Quando Rafael Galhardo olhou para a sua carreira de cantor, músico e produtor, seu histórico...

Quando Rafael Galhardo olhou para a sua carreira de cantor, músico e produtor, seu histórico de trabalhos com artistas como Ponto de Equilíbrio, Elza Soares, Cidade Negra e outros nomes, entendeu que estava na hora de também se referir a si mesmo. Assim surgiu Eu Galhardo, artista em que a sua singularidade é ressaltada e músicas escritas ao longo dos anos é revelada.
Em entrevista ao Tracklist, Eu Galhardo conta mais sobre seu primeiro disco solo, “Eu”, que já está disponível em todas as plataformas digitais. Saiba mais a seguir!
Como foi o momento em que você decidiu que estava na hora de lançar um álbum solo?
Eu Galhardo: Eu componho desde sempre. Tive uma banda, Rockted, onde compus a maioria das canções. Com o término da banda, muitas músicas ficaram engavetadas e foi surgindo essa vontade de chamar os amigos para contribuir artisticamente nos arranjos. Um pouco antes da pandemia comecei a fazer algumas guias de voz e violão e elas foram a base do álbum todo.
Quais foram os seus maiores desafios durante esse processo?
O conceito das canções. Todas foram feitas no sofá de casa, no violão e pensar nos arranjos, levadas, como elas iriam ganhar forma com mais instrumentos, foi um processo de busca pelo não vício. Sair do lugar comum que cada um tem e comigo não seria diferente. Entender os ritmos, a mão direita da guitarra. O Daniel Martins, que produziu esse trabalho junto comigo, foi fundamental para conceber o que eu imaginava.
Qual você diria que é a maior diferença entre produzir para si mesmo e produzir para outros grandes artistas?
O apego emocional às canções. Uma expectativa que aquela canção soe bem, tenha os elementos ideais. Eu me entrego verdadeiramente a música, seja no meu álbum ou com algum artista. Mas para fazer as minhas músicas é sempre mais difícil.
Com tantos anos de carreira e diferentes experiências, como foi definir o tom do disco “Eu”?
Eu queria algo que soasse espacial. Destaquei isso pro Dani e pro Tercio, que mixou e masterizou. Por mais que existam músicas compostas em vários momentos da minha vida, o álbum é um recorte do momento presente. E nesse momento eu sou mais apegado a me analisar, reflexões e divagações que tentei construir na atmosfera das músicas.
Já está com planos para mais trabalhos solo no futuro?
Com certeza. Esse foi só o primeiro. Ainda existem músicas não gravadas e tem saído músicas novas. To estudando trombone e pensando em começar a gravar umas guias no segundo semestre. Penso também em participações para esse novo trabalho que está só no imaginário ainda.






