O McFly existe como banda há mais de uma década. Sim, estamos velhos. Nesta mais...

O McFly existe como banda há mais de uma década. Sim, estamos velhos. Nesta mais de uma década, foram 10 álbuns e muitos nervosos passados pela fanbase, que, a cada vez que esperava um novo álbum, recebia um greatest hits ou um ao vivo novo. Sinceramente falando, até o ano passado eu jurava que a banda nunca mais voltaria e que cada um seguiria com sua vida e família. Menos o Dougie, que ainda é jovem.
Isso mudou no ano passado, quando a banda anunciou a volta com música nova semanalmente, que daria nascimento ao “The Lost Songs”. Foram músicas que foram escritas logo após o “Above The Noise”, mas, que acabaram engavetadas. O “The Lost Songs” daria início também à uma turnê pelo Brasil, que, infelizmente, o corona vírus acabou interrompendo.
Seria a grande volta do McFly ao país após 8 anos desde a última vinda, passando inclusive por mais cidades além do eixo Rio-São Paulo. Mas não rolou.
Olhando pelo lado bom, a banda começou a lançar músicas com ar de novidade, que daria origem ao “Young Dumb Thrills”, álbum que hoje é lançado. Rolou até uma versão especial brasileira anunciada pela própria McFly! (você pode adquirir aqui).
Além disso, o primeiro single lançado, “Happiness”, foi inspirada por nossa música e tem sample da música “Bela e a Fera”, do grupo Nonato e Seu Conjunto, do ano de 1978. Incrível.
Leia também: McFly marca o início da nova era com “Happiness”
Como Harry, Dougie, Danny e Tom chegaram nessa música é assunto da entrevista deles para nós do Tracklist. Na conversa que tivemos através do Zoom, eles falam também sobre a quarentena, inspirações do novo álbum e até mesmo a recente aparição do Dougie em uma live do Lucas da Fresno.
Somente Tom não esteve presente, já que, sua esposa está em um reality show e ele teve que ficar cuidando dos seus filhos. É, o McFly está mais família que nunca e começou confirmando por aí. E tudo bem. O tempo passa, as coisas mudam (but McFly is here forever). Sem mais delongas, leia abaixo o bate papo que fizemos!
Danny: Obrigada. De nada. (falando em português) Esse é o seu “de nada?” (ainda em português).
Dougie: Ótimos!
Danny: Tudo bem! (em português)
Dougie: A maior parte dele foi feita neste ano. Tiveram algumas ideias que tivemos alguns anos atrás, mas começamos a fazer mesmo neste ano em janeiro. Foi antes do COVID e do lockdown, então… E foi incrível, foi uma das gravações e sessões de escrever letras mais cabeça aberta e divertidas que tive.
Danny: Foi a vez que mais parecíamos livres no estúdio.
Danny: Eu sei!
Dougie: Era quando a gente ainda podia lamber a cara de estranhos!
Dougie, Danny e Harry: Risos
Danny: Essa canção foi a que dançamos pelo estúdio e com tantos fãs no Brasil, nunca tínhamos de fato dado mais atenção a isso. E sinto que o sample surgiu com o Rat Boy. Ele falou pra gente “tenho alguns samples brasileiros”, e eu fiquei, “por que não usamos uma delas?”. Fizemos uma música pra dançar, então pelo menos tinha que ter uma sample de música brasileira, sabe?
Dougie: Originalmente teríamos que ter que dar uma pausa nas gravações e fazer a turnê do Brasil. E no fundo das nossas cabeças estava meio “nós não vamos ao Brasil tem tanto tempo”. Todos nós amamos demais o Brasil e vocês tem sido a melhor fanbase. Então meio que foi algo pra meio que recompensar o Brasil por não termos ido. Talvez ainda iremos, ainda não sabemos! É uma homenagem aos fãs brasileiros.
Harry: É… não queremos fazer disso uma competição, somos muito gratos por cada fã, independente de onde no mundo ele esteja. Fizemos uma coisa recentemente, com os fãs brasileiros, onde eles poderiam estar na capa do álbum, o que é incrível. Tentamos fazer isso animador e então você vê as pessoas que não entraram nisso e ficaram putas com a gente porque não foram escolhidos. É muito difícil. Você não consegue agradar a todos. Mas nossa mensagem maior é que somos muito gratos por todos os fãs no mundo inteiro.
Danny: Tem muita coisa!
Dougie: Eu concordo. Todo dia era uma referência diferente e poderia ser literalmente qualquer coisa, desde influências originais como os Beach Boys, até a canções obscuras de R&B dos anos 90. Queríamos experimentar e replicar os sons. Realmente foi meio que referências por todo o lado, mas foi divertido.
Danny: É, porque acho que tem todo um espectro musical que podemos ser influenciados. Seja isso um som ou uma letra ou um conceito ou o que quer que seja. Depois de não nos vermos por um tempo, todas essas influências voltaram. Não tínhamos conversado tanto sobre música por um bom tempo.
Harry: Bem, a forma que fazemos música… está sempre mudando. Do tipo, o Danny está mais para a produção desde que a banda começou. E ele está sempre deixando isso evoluir e mudar da forma que ele grava músicas. Isso tem um impacto na forma que gravamos. E sabe, por esses mais de 10 anos, tivemos essa parte que escrevemos músicas e gravamos elas como demos e elas ficaram presas. Elas ficaram boas e não sabíamos o que fazer, porque não foram oficialmente músicas produzidas, sabe?
Então dessa vez ao ir no estúdio e gravar enquanto escrevemos, não ficamos presos naquele processo. O Danny estava responsável por essa parte da produção e então pudemos capturar aquela mágica enquanto as canções estavam sendo escritas e gravá-las ao mesmo tempo. É algo que aprendemos com o tempo e colocamos em prática nesse álbum pela primeira vez.
Dougie: Foi horrível. Quero dizer, foi necessário mas… 2020 iria ser grande pra gente. O álbum, a turnê… então foi uma coisa pesada pra gente. Foi um grande estraga prazer. Mas eu fiquei muito bom no Mario Kart, foi o lado positivo. Tem sempre um lado bom. Ainda não fiquei bom no Call of Duty e no Valorant, mas, é, fiquei muito bom no vídeo game.
Harry: Eu odeio parecer pior para você, mas tínhamos planos para a turnê brasileira. Tínhamos essa setlist escrita e preparada para tocarmos, e literalmente 3 ou 4 dias antes de viajarmos, fomos avisados que foi cancelado.
Os planos mudaram agora, porque era pra termos entrado em turnê antes do “Young Dumb Thrills” sair. Agora, quando entrarmos em turnê, vamos incluir vários materiais desse álbum. Então a setlist e essas coisas vão mudar. Mas a boa noticia é que teremos que voltar de novo. Temos muita turnê pra botar em dia, então, assim que formos permitidos a voltar a fazer shows, voltaremos.
Dougie: Eu já conhecia a banda. Não era amigo deles, mas alguém me disse “você tem que conferir…- porque eu também faço Twitch – porque eles são muito bons nos visuais” e eu fiquei “ah, vou dar uma olhada!” E nesse stream ele estava fazendo covers, tipo um karaokê com os fãs. Eu estava na sala e falei algumas coisas, e então todo mundo do chat ficou “o Dougie do McFly tá aqui!”. E aí ele viu. Aí ele entrou em contato comigo e antes que eu soubesse eu estava na stream. E estávamos conversando e falando o quão legal seria colaborar um dia!
Dougie: Eu sei! Porque nós dois estávamos falando das bandas que gostamos e mesmo que seja só uma coisa divertida que faremos por Twitch, tipo enviar um ao outro arquivos… mas queremos chegar em um ponto! Eles são muito legais.
Fiquem ligados em nossas redes sociais para vídeos de trechos da entrevista!






