Entrevista: Josh Beauchamp reflete sobre carreira solo e relembra Now United

Primeira canção solo, "Love You Again", será lançada em dezembro

Redação TracklistEntrevistas1 de dezembro de 2025

Josh Beauchamp. Foto: Divulgação

Por Amanda Matos – Após três anos, Josh Beauchamp retornou no último mês ao Now United, grupo que o levou para o estrelato, para se apresentar na turnê “Now or Never”. Porém, o artista também tem direcionado seu foco em sua carreira solo; no dia 5 de dezembro, lançará a canção “Love You Again”, a primeira de sua nova trajetória.

Em entrevista ao Tracklist, Josh Beauchamp aborda seu processo criativo, o que pretende apresentar ao público neste momento e reflete a experiência de reencontrar o grupo que o acompanhou por anos – o Now United fez dois shows no Brasil na última semana com a presença do integrante, que foi parte ativa entre 2017 e 2022.

Entrevista: Josh Beauchamp

“Love You Again” é o nome de sua primeira música solo. Quais são as suas expectativas para esse lançamento? Está ansioso para acompanhar as reações dos fãs? Você acha que ficarão surpresos com o que irão escutar?
Acho que essa música realmente me representa e representa minha trajetória como artista nos últimos anos. Ela encapsula várias ideias diferentes em uma única canção. Acho que os fãs ficarão muito surpresos, principalmente com o clipe. Acho que eles esperam algo diferente de mim do que verão.

E já que estamos falando de “Love You Again”, você já tem planos para um projeto maior, como um EP ou até um álbum?
Sempre sonhei em fazer um EP ou um álbum. Acho que com a quantidade de músicas que já tenho prontas, daria para fazer um EP. Mas quando estava compondo as músicas finais e já tinha experimentado bastante com o que queria fazer musicalmente, acho que precisei pensar em compor um álbum para que fizesse sentido e para que o resultado final fosse tão bom quanto ficou, na minha opinião. Estou sempre pensando se isso poderia virar um álbum ou não, e espero que em breve eu consiga fazer um.


Já que você mencionou um videoclipe, seus ensaios fotográficos solo costumam inspirar conceitos interessantes para clipes, e você se expressa muito bem através da dança, o que renderia videoclipes incríveis. Eu ia perguntar se há planos para um, mas talvez já tenha acontecido.
Ah, já aconteceu.


Você chegou a pensar no conceito ou nos elementos visuais por trás do clipe? Porque você parece ser um artista que realmente quer estar envolvido em tudo.
Ah, sim. Acho que penso nos visuais antes mesmo de compor a música. Acho que os visuais na verdade me ajudam a compor. Sou uma pessoa muito, muito, muito visual, imaginativa e criativa, e é assim que… Na verdade, é assim que conectei minha paixão pela dança com a música: visualmente, criativamente, para chegar ao conceito do que eu queria criar. E quando se tratava dessa música, eu tinha várias ideias visuais diferentes, mas, no geral, o mesmo conceito. Sim, eu tenho um videoclipe. Tenho mesmo. Poderia entrar em detalhes sobre ele, mas acho que vou só dizer isso por enquanto.


Você costuma dizer que tudo o que posta tem um significado. Podemos esperar alguns easter eggs nesse novo lançamento? Já deixou alguma dica nas redes sociais para os fãs descobrirem o que vem por aí?
Acho que deixei escapar alguma pista sobre esse lançamento todo mês durante o último ano. Acho que tudo na minha vida tem girado em torno dele. Então, nem são exatamente “easter eggs” ou pistas escondidas. É que eu vivi esse lançamento por um ano inteiro, e tudo o que fiz foi voltado para ele. E aí minha vida teve momentos em que isso foi capturado e eu postei, e acabou virando uma espécie de pista escondida, eu acho.


Como tem sido a experiência de estar novamente com o grupo, algo que já viveu por tantos anos, mas agora vivendo essa fase como artista solo, agregando sua individualidade também para a turnê?
Tem sido tão bom. Tem sido incrível. Quando se trata do Now United, o que mais amo neste grupo são as pessoas. Não os via todos juntos em um mesmo lugar há, sei lá, alguns anos. Eles são como uma segunda família para mim. Durante cinco anos, fui mais próximo dessas pessoas do que da minha própria família, porque os via todos os dias. Convivi com eles, comi com eles, ri com eles, chorei com eles. Era tudo. É muito emocionante para mim. Estar de volta em um mesmo ambiente com essas pessoas tem sido maravilhoso. Me fez lembrar quem eu sou. Me deu muita inspiração para continuar meu projeto artístico. E também, estar de volta ao Brasil e a Portugal, é ótimo ver os fãs e todos.


Durante a turnê, Noah faz a abertura dos shows e Sabina tem apresentado sua canção solo. Você também pretende surpreender os Uniters com alguma música sua ou dar um pequeno spoiler da sua carreira solo nos palcos?
Quando essa entrevista será publicada? Já sabemos?


Não tenho certeza. Provavelmente depois do show.
Provavelmente depois? Sim. Bom, dito isso, sim, tenho planos de apresentar minha música. Demorou um pouco para chegar ao ponto de poder apresentá-la por diversos motivos técnicos. E peço desculpas a todos os outros lugares onde não consegui apresentá-la para os fãs. Mas sim, a partir de São Paulo, na segunda noite, é quando começarei a apresentá-la pelo resto da turnê. [Josh apresentou a canção no show do dia 15 de novembro.]


Fazer parte de um grupo grande muitas vezes significa que certas decisões fogem do seu controle. Agora, em carreira solo, você sente o peso dessa responsabilidade ou prefere ter total autonomia sobre suas escolhas artísticas?
Tem sido uma loucura sair desse grupo e embarcar na minha jornada solo, porque, por vários motivos, precisei aprender a tomar minhas próprias decisões em tudo, inclusive em coisas que eu nem imaginava que precisaria tomar. Tive que aprender muita coisa sozinho. Tive que crescer muito como pessoa antes de me tornar um artista independente. Nesse grupo, a gente recebia ordens, aparecia, fazia o nosso trabalho e depois nos mandavam ir para lá e para cá. Era como se fôssemos robôs. E a jornada solo tem sido completamente diferente. Tudo depende de mim. Claro que tenho uma equipe com quem trabalho, mas ainda sou eu quem os gerencia. Então, tem sido uma experiência diferente. Tem sido muito, muito difícil descobrir como conduzir essa jornada solo da maneira certa. Mas acho que cheguei a um ponto em que estou entendendo tudo, e tudo está começando a se organizar e ficar mais fácil.


Acho que você começou bem.
Sim! Obrigado.


Existe algum ritmo brasileiro que você gostaria de experimentar nas suas músicas, como vimos outros artistas internacionais fazendo, tipo Zara Larsson com funk, Billie Eilish com bossa nova ou até a Sabina cantando uma música dela em português?
Ah, sim. “Eu não falo…” Adoro. Com certeza. Desde o primeiro instante, quando ouvi funk brasileiro pela primeira vez, pensei: “Essa é a coisa mais viciante que já ouvi na vida”. Da última vez que estive aqui com o Bailey, fui à GR6, a gravadora daqui, e pude presenciar a criação musical deles em seu ambiente natural. É tão, tão diferente da minha forma de trabalhar em estúdio. Mas ver isso foi super inspirador. Espero muito poder incorporar não só o funk brasileiro, mas também já participei de algumas sessões em que explorei a bossa nova com meu guitarrista, e essas músicas ainda não estão totalmente finalizadas. São apenas conceitos por enquanto, mas adoraria terminá-las. Acho que essa será a primeira coisa em que vou trabalhar quando voltar a trabalhar com ele.


O Brasil pode esperar um show ou até uma turnê quando você lançar suas músicas solo?
Ah, com certeza. Acho que quando eu começar a engrenar, lançar algumas músicas e me consolidar como o artista que venho me esforçando para ser nos últimos dois ou três anos… acho inevitável que eu volte para fazer uma turnê, alguns shows ou algo do tipo. Eu sempre vou voltar.


Ser uma pessoa pública pode ser desafiador. O que é algo que as pessoas costumam pensar sobre você que não é verdade?
Algo que presumem sobre mim que não é verdade… Essa é difícil. Vejo tantas teorias diferentes que as pessoas têm sobre coisas diversas. Algo que presumem sobre mim que não é verdade. Essa é difícil para mim…


Mas já aconteceu, certo?
Isso já aconteceu tantas vezes. Tantas vezes. Muita gente pensa… Acho que muita gente pensa que sou um cara super confiante. Muitas vezes, acho que eles pensam que eu exalo confiança, mas na verdade, a vida toda fui muito tímido. Tive que aprender a sair dessa casca e fazer coisas assim, como entrevistas e conversar com pessoas em diferentes eventos e coisas do tipo. E isso foi muito difícil. Aprendi muito com o Noah fazendo isso. O Noah é tão extrovertido, e ele me ensinou muito sobre como me tornar uma pessoa extrovertida, eu acho. No fundo, nas minhas raízes, se você perguntar para a minha mãe, ela vai te contar muitas histórias diferentes. Mas na verdade, eu sou só uma pessoa muito tímida.


E quais três artistas não podem faltar na sua playlist atual?
Nossa! Na minha playlist, agora mesmo, estou ouvindo muito Bieber. O novo projeto dele, Swag I e Swag II, está tocando sem parar. Tenho ouvido bastante coisa do Y2K. Acho que não é bem Y2K, mas “No Air”, da Jordin Sparks com o Chris Brown. Essa é boa. Lendária. E tem esse cara, Mk.gee. Ele é tipo o Jesus da guitarra. As coisas que ele faz com a guitarra e com as composições são fenomenais. Ele trabalhou no Swag com o Justin Bieber e com outro cara, o Dijon. Os dois são artistas americanos, estão estourando e vão bombar. Quer dizer, eles já são enormes. São gigantes. Eu adoro o trabalho deles.

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