A cantora Carly Ann Taylor começa a despontar como um dos novos nomes do soul...

A cantora Carly Ann Taylor começa a despontar como um dos novos nomes do soul pop internacional. Recém-contratada pela Curb Records, a artista lançou recentemente “Why Should I Worry (Remind Me Version)”, faixa que apresenta sua combinação de vocais potentes, letras confessionais e influências de artistas como Adele e Celine Dion.
Em entrevista ao Tracklist, Carly Ann Taylor falou sobre o início da carreira, a relação da música com sua trajetória pessoal e sua conexão com o Brasil, construída após passar a adolescência ao lado da família brasileira do meio-irmão. A artista também revelou que já conversa sobre uma possível versão em português de “Why Should I Worry?” e adiantou detalhes do primeiro álbum, previsto para 2027.
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Tracklist: “Why Should I Worry? (Remind Me Version)” marca um novo momento na sua carreira, incluindo sua assinatura com a Curb Records. Esse capítulo veio de uma decisão consciente ou foi algo que aconteceu naturalmente ao longo do tempo?
Carly Ann Taylor: Nossa, essa é uma pergunta incrível. Hum, definitivamente aconteceu naturalmente. Eu fiz faculdade de produção musical comercial, então sabia que queria estar na indústria da música e ser artista, só não esperava que tudo acontecesse tão rápido. Eu assinei contrato seis meses depois de me formar e então fui convidada para abrir o show da banda do meu pai. A banda dele se chama Hopeful. E foi a primeira vez que apresentei minhas próprias músicas para um público. Tinham dois representantes de A&R da Curb Records lá, eu fiz minha apresentação e no dia seguinte eles disseram: “Queremos contratar você.” Então eu definitivamente não estava tentando conseguir um contrato com gravadora nem nada assim. Tudo aconteceu de forma muito natural, o que foi muito legal. É sempre o sonho de quem está na faculdade, você sonha em assinar com uma gravadora.
Você é frequentemente comparada a artistas como Adele e Celine Dion. Como elas ajudaram a moldar suas influências musicais?
Sim, ajudaram. Antes de tudo, é incrível ser comparada a vocalistas tão maravilhosas. Mas acho que é a forma como elas se expressam. Pela maneira como cantam, parece que não têm limites. Quando sobem ao palco, deixam transparecer tudo o que estão sentindo, todas as experiências que viveram, toda a dor que carregam. Isso aparece no canto delas. E essa é a forma de expressão delas. Cresci ouvindo essas vocalistas e aprendi a ter coragem para me expressar na forma como canto e no que digo quando estou cantando. Então elas definitivamente me influenciaram pelo jeito como cantam e pela liberdade que demonstram ao cantar.
Sua música é profundamente conectada à sua história pessoal. Existe algum momento específico da sua infância ou adolescência que você sente que mudou a forma como se expressa artisticamente?
Ah, sim. Muito. Passei por muitas coisas na minha vida, mais do que muita gente da minha idade passou. Cresci em um lar muito disfuncional, com muitos abusos, drogas e álcool, e fui levada pelos serviços de proteção à criança quando tinha sete anos. Então vivi muitas situações realmente difíceis na vida. Tudo isso que estou dizendo é só um pequeno vislumbre das coisas pelas quais passei e isso definitivamente moldou quem eu sou hoje.
Eu não mudaria nada, o que é muito difícil de dizer, porque houve muitas coisas realmente ruins pelas quais passei. Mas eu não mudaria nada, porque hoje consigo estar aqui, aos 23 anos, e me conectar com pessoas talvez muito mais velhas ou até mais novas que se sentem sozinhas. Consigo me conectar com as pessoas e mostrar que elas não estão sozinhas, e que minha experiência e meu encontro com Jesus transformaram todas essas coisas pelas quais passei. Eu poderia ter me tornado alguém que não queria mais viver, mas me tornei uma pessoa com esperança, cuja história foi redimida por Jesus. Então, sim, toda a minha vida foi moldada por tudo o que vivi.
Sua conexão com o Brasil começou na adolescência e faz parte da sua formação emocional. Quais aspectos da cultura brasileira influenciaram tanto sua personalidade quanto sua música?
Ah, sim, isso é incrível. A cultura brasileira é maravilhosa. Todo mundo no Brasil é muito carinhoso, muito acolhedor. A hospitalidade é algo muito presente na cultura. Eu cresci praticamente sem afeto durante a infância, o que é muito difícil para uma criança, porque crianças precisam ser amadas, cuidadas e receber carinho físico. Muitas vezes as pessoas crescem inseguras porque não foram realmente amadas quando eram crianças. E Deus sabia que eu precisava ser colocada em uma família brasileira, porque todo mundo é extremamente carinhoso e amoroso o tempo todo. Minha mãe me acorda todas as manhãs com abraços e beijos. Parece algo automático, mas na casa em que cresci isso não era automático. E meus avós são maravilhosos, eles me amam muito, assim como meus dois irmãos mais novos e minha irmãzinha. Acho que o carinho é a parte mais incrível da cultura brasileira para mim. E a comida também é maravilhosa.
Algumas das minhas comidas favoritas são da cultura brasileira: feijoada, estrogonofe… Minha sobremesa favorita é alfajor. Minha tia faz alfajores incríveis. Então, quando você junta carinho e comida, fica simplesmente a cultura perfeita.
É incrível saber disso. Você tem interesse em colaborar com artistas brasileiros ou explorar sons musicais daqui?
Ainda não tenho nenhuma colaboração oficial, mas tenho conversado bastante sobre uma versão em português de “Why Should I Worry?”. Estamos bem avançados no processo de tradução. Estou muito animada para seguir em frente e encontrar os artistas certos para colaborar nisso. Então, sim, isso é algo empolgante para o futuro: uma versão em português de “Why Should I Worry?”, que significa muito para mim e para minha família. Tenho muita família no Brasil, em Curitiba e São Paulo. Então saber que minha música em breve estará traduzida para o idioma deles e que poderão entender a profundidade do que estou dizendo nas minhas músicas vai ser muito especial.
Olhando para o que você está construindo agora, quais são os próximos passos da sua carreira?
Tenho trabalhado no meu álbum no último ano. Desde janeiro do ano passado escrevi cerca de 100 músicas, o que é insano pensar que consegui escrever tantas músicas, e tenho focado nesse álbum. Na verdade, estou chegando ao final dele e vou começar a lançar músicas novas muito, muito em breve. Mais cedo do que as pessoas imaginam, porque estou prestes a anunciar novidades.
No ano que vem, em 2027, meu álbum será lançado. E ele é basicamente o testemunho do antes e depois de Deus na minha vida. Fala sobre tudo o que vivi enquanto crescia e sobre a transformação de como Deus entrou na minha vida, restaurou e redimiu minha história.






