O salto que o trio do Two Door Cinema Club deu foi bem grande. Em 10 anos, Alex Trimble (vocalista), Kevin Baird (baixista) e Sam Halliday (guitarrista) se consolidaram na cena do pop/rock alternativo. O resultado: eles já se apresentaram, com destaque, em diversos festivais do mundo, como o Coachella e o Glastonbury. Claro que não podia ser diferente no Lollapalooza: eles já estiveram presentes em seis edições do festival – incluindo duas delas, no Brasil.

No domingo (26), o Two Door Cinema Club fez uma apresentação empolgante na 4ª edição do Lollapalooza Brasil, e, na terça (28), repetiram o feito em um show no Rio, em conjunto com o Jimmy Eat World. Pela terceira vez por aqui – eles já vieram em 2011, em 2013 no próprio Lolla e agora, em 2017 -, eles mostraram bastante interatividade com os brasileiros. Até o ex-jogador da Seleção Brasileira Ronaldo “Fenômeno” se deixou levar pelo show contagiante dos norte-irlandeses e curtiu a apresentação no Lollapalooza no meio da galera.

Antes de rolar a apresentação em solo carioca, o Tracklist bateu um papo com os caras, que estão rodando com a turnê “Gameshow”, proveniente do disco de mesmo nome, lançado em outubro de 2016. Conversamos, entre outros assuntos, sobre a nova fase da banda e o público brasileiro. Com vocês, Two Door Cinema Club:

Foto: Feliphe Marinho/Tracklist

Tracklist: Vocês lançaram “Gameshow” no ano passado. Como vocês descrevem este álbum? Vocês veem muita diferença entre ele e os anteriores?
Alex Trimble: Sim. Eles são completamente diferentes. Na verdade, todo álbum é diferente (um do outro). Neste caso, foram quatro anos entre um disco e outro, e tiveram muitas mudanças neste meio tempo. Nós demos uma pausa, sem entrarmos em turnê e sem gravar. Assim, nós pudemos voltar ao estúdio como pessoas diferentes, renovadas, reenergizadas, com novas ideias.
Sam Halliday: Acho que nós estávamos tipo, correndo riscos musicalmente falando, sabe? Nós estamos um pouco mais velhos e, não sei, acho que se importando um pouco menos com o que as pessoas vão pensar. Acho que nós nunca nos sentimos dessa forma antes. Então, sim, pensando assim, este disco é diferente dos outros.

O Two Door Cinema Club já tem 10 anos de carreira. Vocês sabem quando foi exatamente que vocês pensaram “ok, estou no caminho certo, é isso que eu quero fazer pro resto da vida”?
Kevin Baird: Acho que desde que começamos esta banda, há 10 anos, já pensávamos assim. Nós sempre quisemos tocar e acho que todos nós tivemos esse sonho de estar numa banda desde sempre. Então, sim, acho que desde o início do Two Door, nós amamos pertencer a esta banda e isso é tudo o que queremos fazer.

Foto: Feliphe Marinho/Tracklist

Vocês já tocaram em vários países e em vários festivais. Aqui no Brasil, vocês já vieram três vezes. O que vocês acham da recepção dos brasileiros? Vocês sentem algo diferente?
Alex: Sim, definitivamente! O Brasil é um dos nossos lugares favoritos de se tocar. Somos
sempre muito bem recebidos. Viemos pra cá raras vezes, e sempre é excitante pra gente. A
recepção é sempre muito boa! Sentimos muita energia vinda dos brasileiros, os shows por
aqui sempre são muito divertidos.

Como foi a sensação de ver o ex-jogador Ronaldo “Fenômeno” em seu show no Lollapalooza Brasil?
Sam: Foi muito, muito, muito estranho! (risos)
Alex: Eu não sei quem ele é. (risos) Sei que era um jogador de futebol, mas não o conheço! Olhei a foto dele, mas não o reconheci.
Kevin: Eu sou um grande fã de futebol, então quando o vi, fiquei tipo “o queeee?” (risos).
Ele estava bem sorridente, acho que ele gostou do show. (risos)

Até o Ronaldo curtiu o show da banda! (Foto: Reprodução/Veja São Paulo)

Falando em Lollapalooza, de qual show vocês mais gostaram nessa última edição?
Alex: A gente só viu o show dos Strokes. Eles são muito, muito, muito bons.

E qual foi o melhor show que vocês já viram, aquele que foi o mais inspirador para vocês?
Alex: Também foi um show dos Strokes, há sete anos. Foi um dos melhores shows que já vimos.

Nesta noite, vocês vão tocar em um show menor. Qual é a diferença que vocês veem entre tocar em um show deste tipo e em tocar em um festival, com um público bem maior e diversificado?
Sam: Em shows menores, nós nos sentimos mais próximos dos fãs, o que é mais divertido. Você literalmente os vê curtindo juntos, como em uma festa. Às vezes, em um festival, você só vê um monte de cabeças reunidas. Eu acho que é legal, em uma forma diferente, ver a galera em um festival se divertindo, mas, em um show menor, você pode, de fato, olhar as expressões das pessoas.

Foto: Feliphe Marinho/Tracklist

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