Lançado na última segunda-feira (26), "Um Mar Pra Cada Um" marca uma nova fase na carreira da cantora

Ao longo de sua carreira, Luedji Luna encontrou diferentes formas de cantar sobre o amor. A cantora traz consigo um talento único de traduzir os sentimentos em músicas potentes e profundas, que dialoga sobre as próprias vivências com transparência e sinceridade. Foi assim que a artista baiana conquistou os holofotes para si e se tornou uma das grandes sensações da música nacional.
Na última segunda-feira (26), a cantora lançou o mais novo capítulo dessa trajetória. Em “Um Mar Pra Cada Um”, seu quarto trabalho de estúdio, Luedji explora fortes influências do jazz e do soul para saciar, em suas próprias palavras, “a sua necessidade de dizer”, com a colaboração de nomes como Liniker, Nubya Garcia, Takuya Kuroda, Tali e outros.
“Essas canções foram nascendo com tempo, atravessadas pelas minhas experiências em 2024”, disse. “Não é sobre amor romântico, mas também sobre amor fraternal, sobre amor próprio e autoconhecimento, sobre amor divino. Hoje eu tenho a compreensão, depois de tanta busca, que eu sou um ser digno de ser amado, porque eu sou um ser divino”.
Em entrevista ao Tracklist, Luedji conversou sobre as influências e os significados por trás do lançamento, a sua relação com as demais obras de sua discografia e os planos para os próximos meses.
Leia também: Entrevista: Luedji Luna fala sobre a emoção de se apresentar novamente no Rock in Rio
TRACKLIST: Olá, Luedji! Muito obrigado pelo seu tempo e pelo espaço! Queria começar falando sobre o seu mais novo álbum, “Um Mar Pra Cada Um”, lançado na última segunda-feira! Como estão as expectativas para o lançamento e para ver as pessoas ouvirem?
LUEDJI: Eu espero que as pessoas sintam! É um álbum que toca a gente em lugares sutis, sensíveis. Eu espero que as pessoas fiquem tocadas em vários níveis.
TRACKLIST: De onde você diria que surgiu a ideia para gravar esse disco, e em que momento e contexto da sua vida pessoal e artística ele surgiu?
LUEDJI: O disco nasce da necessidade em dizer… Essas canções foram nascendo com tempo, atravessadas pelas minhas experiências em 2024. Ainda é um disco pautado no amor e suas facetas.
TRACKLIST: Inclusive, você já comentou em outras oportunidades que esse disco encerra uma “trilogia do amor”, e esse é o tema de grande parte das canções desse álbum - o que fica nítido em músicas como “Karma” e “Kyoto”. Como você enxerga o amor hoje na sua vida pessoal e como você diria que ele se traduz nesse disco?
LUEDJI: O disco traz o amor em várias camadas. Não é sobre amor romântico, mas também sobre amor fraternal, sobre amor próprio e autoconhecimento, sobre amor divino. Hoje eu tenho a compreensão, depois de tanta busca, que eu sou um ser digno de ser amado, porque eu sou um ser divino.
TRACKLIST: Os seus álbuns seguem uma linha muito coesa entre si, e sinto que “Um Mar Pra Cada Um” dá sequência a isso com a sua própria identidade. De uma forma geral, como você acredita que esse disco se diferencia dos seus últimos trabalhos?
LUEDJI: Eles são todos iguais e diferentes ao mesmo tempo, porque são o retrato de que em sou inteiramente… Mas atravessados pelos temas daquele tempo, daquele momento específico.
TRACKLIST: Desde a primeira música, “Gênesis”, é possível perceber uma influência muito forte do jazz e do soul, algo que nunca havíamos visto de uma forma tão clara que nem aqui. Em que contexto você diria que surgiram essas referências?
LUEDJI: Pra traduzir esse amor divino, eu fui beber do disco de Jhon Coltrane, “A Love Supreme”. Por essa razão o jazz tão massivo, e supremacia dos sopros.

TRACKLIST: O disco tem muitas parcerias interessantes, incluindo uma colaboração com a Liniker em “Harém”, com quem você já se apresentou no mesmo palco em outras ocasiões! Como surgiu a ideia para a música e como foi colaborar com ela para essa faixa?
LUEDJI: Estar com a Liniker é uma honra! Ela sempre foi generosa comigo e com meu trabalho. Sim, já cantamos juntas em várias ocasiões, mas não tínhamos o registro desse encontro. Harém foi o momento.
TRACKLIST: Você tem alguma música favorita do disco? Se sim, qual? E qual você diria que foi a mais desafiadora para gravar?
LUEDJI: Eu amo todas, mas “Rota” me arranca lágrimas. Tecnicamente falando, cantar “Jóia” foi um desafio.
TRACKLIST: ”Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água” foi um lançamento significativo para a sua carreira, com uma grande repercussão entre o público e uma turnê que se estendeu pelo Brasil e também pra fora, além, claro, de uma edição deluxe. Para você, como foi suceder um trabalho tão impactante para si?
LUEDJI: Tem sido libertador. Sinto que esse quarto álbum é meu disco mais livre de todos os demais, mas desprendido. Eu busquei a Luedji Luna de “ Um Corpo no Mundo” pra fazer esse trabalho. O mesmo frescor, leveza e naturalidade. Também já temos duas datas marcadas: uma no Espaço Unimed, em São Paulo, e outra no Vivo Rio, no Rio de Janeiro.
TRACKLIST: Falando sobre projetos paralelos, ao longo do último ano você promoveu o festival “Manto da Noite” e também tem feito shows cantando músicas da Sade! Como tem sido essa experiência e quais outros artistas você gostaria de fazer uma turnê semelhante?
LUEDJI: Sade me devolveu o gozo pelo palco, o gozo pelo canto, me sinto plena. Mas não tenho vontade por ora em fazer nenhum outro show tributo, só rodar Brasil e o mundo com “Um Mar Pra Cada Um”.
TRACKLIST: Para finalizar, qual mensagem você mandaria aos fãs antes de ouvirem o álbum?
LUEDJI: Sintam muito!






