Animação encontra novos caminhos ao apostar em humor e personagens marcantes

Por Victor Gabriel – Depois do sucesso bilionário do primeiro filme em 2023, “Super Mario Galaxy” chega com a missão de mostrar que a história de Mario ainda tem espaço na tela grande. Agora, com esse mundo já conhecido pelo público, a produção encontra liberdade para seguir por uma rota mais solta, apostando em novos personagens, mudanças no foco da história e uma energia que combina bem com o espírito dos jogos.
“Super Mario Galaxy” acerta justamente por manter tudo em movimento. A história avança rápido, muda de cenário com frequência e vai encaixando obstáculos, encontros e momentos de humor sem deixar a energia cair. É o tipo de ritmo que conversa bem com Mario, porque lembra essa sensação dos jogos de sempre estar passando para a próxima fase.
Ao mesmo tempo, o filme não se perde só no espetáculo. Mesmo com tanta correria, ele continua leve, engraçado e fácil de acompanhar, o que faz diferença em uma animação que precisa conversar tanto com crianças quanto com quem cresceu com esses personagens.
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Um dos pontos mais legais dessa sequência é como ela encontra um foco familiar diferente. Em vez de concentrar tudo apenas em Mario e Luigi, o filme abre espaço para a relação entre Bowser e seu filho, Bowser Jr., o que dá um toque mais divertido e até mais afetivo ao vilão. Do outro lado, a conexão entre as irmãs Peach e Rosalina também dá ao filme uma sensibilidade maior.
Yoshi, claro, também merece destaque. Sua presença funciona muito bem porque adiciona carisma imediato à história e reforça essa sensação de que o filme entende exatamente quais elementos dos jogos o público quer ver na tela.
Além dos personagens centrais, o filme também se diverte com referências que vão além da história principal. Entre elas, a aparição de Fox McCloud, de “Star Fox”, funciona como um aceno claro para os fãs mais atentos e mostra que a animação gosta de brincar com esse legado mais amplo.
Esse cuidado ajuda a equilibrar nostalgia e renovação. Há muita coisa ali para quem conhece Mario há anos, mas tudo continua simples e acessível o bastante para encantar quem está entrando nesse universo agora.
Atenção: há spoilers das cenas pós-créditos no parágrafo a seguir.
As duas cenas pós-créditos indicam que ainda há muito a explorar, mas é a última que chama mais atenção ao introduzir a princesa Daisy, governante do reino de Sarasaland e personagem clássica dos games, frequentemente associada a Luigi.
No fim, a sequência acerta ao entregar uma história leve, movimentada e cheia de personalidade. Sem perder o humor e o encanto dos jogos, “Super Mario Galaxy” encontra uma forma divertida de seguir em frente e mostra que essa história ainda pode render boas aventuras no cinema.






