Entrevista: Magic! fala sobre parceria com Maiara & Maraisa, retorno ao Brasil e mais

Neste sábado (2) pela manhã, os paulistas já podem pular da cama e vestir suas...

Andressa CerqueiraNotícias1 de agosto de 2025

Foto: Divulgação

Neste sábado (2) pela manhã, os paulistas já podem pular da cama e vestir suas melhores roupas — e não é só porque a letra de “Rude” mandou. O Magic! está de volta ao Brasil e com novidades que merecem traje especial!

Promovendo a turnê “Inner Love Energy”, inspirada no álbum homônimo lançado em 2024, o grupo, formado por Nasri (vocal), Alex Tanas (bateria), Mark Pelli (guitarra e teclados) e Ben Spivak (baixo), se apresenta nesta sexta-feira (1) em Brasília, durante o Capital Moto Week; no sábado (2), aterrizam na terra da garoa para uma apresentação no Tokio Marine — com ingressos ainda disponíveis pelo site da Ticketmaster; já no domingo (3), é vez de Florianópolis se perguntar, pela primeira vez ao vivo,”why you gotta be so rude?“.

A visita ao país, aliás, não se resume aos palcos: o grupo celebra uma colaboração inusitada ao lado da dupla Maiara & Maraisa, lançada no último dia 24.

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Intitulada “Pra Sempre”, a canção, que já ultrapassou 1,3 milhões de visualizações no Youtube, foi produzida em duas etapas: a primeira, por Nasri, direto de Los Angeles, com aquela mistura de pop internacional e reggae que é marca registrada da banda; a segunda, no estúdio de Eduardo Pepato, em Mairinque (SP), onde entrou a identidade forte do sertanejo da dupla.

Spoiler? O artista canadense estudou português durante um ano e está rasgando o verbo na canção. Em entrevista ao Tracklist, ele contou que não fazia ideia de que estava escrevendo algo com a cara do sertanejo — “simplesmente aconteceu”.

Magic! lança parceria com Maiara & Maraisa e retorna ao Brasil com nova turnê

Você vai lançar um single com Maiara e Maraísa e a ideia partiu de você, certo? Como vocês se conheceram e como surgiu essa parceria?

Não teve nada de profissional nisso — até porque nem sei ser assim (risos). Músicos e compositores profissionais geralmente não acreditam que as ideias vêm só da gente. Elas simplesmente… aparecem. Ninguém sabe de onde, mas surgem. Quando tive a oportunidade de apresentar uma música para elas, foi o que saiu. Peguei o violão, comecei a cantar, e nem percebi que estava escrevendo algo no estilo sertanejo. Simplesmente aconteceu.

E mesmo para elas, essa música também é diferente do que costumam fazer. Elas têm muitas faixas românticas, mas com aquele peso emocional, aquele poder, sabe? Então, a gente meio que se encontrou no meio do caminho. E ficou uma parceria linda.

Como foi unir os gêneros pop e sertanejo? Vocês enfrentaram algum desafio durante a produção?

Olha, acho que todo mundo só fez o que sabe fazer de melhor. Para mim, cantar foi até tranquilo, porque venho estudando português com dedicação há um tempo. Tanto que gravei meus vocais sozinho, em Los Angeles, e mandei para elas. Aí me disseram quais partes eu podia melhorar, e fui lá e refiz.

Na produção também fluiu super bem. O [Eduardo] Pepato é um dos maiores produtores de música sertaneja do Brasil, então foi tranquilo para ele. E o Adam — meu parceiro de sempre — também. Acho que por todo mundo estar confortável no processo, a música acabou soando natural. Porque ela é natural.

E quanto ao Magic, vocês voltaram ao Brasil para mais uma turnê. O que o público pode esperar de diferente nestas apresentações em relação às anteriores?

Sempre tem algo diferente! A gente muda uns passinhos, canta umas notas novas… E agora faz um ano desde o lançamento de Inner love Energy, então vocês já conhecem melhor essas músicas. Quando viemos no ano passado, por exemplo, “I’m Rich” era novíssima, nem tinha ganhado vida no palco ainda. Ou seja: ouvir essas faixas ao vivo agora vai ser muito mais divertido!

E claro, vamos tocar os clássicos que vocês amam. Ah, e talvez role até participação de artistas brasileiros nos shows. Fiz algumas amizades novas por aqui e quero celebrar isso com o público.

Vocês têm uma relação sólida com o Brasil. Qual é a sua memória favorita com o nosso país e por quê?

Difícil escolher uma só — são muitas! Tem as lembranças musicais dos shows, claro. Mas também fui num jogo do Palmeiras, por exemplo. E foi muito divertido. Os brasileiros são malucos por futebol — no melhor sentido! Eu acabei me apaixonando também. Se os jogos nos EUA fossem tão animados quanto aqui, eu iria sempre.

Mas acho que o que mais curto mesmo é fazer novos amigos e dividir uma refeição com eles. Sou bem tranquilo, então essas experiências me marcam. Ah, e não posso esquecer do Rock in Rio. Foi insano tocar para 80 mil pessoas cantando “No Way No”, “Rude” e outras músicas. Gravar o clipe de “No Regrets” no Rio [de Janeiro] foi incrível. O de “Good Feeling About You”, em Vitória [Espírito Santo], também. A nossa conexão com o Brasil é muito forte.


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