A banda Restart está em um ótimo momento. Atualmente, o grupo cumpre agenda pela turnê...

A banda Restart está em um ótimo momento. Atualmente, o grupo cumpre agenda pela turnê “Pra Você Lembrar: A Despedida”, com datas anunciadas até o mês de agosto. Ao longo dos próximos meses, o quarteto passará pelas cidades de São José do Rio Preto, Fortaleza, Ribeirão Preto, Salvador, Brasília e Goiânia – além de algumas datas que permanecem em segredo.
Pe Lanza, Pe Lu, Koba e Thominhas preparam, ainda, um documentário exclusivo sobre a trajetória da turnê e da banda. Eles apresentaram os primeiros detalhes sobre o projeto por meio do clipe da faixa “Fé Acesa”, lançado em abril.
Em entrevista recente ao Tracklist, o Restart falou sobre suas experiências na turnê “Pra Você Lembrar: A Despedida”, o futuro documentário do grupo e mais. Confira abaixo!
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Pe Lu: “Eu acho que é sempre uma surpresa; nós quatro estamos com essa sensação agora. Óbvio, daqui a pouco a turnê vai completar um ano, então a gente já está numa trajetória de alguns meses, fora o tempo antes de preparação. Então, é um projeto que vai acabar tendo 2 anos, talvez um pouco mais. Mas acho que é uma surpresa no sentido positivo. Hoje, como pessoas mais maduras do que há 10, 12 anos atrás, acho que tem um lugar gostoso de compreensão quando a gente encontra as pessoas. A gente pensa: ‘Caraca, essa pessoa está abrindo mão do descanso dela, ou de estar em outro rolê para estar aqui, para estar falando com a gente, para estar em um show’. E eu sinto que a única diferença da gente para o passado é que temos uma clareza maior ainda do tamanho que essas pessoas têm nas nossas vidas. Do que esse carinho delas representa. E, também, a gente só está indo uma vez em cada cidade. Então é sempre um encontro que tem aquele gostinho de ‘que bom te reencontrar, mas já estou indo embora’. É sempre intenso, de forma positivo. Tem aquele calor, aquele carinho”.
Koba: “É tanta coisa. A gente está reaprendendo e está revisitando muita coisa que fez parte da nossa história; e acho que até aprendendo a olhar com novos olhos. Algo que foi completamente transformado durante essa turnê, acho que foi o contato mais direto com os fãs, que cresceram; com as pessoas que têm a idade muito próxima da gente hoje em dia. A gente conhece a experiência delas e o que a Restart e todo esse movimento todo acabou fazendo na vida das pessoas – esse ensinamento talvez seja a coisa mais rica que conseguimos. Quando a turnê acabar, a gente sai com a sensação de que conseguimos realmente atingir de forma muito significativa a vida de muitas pessoas. E acho que essa é a maior conquista para um artista, saber que você realmente conseguiu atingir a vida das pessoas. Que fez bem a elas; e que mudou a trajetória delas de uma forma que se orgulhem e, de certa forma, isso também traz muito orgulho para a gente”.
Pe Lu: “Vários! Vou falar algo que possa parecer bobo ou clichê: acho difícil dizer algum momento até agora que não tenha sido marcante. E, de novo, porque tem essa coisa da gente estar vivendo a primeira/última vez em todo lugar. São Paulo, a estreia, foi muito marcante. Mas e Curitiba? Curitiba foi incrível também; Campinas foi um showzão, BH, também, voltar lá no antigo Chevrolet Hall, enfim. Honestamente, acho que a gente tem vivido uma sequência de grandes momentos”.
“Mas se tiver que falar um só, eu diria que a estreia é muito marcante. Porque a gente olha e fala: ‘Caraca, eu estava um ano escondendo isso aqui’; e a gente foi lá e apresentou isso pra 9 mil pessoas no primeiro dia, mais 9 mil pessoas no segundo dia. E a coletiva de imprensa que a gente fez também, que foi o anúncio, no dia 1º de agosto. A gente vinha ali guardando segredo, e estruturando, montando identidade, e de repente aparecemos lá. Era uma coletiva para 100 pessoas, e tinham sei lá, 500. É aquele momento que a gente olha e fala: ‘Isso aqui vai rolar mesmo. Isso aqui não é da nossa cabeça’. Para mim, acho que esses dois momentos, se sou obrigado a responder, são os mais marcantes.
Koba: “Estou com o Pe Lu! Vou acabar repetindo tudo que ele falou [risos] Também diria que foi a estreia, se for para escolher. Porque foi o primeiro show, né, depois de 8 anos. Se for para escolher um, seria esse show por conta de tudo isso – foi a volta, primeira vez nos palcos depois de 8 anos. Acho que tem muita coisa ali. Mas cada show tem sido inesquecível mesmo”.
Thominhas: “Também acho que foi o primeiro show. Porque, sei lá, 9 mil pessoas depois de 8 anos… deu um friozinho a mais na barriga. E é o primeiro show, tem o problema da gente ficar com aquela pressão de não errar nada, de dar tudo certo. São muitas coisas que precisam acontecer para que o show seja inteiramente perfeito, e a gente fica muito preocupado. Hoje em dia, nós nos divertimos mais no palco. Mas acho que o primeiro show teve uma pressão diferente, assim, que acaba sendo inesquecível”.

Koba: “A gente está preparando o documentário desde o momento em que falamos turnê, até antes, aliás. Enfim, a gente está preparando esse documentário que vai contar tanto a história da turnê, com os bastidores e tudo; mas vai focar muito em contar a nossa história. Como a gente se conheceu, como a gente começou a banda. Estamos resgatando muito material inédito, e vai ser uma surpresa tanto para os fãs, que acho que têm uma curiosidade muito grande em conhecer uma parte da nossa história que a gente nunca contou; quanto para as pessoas da indústria, para quem não curtia a banda, para entender um pouco a história e todo esse contexto que a gente teve até dentro das críticas. Vamos acabar falando muito sobre a nossa história e sobre tudo que a gente nunca se sentiu confortável para abrir. Vai ser muito, muito legal. Acho que vocês podem contar com coisas que nunca viram da nossa história”.
Thomas: “Acho que cada um vai basicamente seguir o que a gente já estava fazendo antes. O Pe Lu tem o selo dele, trabalha como empresário do João Guilherme; o Koba já faz o lance do audiovisual. Eu também acabo trabalhando com audiovisual e produção musical. Acho que a gente não consegue fazer outra coisa a não ser arte! Obviamente muitas portas vão se abrir depois desse projeto incrível que estamos fazendo, mas acredito que a gente vai seguir fazendo os projetos que já tínhamos em mente, mas que demos uma pausa para fazer essa comemoração do Restart. É basicamente isso”.
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