Entrevista: Hiran fala sobre seu novo álbum, “IMUNDO”

O disco chega às plataformas digitais no dia 17 de abril

Foto: Cred. Pedro Ommã

Na próxima sexta-feira, dia 17 de abril, Hiran entrega seu novo álbum de estúdio, intitulado “IMUNDO”! O projeto, que transita entre o rap e o pop contemporâneo, marca um ponto de virada na trajetória do artista baiano – e consolida seu retorno ao cenário do hip-hop.

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A decisão de voltar ao rap surgiu após a morte de seu pai e reflete uma trajetória marcada por desafios e deslocamentos dentro da própria cena musical. O novo trabalho foi, então, atravessado por acontecimentos pessoais e sua trajetória como artista LGBTQIAPN+ no cenário do rap brasileiro.

Com 13 faixas, o disco “IMUNDO” apresenta colaborações com nomes como Luedji Luna, Del Jay e Ícaro Santiago, na música “IMUNDO”; Tássia Reis, presente na canção “Black Lôro”; Tom Veloso, em “Supernova” e mais.

Em entrevista recente ao Tracklist, Hiran falou sobre o lançamento de seu novo álbum de estúdio, seu retorno às origens do hip-hop, escolha de colaborações para o projeto, entre outros assuntos. Confira a conversa abaixo!

Entrevista: Hiran

Você lança, neste mês, o álbum de estúdio “IMUNDO”. Como você resumiria esse projeto?

“O meu retorno às minhas raízes; a minha volta aos trilhos do meu sonho de construir uma carreira dentro do cenário do hip hop, apesar da exclusão de artistas LGBTQIAPN+ feita pela própria cena”.

Esse disco marca seu retorno ao hip-hop. O que influenciou a escolha da sonoridade e das temáticas dessa nova era?

    “A forma como eu me senti nos últimos anos. Fui convencido pelas pessoas e pelas circunstâncias de que o rap não era para mim. Acabei, pouco a pouco, migrando para outros ambientes e experimentando outras coisas. Agora, sinto que voltei ao meu primeiro objetivo, ao meu sonho primordial”.

    O novo álbum traz colaborações com Luedji Luna, Tom Veloso e mais. O que você levou em consideração na hora de escolher as parcerias para o projeto?

      “É um combo de admiração e amizade. Tem que ter interação, interesses em comum, amor pela música e entendimento sobre a faixa em questão, em termos de vibe e do que está sendo cantado ali. Todas as pessoas que estão no disco são pessoas com quem tive trocas reais e pessoais e que somaram comigo lindamente”.

      Recentemente, você compartilhou a faixa “IMUNDO”, em colaboração com Luedji Luna, Del Jay e Ícaro Santiago. Como foi a experiência de trabalhar com esses artistas para esta faixa?

        “Lindo. Sou fã de todos eles e acho que esperei até a hora certa para chamá-los para trampar. A maturidade de todo mundo fez com que o projeto fosse levado a sério, ao ponto de tudo ser executado certinho e com a mesma intenção. O produto final é exatamente o que eu esperava”.

        Além de “IMUNDO”, você também já disponibilizou a música “Supernova”, com Tom Veloso. O que te levou a escolher essas duas faixas como pré-lançamentos do disco? O que você quis passar para o público com as duas canções?

          “Eu venho de discos muito diferentes de ‘IMUNDO’. Se eu lançasse o rap mais pesado logo de cara, talvez chocasse as pessoas que me conheceram nos últimos tempos. Eu precisava de uma transição, de uma forma de entrar na nova era, na nova estética, de voltar para as rimas, mas que soasse mais próxima do que as pessoas esperariam de mim pelo que venho fazendo recentemente. E aí ‘Supernova’ era perfeita para isso. Preparando o terreno para soltar ‘IMUNDO’ e, então, trazer a pedrada com o impacto que eu esperava”.

          E, falando na recepção do público, como você espera que os fãs recebam o álbum “IMUNDO”?

            “Espero que entendam a mensagem. Não busco mais a aprovação e a validação de ninguém. Faço o que vem do coração e o que acredito que pode ajudar as pessoas a refletir, se empoderar e mudar a realidade em que estão. Faço com boas intenções, mas não fico esperando que as pessoas reajam da forma que eu quero, pois isso já me frustrou muito. Sempre mantenho pensamentos positivos sobre os projetos, mas sem ansiedade e sem a necessidade de atingir expectativas prévias. Deixo que o disco vá mostrando seu caminho, e eu vou só seguindo atrás”.

            Por fim, o que podemos esperar do Hiran nos próximos meses?

              Muito rap, zero filtros e zero vergonha de falar o que penso sobre como as coisas são ao meu redor.


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