Depois de três anos de espera, o Popload Festival, um dos principais eventos do calendário...

Depois de três anos de espera, o Popload Festival, um dos principais eventos do calendário musical de São Paulo nos últimos anos, está de volta! Em um novo espaço, no Parque Ibirapuera, o festival aconteceu neste sábado (31) com uma programação bastante diversa, com ritmos e atrações para todos os gostos.
O Tracklist esteve presente no festival e conta os principais destaques do dia!
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A força feminina foi o grande destaque da programação do Popload Festival. O line-up do Palco Heineken contou com várias artistas mulheres de diferentes estilos e formações musicais, mas com igual potência sobre o palco. Pop, rock, jazz, R&B e muitos outros gêneros ressoaram pelas caixas de som do Parque Ibirapuera, e trouxeram fãs de todas as tribos para o evento – tanto para ver artistas inéditos no Brasil, quanto para retornos esperados.
Um deles era o da St. Vincent, uma das atrações mais aguardadas do evento. Seis anos depois de sua última vinda ao Brasil, a cantora retornou com um espetáculo à altura da espera: com o seu mais novo disco, “All Born Screaming” (2024), a californiana fez um show surpreendente, catártico e de forte personalidade para aquecer a noite no Ibirapuera.
Nos riffs de sua guitarra e acompanhada por uma banda talentosíssima, o seu pop rock experimental ganha um fôlego ainda maior sobre o palco. Canções como “Los Ageless” e “Flea” foram destaques em um repertório de muita energia e versatilidade; Annie não só consegue intensifica as músicas, como também encanta ao público com suas danças, caretas e gestos. Durante “New York”, a artista até mesmo foi ao meio da multidão para cantar a faixa próxima dos fãs, o que rendeu um dos momentos mais especiais do dia.

Logo em seguida, principal atração do dia, Norah Jones, fez jus às expectativas em torno de seu show. A cantora nova-iorquina apresentou um repertório que homenageava as diferentes fases de sua carreira, desde os lançamentos mais recentes até os clássicos, em uma performance muito simpática e talentosa.
No conforto de seu piano, a artista enfileirou sucessos nas notas e na sua força vocal, que ganha ainda mais charme ao vivo. O frio, que chegou a atingir temperaturas de 12 graus durante a noite, não foi suficiente para dispersar os fãs e até mesmo ajudou a dar um clima especial à apresentação. Sucessos como “Sunrise” e “Don’t Know Why” estiveram entre as canções mais celebradas – além de uma participação surpresa de Laufey na famosa “Come Away With Me”.
Horas antes, a islandesa também havia se apresentado para uma multidão de fãs, que podiam ser notados pelos laços de cabelo característicos da cantora, e de novos ouvintes. Com muito carisma e vocais surpreendentes, Laufey se introduziu ao público em grande estilo e certamente conquistou ainda mais admiradores. Além de um palco temático e com muitos efeitos visuais, a sua mistura de influências de jazz com bossa nova caiu muito bem no festival e deixou ótimas impressões em sua primeira passagem pelo Brasil.

Mais cedo, Kim Gordon agraciou o público do Popload Festival com um show barulhento e enérgico. A artista trouxe o espírito político de seu rock alternativo para o Palco Heineken, das músicas até o figurino. Com um moletom escrito “Golfo do México”, em alusão à tentativa do presidente estadunidense Donald Trump de renomear o golfo, a cantora impôs sua personalidade sobre o público com as faixas experimentais de seus dois álbuns solo, “No Home Record” (2019) e “The Collective” (2024).
O The Lemon Twigs, uma das sensações atuais do rock alternativo, também deixou a sua marca no Ibirapuera. Com um estilo que remete aos anos 70, a banda estadunidense reuniu uma audiência considerável para o horário e apresentou as suas credenciais ao público em um show tímido, mas bastante psicodélico e autêntico.
A nova geração da música nacional também esteve presente em peso no festival. No início da tarde, o Terno Rei recebeu Samuel Rosa, uma das principais inspirações da banda, para um encontro especial sobre o Palco Heineken. Juntos, o grupo tocou músicas de seu mais novo disco, “Nenhuma Estrela” (2025), e o cantor deu um ar especial aos principais sucessos dos paulistanos, além de incluir hits gigantes do Skank no repertório, como “Resposta” e “Balada do Amor Inabalável”.

Com os primeiros shows da programação do palco principal, Tássia Reis apresentou o repertório de seu aclamado último álbum, “Topo da Minha Cabeça” (2024), com a força de seu hip-hop. Antes dela, foi a vez do Exclusive Os Cabides, banda emergente da cena musical de Santa Catarina que tocou seus principais sucessos para os fãs que haviam chegado mais cedo.
Já o palco secundário, o Poploading, recebeu vários outras revelações da nova geração nacional, com um destaque especial para a diversidade de ritmos. Yago Oproprio levou seu encontro de rap e R&B ao festival, enquanto cantoras como Maria Beraldo e Jadsa, duas das maiores sensações da música brasileira nos últimos anos, levaram a autenticidade de seus estilos em ambos os seus shows. Vera Fischer Era Clubber, Moor Mother, Supervão e Stefanie completaram o line-up.






