palco principal do festival (Chris Cornejo/divulgação)

“Então, isso não é apenas sobre mim, é sobre a minha comunidade latina, é sobre o meu povo. E, ao mesmo tempo, isso é para os latinos que têm enfrentado dificuldades neste país ultimamente. Nós estamos com eles, eu estou com a minha comunidade latina e, ao mesmo tempo, tenho muito orgulho, porque isso revela o melhor de nós: união, resiliência e um espírito forte”, concluiu a apresentação ao som de “Si Antes Te Hubiera Conocido” e “Provenza – Remix”.

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