Entrevista: Blackberry Smoke fala sobre shows no Brasil e mais

Banda vai passar por Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo e Curitiba no mês de abril

Foto: Divulgação

Banda que liderou o renascimento moderno do southern rock nas últimas duas décadas, Blackberry Smoke volta ao Brasil após sete anos de espera para uma série de quatro shows neste mês de abril. Em entrevista ao Tracklist, o vocalista do Blackberry Smoke, Charlie Starr, fala sobre suas expectativas para as apresentações, suas influências e mais.

Com realização da Solid Music Entertainment, a turnê começa em Porto Alegre, no dia 8 de abril (Urb Stage), Belo Horizonte no dia 10 (Mister Rock), São Paulo no dia 11 (Audio) e, por fim, em Curitiba, no dia 12 (Tork n’ Roll). Os ingressos seguem disponíveis online por meio do site da 101 Tickets.

Entrevista: Blackberry Smoke

Tracklist: Olá, tudo bem? Prazer em conhecer você!
Charlie Starr: Prazer em conhecer você também.

Para a nossa primeira pergunta: como é estar de volta ao Brasil depois de sete anos e quais são as suas expectativas para esses shows?
É ótimo. Não consigo acreditar que já se passaram sete anos. Eu só espero que os shows sejam maravilhosos e façam as pessoas felizes.

E vocês vão tocar em quatro cidades diferentes desta vez. O que você mais espera viver durante essa turnê aqui no Brasil?
Sim, vamos tocar em alguns lugares onde não tocamos antes, o que é muito legal. A gente simplesmente ama levar nossa música até as pessoas.

Ao longo dos anos, a banda construiu uma base de fãs muito fiel. Como você descreveria sua conexão com esses fãs?
É algo natural. E sempre foi, desde o início. Não sei se consigo descrever melhor do que isso. Apenas parece certo, sabe? As pessoas que gostam da nossa música gostam das mesmas coisas que a gente, então é fácil de entender.

Tem alguma música específica que você está mais ansioso para tocar nos shows?
Todas!

A música de vocês carrega uma forte raiz no southern rock. Como vocês mantêm essa identidade enquanto continuam evoluindo como banda?
A gente tenta só fazer o que faz sentido pra gente. Não que a gente não se esforce, porque a gente evolui, cresce e fica melhor, mas não queremos fazer algo só por vender ou entrar em um território onde não pertencemos musicalmente, só porque algo pode ser popular… A gente faz o que vem naturalmente.

Vocês estão na estrada há muitos anos. O que mantém vocês motivados a continuar nessa jornada e criando novas músicas?
A gente ama isso, somos viciados nisso. Não somos bons em mais nada, então é melhor continuar.

Você poderia compartilhar algumas das suas influências?
Eu cresci tocando música bluegrass, gospel e música country tradicional, então Bill Monroe, The Stanley Brothers, Flatt and Scruggs, Hank Williams e George Jones. Mas depois, quando eu era mais novo, me apaixonei por The Rolling Stones, AC/DC, Bob Dylan, Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers Band, The Marshall Tucker Band, Led Zeppelin e Black Sabbath. Qualquer coisa que seja boa!

Vocês já tocaram em grandes festivais ao redor do mundo. Existe algum momento no palco que se destaca como inesquecível?
Há tantos, eu não sei nem por onde começar. Uma ótima memória foi a primeira vez que tocamos no Brasil, com as pessoas cantando as músicas tão alto. Foi há sete anos, você disse? Eu nunca vou esquecer. Foi mágico.

E como vocês estão se preparando para essa nova sequência de shows? Os fãs podem esperar algo especial no setlist?
Sim, é o nosso aniversário de 25 anos, então vamos passar por várias fases. Vamos tocar músicas de todos os álbuns, tentar tocar as favoritas do público, mas também talvez algumas surpresas.

O nosso site se chama Tracklist. Você poderia compartilhar três músicas que fariam parte da trilha sonora da sua vida, de qualquer artista, e por quê?
“Honky Tonk Women”, The Rolling Stones, porque é uma música perfeita, perfeita música de rock ‘n’ roll. Difícil… eu diria “Celebration Day”, Led Zeppelin, porque parece muito empolgante e desesperada ao mesmo tempo; não sei como isso acontece, como isso é possível, mas acontece. E “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry”, do Bob Dylan, porque é o melhor trabalho dele.

E para a nossa última pergunta: você gostaria de deixar uma mensagem para os fãs brasileiros, convidando-os para os shows?
Sim! Obrigado. Mal posso esperar para vê-los!

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