Na última semana, o Brasil contou com a presença de um supergrupo – literalmente. O Prophets Of Rage reúne membros das bandas de rock Rage Against the Machine e Audioslave, além de componentes do grupo de hip-hop Public Enemy e um rapper do Cypress Hill.

Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo), Brad Wilk (bateria), Chuck D (vocal), B-Real (vocal) e DJ Lord (pickups) reuniram suas diferentes vertentes musicais em 2016. A ideia surgiu por meio de um viés político, e o grupo deu início às atividades. Por aqui, eles fizeram shows energéticos em apresentação única no Rio e duas em São Paulo – solo e no Maximus Festival.

O Tracklist conversou com o Prophets Of Rage sobre sua origem, seus trabalhos em suas outras bandas e sobre suas performances no Brasil.

Leia a entrevista, com colaboração de Nina Berman:

Tracklist: De onde surgiu a ideia para a criação da banda?

Tom Morello: Foi em resposta à caótica questão política nos Estados Unidos. Eu percebi que não seria suficiente apenas postar no Twitter ou Instagram sobre aquilo, nós teríamos que tomar ações bem maiores. Então, felizmente, com a ajuda do Chuck D e DJ Lord (Public Enemy) e B-Real (Cypress Hill), nós pudemos tomar ações ao meio de um período crucial na história do nosso país.

Como os seus trabalhos anteriores em outras bandas interferiram na criação do Prophets of Rage?

Chuck D: Eu não acho que tenha interferido. Nós achamos uma maneira de fazer o Prophets of Rage acontecer de uma forma relacionada aos nossos projetos pessoais com outras bandas e coisas do tipo. Nós achamos importante nos reunir, então tudo meio que foi deixado de lado para fazer isso, já que a mensagem que queremos passar em nossa música é para acordar as pessoas para a realidade, então acho que isso deixou de lado qualquer outra coisa que estivéssemos fazendo no momento. Começou a se tornar algo muito especial, desde planejar os detalhes até chegar ao final da nossa primeira turnê e concordar que precisávamos ir ao estúdio imediatamente. Depois, tivemos que aproveitar esse momento que estávamos tendo como caras que amam tocar juntos, com uma química única, então levamos isso de ter um grupo a sério. Acho que talvez por isso não tenhamos deixado nada interferir no que estávamos fazendo, só deixamos acontecer naturalmente e aqui estamos! Temos um álbum novo pronto, um novo single… então estamos bem contentes com isso.

Vocês acham que as pessoas reagiram de forma diferente ao Prophets of Rage em relação às outras bandas dos seus trabalhos anteriores?

Tom: É uma pergunta interessante! Todos nós meio que sabíamos que o Rage Against The Machine já tinha uma experiência no rock, assim como o Audioslave. Agora já temos uma noção, já fizemos alguns shows… mas acho que além de tudo rola uma curiosidade de pensar: “como será que vai ser?”. É como se você talvez fosse fã de uma ou de todas as bandas, mas como que seria com todas elas juntas? Ao mesmo tempo em que estamos por dentro disso tudo, descobriríamos a reação deles. Nós tivemos meses de prática em Los Angeles para fazer isso se tornar perfeito, e só depois então poder compartilhar com o mundo. Foi quando nos sentimos confiantes que estávamos fazendo o certo, mais certo ainda na América do Sul, onde o público é insano! Maravilhoso e insano.

Como é estar no Rio de Janeiro pela primeira vez?

Tom: Tá sendo ótimo! Todos estão sendo muito legais. Os fãs na América do Sul respondem unicamente em uma forma bem poderosa à música, o que é bem animador.

Chuck: Já toquei aqui algumas vezes, sempre foi um público bem louco. Na maioria das vezes foram festivais, então eu sei que nos festivais as pessoas ficam totalmente loucas. Por aqui ser uma cidade de festas, eles curtem qualquer banda que esteja tocando no momento. Então estou esperando bastante energia, uma energia louca, mas boa. Estou bem empolgado! O Rio é uma ótima cidade. Como qualquer outra cidade, também há suas áreas mais problemáticas, mas há ótimas pessoas por aqui. Viemos para tocar muita música boa e animar a galera!

O que os fãs podem esperar?

Tom: Musicalmente, o que os fãs podem esperar é uma combinação da música do Rage com o Cypress Hill e Public Enemy. Além de algumas músicas do Rage Against The Machine, tocaremos umas do Prophets of Rage que acabaram de sair do forno.

Como foi a preparação para o Maximus Festival?

Tim Commerford: Eu me sinto como se eu fosse perder um órgão. Fico assim quando estou mais animado para tocar Rock N Roll, não sei o porquê disso, mas quando sinto que um órgão possa ser tirado de mim, fico mais energizado para o rock.

O que vocês esperam do festival em si?

Tom: A gente tocou no Maximus Festival na Argentina com bandas similares e a galera foi à loucura! Esperamos que no Brasil eles vão à loucura duas vezes mais.

Esperamos mesmo!

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