Entrevista: Julia Mestre fala sobre novo álbum, indicação ao Grammy Latino e mais

Julia Mestre faz música pop com charme nostálgico e personalidade magnética, que combina delicadeza e...

Manuela Sant'AnaEntrevistas14 de novembro de 2025

Foto: Divulgação

Julia Mestre faz música pop com charme nostálgico e personalidade magnética, que combina delicadeza e atitude em obras que cruzam referências da MPB, disco, indie, pop rock e do universo analógico. Cantora, compositora, multi-instrumentista, produtora musical, atriz e diretora criativa, em entrevista ao Tracklist ela contou como tem sido a turnê do novo disco, “Maravilhosamente Bem”, que foi indicado ao Grammy Latino 2025 em Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, e a faixa-título em Melhor Canção em Língua Portuguesa.

Entrevista: Julia Mestre

Como tem sido até então a turnê do seu novo disco, “Maravilhosamente Bem”?
A turnê está em pleno aquecimento e tem sido incrível. O público tem abraçado o universo do disco de uma forma muito intensa. “Maravilhosamente Bem” é um convite à autoconfiança e à dança, e ver essa energia se materializar nos shows é muito potente. É o momento de levar esse manifesto para a estrada, sentindo a conexão e a troca com as pessoas em cada cidade, o que alimenta muito o trabalho.

O trabalho e sua faixa-título foram indicados ao Grammy Latino 2025. Como foi receber essa notícia?
Foi uma surpresa enorme e muito gratificante. Eu fiz o “Maravilhosamente Bem” de um lugar de muita entrega, buscando uma sonoridade mais madura e pessoal. Ver o álbum e a faixa-título indicados ao Grammy Latino é uma confirmação de que valeu a aposta na intuição. É um reconhecimento que impulsiona muito a carreira e dá ainda mais coragem para continuar criando.

Qual você diria que é o maior destaque do seu novo álbum, se comparado aos seus trabalhos anteriores?
O maior destaque é a identidade sonora bem marcada e a atitude. “Maravilhosamente Bem” é onde meu lado solo se consolida com uma narrativa coesa e uma estética muito clara: a mistura dançante e sensual da MPB com o pop e os elementos fortes dos anos 80. É um álbum que banca mais o próprio desejo e a autoconfiança, o que o torna mais direto e poderoso em comparação aos trabalhos anteriores.

Pode contar um pouco sobre a opção de ter lançado junto a experiência audiovisual? De que forma ela se complementa nesse projeto?
Para mim, o audiovisual não foi uma opção, foi uma necessidade. A sonoridade do “Maravilhosamente Bem” é muito imagética – tem a ver com cinema, com cores vibrantes e com a dramaticidade dos anos 80. Lançar a experiência visual junto foi essencial para que o público pudesse mergulhar 100% no universo do disco. É o visual dando a roupagem perfeita para as emoções das letras, garantindo que a proposta de viagem no tempo e a energia do álbum sejam compreendidas em todas as camadas.

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