O cantor e compositor irlandês Hozier realizou, neste domingo (1º), seu primeiro show no Rio...

O cantor e compositor irlandês Hozier realizou, neste domingo (1º), seu primeiro show no Rio de Janeiro! A apresentação fez parte da “Unreal Unearth Tour”, que contou, ainda, com um concerto na cidade de São Paulo.
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O segundo – e último – evento da turnê solo do artista no país ocorreu na casa de shows Qualistage, e reuniu milhares de fãs em uma apresentação repleta de grandes emoções. Confira os destaques do concerto abaixo!
Antes mesmo da entrada de Hozier, o local já estava cheio para receber o ato de abertura – a cantora e compositora Gigi Perez! Pontualmente às 20h, a artista estadunidense subiu ao palco para abrir seu set com “Please Be Rude”, seguida pela emotiva “Fable”, que foi acompanhada por um oceano de luzes do público.
Mesmo com uma performance mais contida – focada em sua potente voz -, a cantora parecia à vontade com a plateia. Seu pequeno set foi encerrado com o hit “Sailor Song”, que recebeu, em retorno, um grande coro dos presentes.
Momentos depois, chegou a vez da atração principal. Apesar da euforia e gritos dos fãs, a entrada de Hozier foi feita sem alarde. Acompanhado de seu violão e de seus músicos, ele iniciou seu set com a faixa “De Selby (Part 1)”. E o público, quase em transe, se deixou levar pela introdução taciturna do concerto.
A sequência iniciada por “De Selby (Part 2)” mudou o clima do show. E, em canções como “Nobody’s Soldier” e “Eat Your Young”, o artista conduziu o público para uma atmosfera mais descontraída e dançante. Isso prosseguiu com a apresentação da faixa “Angel Of Small Death & The Codeine Scene” – que, assim como em outras músicas, ganhou força na versão ao vivo com o espaço dado ao time de backing vocals.
Um dos principais momentos da noite veio logo depois. Já na introdução da faixa, o artista levou o público ao delírio ao dizer: “Essa é uma música feliz. É sobre duas pessoas que enfrentam o inferno juntas. Essa música se chama ‘Francesca’”.
A plateia entoou a canção como um hino, levando a atmosfera ao ápice. O clima emotivo rendeu, também, a trilha sonora para um pedido de casamento – e o intérprete, ao notar o acontecimento, elogiou a escolha da música: “Esse é o meu tipo de público. Gosto do estilo de vocês”, brincou.
Depois de atingir um pico, porém, o artista naturalmente diminui o tom. Neste segmento, ele apresentou canções como “Like Real People Do”, “From Eden” e “I, Carrion (Icarian)”, até chegar a um ponto de quietude e melancolia com a devastadora “Abstract (Psychopomp)”.
Assim, como uma onda, o artista navegou por seu diversificado set. E sobrou espaço, é claro, para alguns de seus maiores sucessos, como “Too Sweet” e “Would That I”. Mas um show de Hozier é, além de tudo, uma experiência construída em conjunto com a plateia. E como prova disso, ele encaixou entre as faixas a canção “First Light”, e avisou: “Essa foi só para vocês”.
O fim do set oficial é marcado com uma das músicas mais poderosas do repertório do cantor e compositor; e que também é o seu maior sucesso até hoje: “Take Me To Church”. Dispensando apresentações, a performance arrebatou os presentes, que cantaram a letra completa a todos pulmões.
No bis, o artista e sua banda retornaram com a docemente sombria “Cherry Wine”, sucedida por “Unknown/Nth”. E, já perto da despedida, ele tirou um tempo para fazer um discurso sobre a importância do voto, da democracia e incentivou o público a usar suas vozes em prol de questões sociais urgentes. A mensagem foi reforçada com a penúltima música da noite, a imponente “Nina Cried Power”, que foi cantada em um dueto com Amanda Brown, vocalista de apoio do cantor.
A impressão final veio com a marcante “Work Song”, que marcou, precisamente, uma jornada completa no show de Hozier. A estreia de Hozier no Rio de Janeiro terminou assim como começou: da forma mais serena possível; com o timbre do artista tomando conta de todo o espaço, encantando a plateia pela última vez – ao menos por enquanto.
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