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Crítica: Stranger Things alcança ápice, mas segue com medo de se comprometer

Crítica: Stranger Things alcança seu ápice na quarta temporada, mas falta de comprometimento com decisões geram questionamentos.

stranger things 4ª temporada
Foto: Divulgação/Netflix

Grandiosa, a quarta temporada de Stranger Things é a melhor já feita da série até o momento. Carregada emocionalmente, brutal visualmente e fraca em decisões, a produção leva seu público ao maior engajamento da história e decepciona com 40 minutos finais bastante questionáveis. Confira nossa crítica SEM SPOILERS da segunda parte da quarta temporada na íntegra:

Crítica: Stranger Things segue evoluindo em sua quarta temporada

Após três ótimas temporadas, Stranger Things segue sua crescente em seu quarto ano. Com uma produção impecável, dos efeitos especiais a criação de universo, a série dos irmãos Duffer não deixa de se conectar com suas versões anteriores e melhorar o que funcionou. Mesmo reprisando algumas das fórmulas de sucesso, como Steve cuidando das “crianças”, tudo segue sendo muito bem vindo tanto pelo público, quanto pela crítica.

Uma das grandes qualidades da série é a criação de novos personagens e suas respectivas seleções de elenco. Dificilmente encontramos um personagem que não encaixa tanto na série, que não representa bem o personagem. E se pararmos para analisar friamente, a maioria do elenco da série é, principalmente as novas adições, são novatos, ou atores que ainda não tiveram um trabalho de tamanho destaque como ocorre em Stranger Things.

Eddie, Chrissy, Yuri, Argyle, Dmitri, todos foram adicionados nesta nova temporada e cumpriram seus papéis com maestria, não sendo difícil passarmos a nos importar e torcer pelos seus personagens. Seja essa torcida a favor, ou contra.

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Foto: Divulgação/Netflix

Trilha Sonora teve seu maior destaque até aqui

A produção sonora da série ganhou destaque, principalmente após o estrondoso sucesso de “Running Up That Hill (A Deal with God)” de Kate Bush, que retornou ao topo da parada britânica e já rendeu mais de 2 milhões de dólares para a cantora apenas em plataformas de streaming.

Mas além dela, toda a trilha sonora foi muito bem trabalhada, desde as badaladas do sino, até as músicas escolhidas para acompanhar a jornada dos personagens em suas respectivas tramas. Sempre é um ponto positivo a forma com que a série retrata os anos 80. É sempre plausível se pegar pensando em diversos momentos: “Se comuniquem entre si” e lembrar que nem tudo era como hoje em 1986, principalmente os meios de comunicação.

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Foto: Divulgação/Netflix

Roteiro de Stranger Things conecta as temporadas com facilidade impressionante

O roteiro da quarta temporada é o melhor da série, talvez a forma com que tudo foi dividido tenha ficado bem diferente das últimas temporadas, como o último episódio com 2h22 de duração. Porém, é interessante como os Duffer Brothers conseguiram conectar tudo desde a primeira temporada, o que não é comum, visto que nem sempre os criadores tem a garantia de que uma série fará sucesso, então fica complexo planejar cinco temporadas interligadas entre si diretamente.

Dito isso, é importante ressaltar a qualidade durante a temporada toda, principalmente agora que existia também uma limitação física, visto que alguns personagens não estavam mais em Hawkings. O senso de preocupação, uma vez que cada grupo está em um local, aumenta exponencialmente.

Sustentar as decisões segue sendo um problema

Desde a terceira temporada acompanhamos uma série que teve coragem de matar seus personagens importantes, mas nem tanto. Aquela história de matar, mas voltar atrás logo depois virou algo recorrente e parece ser um medo de decepcionar quem acompanha a série. Porém, o público, mesmo que torcendo para seu personagem favorito não morrer, sabe que existe essa possibilidade. Então por que, ainda assim, é tão difícil para os irmãos Duffer sustentarem a primeira decisão de matar o personagem e não voltar atrás momentos depois?

Isso ocorreu com Hopper na terceira temporada, no mesmo episódio em que ficamos tristes com sua morte, momentos depois a série deu a dica de que ele pudesse estar vivo, o que foi confirmado com o tempo. Se pararmos para analisar friamente, a maioria dos personagens que vem a morrer na série, são as novas adições, como foi com Chrissy, por exemplo. Chegando ao momento em que os próprios criadores revelaram em entrevista que se arrependeram da morte da mesma.

A impressão que passa é que podem até matar o personagem, mas sempre existe uma porta aberta para corrigirem a rota e reviverem o mesmo. Fazendo assim com que tudo fique com a sensação de tranquilidade, perde um pouco o senso de preocupação com os personagens que a série criou tão bem ao longo de toda sua história.

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Foto: Divulgação/Netflix

Expectativa para a última temporada de Stranger Things

A expectativa que fica para a quinta e última temporada de Stranger Things é que os problemas deixados pela quarta temporada sejam resolvidos e esclarecidos. Apesar disso, a série tem todo o potencial para seguir crescendo e entregar sua melhor temporada com um ótimo desfecho.

Nota: 8/10

Leia mais: Confira as reações da segunda parte da quarta temporada de Stranger Things

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