Entrevista: Duda Beat fala sobre o EP “esse delírio vol.1”

Nesta quinta-feira (7), Duda Beat divulgou seu novo projeto musical - o EP "esse delírio...

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Nesta quinta-feira (7), Duda Beat divulgou seu novo projeto musical – o EP “esse delírio vol.1”! Com uma sonoridade carregada por características da música eletrônica e temáticas que exploram o onírico, as desilusões e expectativas, o trabalho apresenta 8 faixas inéditas.

Entre as canções apresentadas no projeto, está o single “Nossa Chance”, em colaboração com TZ da Coronel; e a próxima faixa promocional, “você vai gostar”, que traz a participação da rapper AJULIACOSTA.

Algumas horas antes do grande lançamento, Duda Beat cedeu uma entrevista ao Tracklist para falar sobre o EP, inspirações por trás do trabalho, próximos projetos e mais. Confira a conversa completa abaixo!

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Entrevista: Duda Beat comenta EP “esse delírio vol.1” e mais

Você lança, daqui a algumas horas, o EP “esse delírio” O que se passa na sua cabeça nesse momento de quase-lançamento?

Eu estou doidinha. Estou doidinha. Tanta coisa pra decidir. Estou decidindo coisas agora, menina. Mas ao mesmo tempo, estou feliz também. Essas são umas músicas que eu tinha aqui em casa, que eu tinha feito assim que eu tinha lançado o ‘Tara e Tal’. Eu fiz algumas outras músicas e fui deixando meio que para  lá. Mas outras eu já tinha, já. E aí fiquei pensando: ‘Poxa, o mundo pode ouvir essas músicas que estão aqui, que são super legais’, sabe?”

“Tipo, elas não vão entrar no meu próximo disco, que é o DB4, né? Que as pessoas chamam de DB4. Não vão entrar porque não encaixa, não tem a ver sonoramente. Mas também não vou deixar isso aqui guardado, vou lançar. E aí eu meio que inventei esse projeto, que se chama ‘esse delírio vol. 1’ – e isso significa que vai ter o Volume 2. Não vai ser igual o clipe da Lady Gaga com a Beyoncé, vai ter a continuação! E  aí chamei pessoas que eu admiro demais para estar junto e o projeto vai sair hoje, às 21h. Estou muito feliz.

E você comentou, em uma publicação no Instagram, que a música é um lugar de fuga da realidade. E esse EP tem justamente esse sentimento onírico – ou de delírio. O que você deseja passar para o público com esse projeto?

“Nos meus discos, normalmente eu componho sobre experiências de coisas que eu vivi. Então isso é um lugar muito confortável para mim, sabe? Escrever sobre isso é mais fácil do que escrever sobre coisas que eu não vivi, né? Sobre sonhos e tal. E aí eu comecei a observar que algumas coisas me vinham através dos sonhos, e eu ia meio que anotando, e tal. E fui criando as letras dessas músicas.” 

“Então assim, tem tudo a ver, né? O delírio tem a ver com essa coisa de sonhar, de se imaginar em outro lugar, de fugir um pouco da realidade – porque às vezes isso é super importante, a gente fugir um pouco da realidade e ir para outro lugar. Até por um descanso da mente mesmo, eu acredito. Então, o grande intuito desse EP era isso: mostrar esse lado meu, também. De que eu consigo compor através de coisas que eu não vivi. Porque normalmente era só sobre coisas que eu vivi.”

“E…  cara, eu não sei o que eu quero passar para o público. Eu sou libriana, gente! É difícil decidir as coisas [risos]. Eu acho que eu quero passar, assim, uma coisa muito descompromissada, muito tranquila. Eu não estou com pretensão de nada com esse EP. Acho que, na verdade, eu quero passar como um presente meu para os meus fãs. Eu tive o lançamento do ‘Tara e Tal’ no ano passado, e ano que vem tem o próximo disco.”

“Normalmente eu não lançaria nada entre uma coisa e outra, mas eu senti essa necessidade mesmo assim. Eu estava com essas canções, e falei: ‘Bom, eu vou tornar isso um projeto’. E é um projeto que tem uma coisa eletrônica, que não vai vir no DB4. O próximo álbum traz de volta a Duda das raízes e dos ritmos que eu já exploro. E aí acabou que esse projeto vai ser um projeto meu, onde eu vou conseguir explorar o eletrônico, o dance, essas coisas que eu gosto muito, também, e que eu não quero deixar de fazer. Então, no final das contas, eu vou tentar manter os dois. É isso que eu quero passar mesmo, assim. Divertimento, reflexão e carinho com os meus fãs, um presente para eles.”

Você estava falando sobre a sonoridade do projeto, e isso também acompanha essa característica de sonho, tendo até mesmo uma atmosfera meio retrô. Como foi a experiência de explorar esses gêneros para este trabalho?

“Foi maravilhosa! Eu sou apaixonada por música – todos os tipos de música. Eu até brinco que é muito difícil para mim. Por exemplo, imagina se eu fosse uma cantora que fizesse ‘Sinto Muito’, ‘Sinto Muito.2’, ‘Sinto Muito 3’… eu ia me entediar muito fácil! Eu gosto de loucura, gosto de experimentar. Então é fundamental para mim ter esses projetos, onde posso fugir um pouco da minha realidade no sentido musical, assim. Eu quero explorar outros ritmos cada vez mais; então ter esses ritmos junto comigo aí nesse EP vai fazer parte da minha história de uma forma muito bonita, sabe?”

E, mesmo que as músicas tratem de temas mais melancólicos, como desilusões e inseguranças, muitas músicas tem sonoridades que contrastam com essas temáticas, sendo mais animadas e até dançantes. Essa foi uma decisão tomada conscientemente durante o processo de produção?

“Foi super consciente. Eu acho que, desde o início dos meus trabalhos, eu gosto dessa coisa, né? De chorar dançando, dançar chorando. Outros dias me perguntaram: ‘É chorar dançando ou é dançar chorando?’ Depende do que aconteceu nessa noite, se você já foi lá na tristeza ou se você se decepcionou lá na hora da dança [risos]. Mas é isso, eu gosto desse contraste, e principalmente de não me levar tão a sério. Eu acho que todo artista precisa também desse desapego, de não se levar tão a sério, porque senão fica chato, sabe? Então eu consigo experimentar e, quando eu acabo fazendo essas brincadeiras de ritmos e temas, de contrastar uma coisa com a outra, isso dá um resultado divertido.”

Eu queria destacar uma música – que foi, inclusive, a minha favorita nesse projeto – que é “você vai gostar”. É uma música bem sarcástica, divertida, e traz a participação da rapper AJULIACOSTA. Como foi trabalhar nessa faixa com ela?

“Ah, foi maravilhoso. Ela é maravilhosa. Eu já era muito fã dela, e depois dessa faixa eu fiquei mais fã ainda. Eu acho ela uma super letrista, e ela arrasa no flow. Tipo, é uma cantora que eu já tenho observado há um tempo. Ela era amiga das minhas backing vocals então eu já conhecia, porque as meninas traziam as coisas dela para mim e tal. E aí fui me aprofundando e aprofundando, e pensei nisso. Falei: ‘Bom, quando tiver uma música, eu vou chamar a Julia’. E eu acho que tem tudo a ver. Eu trago o lado melancólico e aí ela joga para cima! E eu queria isso mesmo.”

“E foi muito legal, porque eu mandei a música para ela; e ela falou: ‘Amei, quero fazer feat, vamos nessa, vou escrever’. Eu já sabia que ela ia arrasar, mas assim, eu estava na expectativa. Quando ela ela mandou [o resultado], eu falei: ‘Agora sim’! Todo mundo vai usar isso daí, minha filha, para mandar indireta para ex. Agora esse negócio vai voar. Eu também amo essa música, é uma faixa que, ao mesmo tempo que tem uma batida fácil, e um refrão fácil, tem a coisa da melancolia. Eu trago a melancolia, ela traz o empoderamento. E isso é o que eu faço, sabe? Não adianta só a gente se lamentar, a gente tem que trazer a solução! É meio assim: Vamos solucionar? Vamos jogar a poeira para cima? É meio que isso.”

Também queria falar sobre o primeiro single desse projeto, que é “Nossa Chance”, com TZ da Coronel. Como você chegou a conclusão de que ele seria a adição perfeita à música? E, também, por que você decidiu escolher essa música como a introdução para esse trabalho?

“Eu sou muito fã dele, desde ‘Anota a Placa’. Acho ele o máximo. E eu sou fã do timbre dele, eu acho que é a coisa mais linda desse mundo. Além dele ser um super letrista, a voz dele é uma coisa muito única, e isso o torna um cantor muito único. Então isso, pra mim, é um ouro. Quando eu ouvi algumas músicas dele, eu falei: ‘Bom quero fazer alguma coisa com o TZ’. E ele é incrível. A gente se conheceu, e eu conheci a pessoa que ele é, e eu fiquei mais apaixonada ainda! Porque ele é um cara super tímido, mas super talentoso. É muito legal a gente conhecer os artistas que a gente é fã e descobrir. Porque você olha o TZ, super grande, que fala a real e tal; e aí você conhece e fica assim: ‘Caraca! Ele é tímido, fofo’. Então foi muito gostoso trabalhar com ele.” 

“E eu comecei a divulgação do EP com essa faixa porque fala sobre um encontro que não se realizou – o que é um pouco que eu queria passar nesse EP. Ele é sobre coisas que não se realizaram, sobre sonhos e sobre romances que não se realizaram. Tem aquele sonho que a gente acorda e dá tudo certo, né? A gente beija a pessoa e dá tudo certo. Tem aquele sonho que a gente conhece a pessoa, se encanta pela pessoa, e a pessoa vai embora, e nada aconteceu. E era desse sonho que eu estava falando nessa música. Então eu achei ela uma boa primeira música, assim. E aí, a primeira música do trabalho é com AJULIACOSTA, sabe? Que aí vem o empoderamento. Primeiro a gente mostra o que não deu certo, e depois a gente joga pra cima. Então foi meio que pensando principalmente na letra, assim, que a gente escolheu a ordem dos singles.”

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E, falando na promoção do EP, você apostou em algo diferente, que envolvia uma ação realizada com seus fãs pelo WhatsApp. Como surgiu essa ideia de divulgação?

“Cara, essa ideia veio do meu marketeiro maravilhoso que trabalha comigo, que é o Diego Garcia e da Brina Reis, que é a minha diretora. Eles se juntaram lá, ficaram pensando sobre isso e veio essa ideia da telemensagem, porque existia muito isso antes, né? Quando você ligava para um número que tinha uma mensagem e tal. E aí a gente quis botar isso para a realidade de hoje, da coisa do WhatsApp. E foi uma ação muito legal. Deu até uma quebra, lá, porque mil pessoas acessaram ao mesmo tempo; e aí parou de funcionar, a Meta botou para funcionar de novo… enfim.”

“Mas deu tudo certo, eu fiquei muito feliz com essa ação. E a ação da carta também, né? Eu escrevi uma carta, e me perguntaram: ‘Por que você não lê essa carta? Vamos divulgar isso’. E eu concordei, porque também era importante eu explicar, eu dar uma introdução a esse projeto. Porque não é um disco, é um EP; e eu nunca lancei um EP. Então era importante ter essa introdução do que viria, para os fãs entenderem. E eles amaram, também.”

“Eu tenho uma relação muito gostosa com os meus fãs. A gente tem grupo, a gente se fala, eu escuto muito eles. A gente sempre se encontra nos shows e conversa. E ontem teve audição para os Superfãs, entramos no Zoom para ouvir juntos e conversar. Então isso para mim é muito importante, sabe? Quando eles estão felizes, eu estou feliz, também.”

Sei que a gente está falando de um novo trabalho, mas só para dar uma palhinha… esse é um projeto que antecede seu quarto álbum de estúdio. Como estão os preparativos para esse outro trabalho? O que o público pode esperar?

“Os preparativos já começaram. Na verdade, eu nunca parei! Por mais que lance álbuns de dois em dois anos, sempre tenho lançamentos no meio – singles, e agora esse EP. Sempre tem. E aí eu parei para pensar que tem dez anos que eu não paro de trabalhar! Eu nunca falei, assim: ‘Vou ficar três anos sem fazer nada’. Não tem isso comigo. Então, muitas coisas estão vindo e já tem muitas músicas desse próximo disco prontas. Eu já tenho a maioria dessas canções, e vou focar nisso assim que passar o The Town, que está sendo uma super expectativa, também.”

“Estou super feliz, né? Vou estar num horário bom, num dia muito massa. Vai ter Backstreet Boys no meu dia! Vou relembrar minha infância, porque eu era fã dos Backstreet Boys e das Spice Girls, então vai ser maravilhoso. E aí, passando isso, eu vou me concentrar de fato na produção desse álbum, que vem em 2026 e que é uma coisa diferente do ‘Tara e Tal’ e desse EP. Não que vai ter muito essa coisa eletrônica, vou voltar um pouco mais pra coisa das raízes, de explorar principalmente o Brasil e tudo isso E por isso, também, que essas canções acabaram saindo agora. Mas eu até costumo dizer, também, que é até difícil afirmar algo, porque pode ser que eu mude de ideia [risos]. Então não está nada confirmado, mas esse processo já começou.”

Falando em The Town, como estão os preparativos para esse show?

“Eu estou assim… A gente ensaiou o show essa semana duas vezes. Segunda e terça. Passamos o show inteiro. Tivemos que tirar música, porque é uma hora só de show. E aí foi um bafafá no grupo da banda. E falaram: ‘Você tirou essa música, porque não tira outra música?’ E eu falava: ‘Se eu tirar essa música, vão jogar tomates em cima de mim. Não vou tirar’. E vinham: ‘Não, mas porque não tirou outra música?’ E eu rebatia, falando, ‘gente, pelo amor de Deus. a gente canta essa música em todos os shows. Não podemos tirar’. Mas é isso, né? Uma hora de show. A gente precisa entregar tudo nessa uma hora. Foi assim, no limite. Mas está muito gostoso o processo O show está massa, engatadinho, animado, vibrante.”

“E tem um momento emocional do show, que é lindo Então eu acho que a galera vai gostar muito! E também tem um pouco de intimidade minha no telão, que vai ser muito legal. Vão ter grandes amigos meus no telão, vai ter minha banda, eu ensaiando com o balé; então o momento que o telão entrar vai ser bem especial e engraçado, também, porque as cenas com a banda, por exemplo, são engraçadíssimas. É como se fosse um cinema cômico! Eu acho que a galera vai gostar. Vai ser especial.”

Bom, para terminar: qual é a importância do projeto “esse delírio”, tanto para sua carreira quanto num aspecto mais pessoal?

“Pessoalmente, eu gosto muito porque eu me realizo, né? Eu me realizei um pouco no ‘Tara e Tal’, com a coisa do eletrônico, e ter esse projeto em paralelo é muito gostoso, porque eu vou poder me divertir também. Eu me divirto fazendo as outras coisas também, tá? Não é que eu não me divirta, mas eu vou me divertir aqui também. Eu vou realizar um lado meu muito legal, sabe?”

“A longo prazo, como artista, eu costumo olhar de cima a minha discografia Então, às vezes pode ser que para as pessoas não tenha sentido ter tido um ‘Tara e Tal’ depois de um ‘Te Amo Lá Fora’ e, antes, um ‘Sinto Muito’, que é bem sofrência e tal. Mas eu tenho certeza que, a longo prazo, quando as pessoas olharem de fora a minha discografia, vai fazer total sentido. A gente consegue, como artista, enxergar um pouco mais longe. E o EP ‘esse delírio vol.1’ e o Volume 2, que vai vir depois, vai fazer total sentido aí com a história que eu estou querendo contar ao longo da minha vida.”


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