Cantora contou como foi o processo de produção do seu quinto álbum, que sai nesta sexta-feira (26)

O quinto álbum de estúdio de Zara Larsson, “Midnight Sun“, chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (26), e com os três singles do projeto: “Crush”, “Pretty Ugly” e a faixa-título “Midnight Sun” já é possível dizer que o pop é a principal influência da sonoridade do disco.
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Em entrevista ao Tracklist, a sueca revelou detalhes da produção daquele que ela considera o projeto mais fiel ao seu estilo e às suas intenções artísticas.
Ao longo dos últimos anos, a cantora desenvolveu a maior parte do material ao lado de um time pequeno, mas de confiança. Com Margo Wildman, MNEK e Helena Gao, Zara conseguiu expandir sua discografia e entregar um trabalho coeso, alinhado às propostas do pop dos anos 2000.
A faixa-título do álbum se tornou viral nas últimas semanas e, para aproveitar o momento, a cantora, além de ser o ato de abertura da Miss Possessive Tour, de Tate McRae, também sairá em turnê com Midnight Sun a partir de novembro deste ano. O Brasil, é claro, está nos planos da artista.
No último Rock in Rio, Zara Larsson foi atração do Palco Mundo. Sua passagem pelo Brasil rendeu mais do que um show lotado, já que a vinda influenciou diretamente na inclusão de um ritmo típico do país na sonoridade do novo disco. Confira abaixo a entrevista!
Minha primeira pergunta é sobre as escolhas de música. A gente percebe que quase todas as faixas seguem uma linha pop mais energética e vibrante. Apenas Saturn’s Return tem uma vibe mais lenta. Por que a escolha por sons mais animados?
Eu acho que é só porque eu amo dançar. Eu amo ouvir… Na verdade, eu gosto de todos os tipos de música. Eu realmente, realmente gosto. Mas, ultimamente, eu também penso nos shows ao vivo. E quando eu estou tocando para um público e o que eu quero que pareça. E eu amo ter coreografia, eu amo ter energia alta. Então, eu acho que isso é o que acontece. Eu gosto de me mover.
Em recentes entrevistas, você revelou que descartou músicas entre a produção dos álbuns So Good e Poster Girl até encontrar o som que você queria. Como foi a construção do Midnight Sun ao longo desses anos e o que mais você queria que ele tivesse?
Eu tive um bom tempo para construir “Midnight Sun”. Foi muito, muito fácil. Aconteceu e eu acho que foi porque eu fiz isso com um grupo de pessoas. Fomos eu, a Emanike, a Helena Gao e o Margo XS que fizemos a maioria das músicas. Zone, outro produtor, se juntou para fazer algumas músicas, mas foi um pequeno grupo de pessoas, um grupo que sinto que são meus amigos. E muitas das músicas começaram a ser apenas nós conversando. Conversas sobre a vida, coisas que vimos, coisas que sentimos, coisas que lemos. Fizemos três músicas por dia. Todo dia. Foi tão fácil para nós e tão natural.
E algo mágico aconteceu naquela sala com nós. Eu não sei como ou por que, mas foi uma combinação perfeita entre nós quatro. E isso realmente trouxe a minha confiança. E expressar-me, dizer o que eu pensei, dizer o que eu senti. Isso fez de mim uma escritora muito melhor. Nós nunca entraríamos em uma sessão tipo, ‘eu quero fazer algo assim’. Ou, ‘Oh, você ouviu essa música? Eu quero fazer algo assim’. Nós construímos todas as músicas do começo. E então, claro, fui inspirada pela vida e coisas que ouvi. Mas quando o Margot começou a produzir, eu pensei, ‘Oh, isso é muito legal’. Ou eu diria, ‘depois que eu vim do Brasil, eu gostaria de fazer um funk beat’. Então fizemos isso.
A faixa-título vem crescendo cada vez mais nas redes sociais. Você esperava essa recepção?
É difícil dizer, porque você nunca pode dizer. É como ir a um casino. Mas eu sabia que eu amava a música. Eu me sentia confiante em lançá-la. Então eu sempre soube que ela era incrível. E então, o que o mundo possa pensar, isso não é algo que eu posso controlar. Tudo que eu posso fazer é tentar promovê-la em meus canais. Tentar ser ativa, me engajar com as pessoas que gostam dela. Eu não estou tentando puxar a música para outras pessoas. Eu só estou existindo no meu universo. E no meu universo, eu amo as minhas músicas. E se você quiser entrar nela e ser parte dela, você é muito bem-vindo para estar aqui. Eu estou muito feliz com a resposta. Eu esperava? Eu não sei. Mas eu acho que ela merece, porque a acho incrível.
Seu álbum traz uma estética super solar, leve e até tropical em alguns momentos. Como foi pra você criar esse tipo de som? E de que forma o pop europeu entra nessa mistura?
Eu acho que foi uma mistura entre eu e todos os escritores, Uzo e Emanike. Ele é muito dançante e R&B.
Helena é uma escritora incrível. Ela é muito boa com letras. Margot, que também produziu tudo isso,
é quase punk, experimental. E colocando todos nós juntos, e eu sou muito pop, eu amo o R&B também, mas colocando todos nós juntos, realmente fez a mistura perfeita para todas as coisas que eu gosto.
Há planos de incluir a América Latina, e o Brasil, em particular, na sua nova turnê?
Eu tenho que ir. Meu Deus, eu continuo dizendo ao meu time: ‘Então, quando eu vou para o Brasil?’ Eu tenho que ir.
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