Lançada no dia 24 de abril, "do raso ao fundo" é a primeira música da...

Lançada no dia 24 de abril, “do raso ao fundo” é a primeira música da nova era de Mariana Nolasco, que embora não possua data de estreia para o seu novo álbum, em entrevista ao Tracklist deu detalhes sobre o próximo projeto.
Mais intimista, pessoal e aberta a novos desafios, em “do raso ao fundo” Nolasco divide vocais com a portuguesa MARO, com quem também gravou seu primeiro videoclipe preto e branco.
A parceria marca um novo começo da paulistana, que garante querer novas parcerias tanto nacionais quanto internacionais para o seu terceiro álbum de estúdio.
Uma fase mais intimista e emocional começou com o lançamento de “do raso ao fundo”. Como você imagina essa nova era? Mais próxima desse tipo de sonoridade?
“Acho que eu sempre tive um tom assim, meio emocional, eu acho que o que me inspira a falar e a escrever tem sido as minhas relações, ultimamente, sabe? Então, acho que enquanto eu estiver permeando, experimentando novos jeitos de me relacionar, eu vou continuar escrevendo sobre isso.”
Fala um pouco da produção dessa música. Que tipo de significado ela carrega pra você?
“Lembro que eu estava com três amigos e a gente falou, cara, sobre o que a gente pode escrever. Eu queria falar sobre um relacionamento, o relacionamento mais profundo que eu tenho, e aí eu lembro que a gente se inspirou para escrever essa canção sobre o nosso relacionamento ali, das pessoas que estavam ali, com a Terra, como que a gente enxerga a natureza, sabe?
“Foi muito nesse quesito, porque eu acho que quando a gente vomita as emoções, pelo menos pra mim, eu tendo a escrever às vezes de um jeito muito parecido, o vocabulário fica parecido, as melodias e tudo mais. Então quando você encontra com outras pessoas e às vezes tenta falar sobre outras coisas, começam a vir outras ideias, e aí eu sinto que, e no final das contas nós falamos sobre a mesma coisa. Foi muito rápida essa composição, a gente fez essa música em uma hora.”
A colaboração com a MARO é um dos pontos altos da música. Como aconteceu essa conexão? Vocês já vinham se falando?
“Sempre amei a voz dela. E a gente se conheceu faz uns dois anos, desde então viemos trocando mensagens, ela acompanha o meu trabalho também. Aí eu mandei essa música para ela, porque a MARO é uma pessoa que eu admiro muito musicalmente. Ela tem muita muita riqueza musical, sabe? Como musicista, não só como cantora e artista, né?Então ela sempre também foi muito aberta. E aí eu mandei e percebi que ela tinha gostado muito dessa música. Fiz o convite e ela falou: ‘cara, quero muito’ e foi muito assim, sabe?”
“E aí aproveitamos que ela veio pra São Paulo fazer uma surpresa para os amigos dela e já gravou o clipe, né, porque a voz dela já tinha sido gravada. Isso foi esse ano, aí ela gravou o clipe e no sigilo, assim depois ela fez a surpresa para as pessoas, então foi muito natural.”
No clipe, vocês estão juntas. Conta um pouco dos bastidores. Como foi dividir a câmera com ela e toda a criação do visual?
“Quando você tem muito tempo para pensar, acaba vindo uma ideia muito legal, aí você fala ‘ah não, já não é essa’ então o tempo vai passando e você não executa. Mas eu tinha uma ideia que para mim era a principal, ‘preciso que o clipe acompanhe a dinâmica da música’, então esses mergulhos que a música traz comecei a levantar algumas referências com a diretora, de edição, umas colagens. Também queria muito que a MARO conseguisse vir para o Brasil, porque senão ia ter que ser uma gravação a distância e aí ela conseguiu, né.
A parada do clipe ser preto e branco foi uma coisa que a gente acabou chegando. Eu nunca fiz um clipe preto e branco, é o primeiro clipe preto e branco que eu faço e eu sempre fui muito das cores, da saturação. Eu adoro cor, de observar como é que é o processo de você levantar a cor de um clipe ou de qualquer audiovisual, eu piro nisso. E aí falei ‘beleza! Vamos fazer preto e branco.”
Você disse antes que esse lançamento dialoga com o universo do seu álbum anterior, “quem é ela”. Podemos esperar um novo projeto em breve nessa mesma estética?
“Acredito que essa fase em que estou agora “do raso ao fundo” traduz muito isso. É uma fase muito de experimentação também, quando você está entendendo formas de se relacionar, entendendo que as coisas elas são mais mais profundas. Então, agora nessa fase, eu sinto que quero cantar com as pessoas o que reflete a minha necessidade, a minha curiosidade de me relacionar com as pessoas de uma forma geral.”
Vocês já tinha feito uma parceria internacional em “Cuerpo”, com Maréh. E agora com MARO. A gente pode esperar mais parcerias internacionais daqui pra frente?
“Sim, esse ano eu quero explorar vozes diferentes, sabe? Eu sinto que tô com essa vontade de conhecer outros universos e isso inclui pessoas de outro país, né? Eu fiz uma participação com o Maré, que é colombiano. Agora com a MARO que é portuguesa, então até em outras línguas. Por mais que a MARO seja portuguesa, o português é muito diferente. O português de Portugal e o português do Brasil. Então traz realmente outro universo, outras piadas, outro entendimento da vida. E espanhol também, né? Então, sim, vocês podem esperar mais parcerias.”
Não perca nenhuma novidade! Nos siga no X/Twitter, no Instagram e no TikTok.






