Entrevista: Jovem Dionisio fala sobre show no Lollapalooza 2025, novas músicas e mais

A banda Jovem Dionisio se prepara, atualmente, para um grande show no Lollapalooza Brasil 2025!...

Vitória RoqueEntrevistasNotícias10 de março de 2025

Foto: Divulgação / Cred. Fernando Mendes

A banda Jovem Dionisio se prepara, atualmente, para um grande show no Lollapalooza Brasil 2025! O grupo curitibano, que atualmente cumpre agenda pela “Cadeiraria Tour”, promete uma apresentação especial para o festival.

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Além dos shows, os artistas também trabalham em novos projetos musicais. Em fevereiro, eles lançaram a faixa “BiKE”, que acompanha um videoclipe gravado em parceria com a marca Bolovo. Confira:

Em entrevista recente ao Tracklist, os integrantes Bernardo Pasquali e Bernardo Hey falaram sobre o próximo show no Lolla BR, os recentes lançamentos da Jovem Dionisio e mais. Acompanhe abaixo!

Entrevista: Jovem Dionisio fala sobre Lollapalooza 2025, novos trabalhos e mais

Vamos começar falando do Lollapalooza. Vocês se apresentam no primeiro dia do festival, dia 28 de março. Como estão os preparativos e expectativas?

Bernardo Pasquali: , estamos animadões, preparando o show. Estamos fazendo um show novo, especial para o Lolla; diferente dos outros que a gente já fez nessa turnê”. 

Bernardo Hey: “Então estamos amarradões aí, estamos empolgados para esse dia chegar logo. É isso, só alegria, esse trabalho e preparação. É o que o Berna falou – estamos fazendo um show novo, pensando no Lollapalooza mesmo”.

Bom, vocês têm feito shows em alguns outros festivais, como o Universo Spanta, aqui no Rio. Mas queria saber o que vocês estão preparando para o show do Lollapalooza. Os fãs podem esperar alguma surpresa nessa apresentação?

Bernardo Pasquali: “Ah, podem sim, a gente tem setlist novo aí, tamo botando música que a gente não tava tocando, e versões também novas, e tem instrumento novo no palco também. Ixi, tem um monte de coisa nova aí pro Show do Lolla”.

Bernardo Hey: “E a repaginada tá repaginando bem assim, tá dando uma mudada. Então quem não viu, uma boa oportunidade”. 

Sei que vocês não podem entregar muito, mas poderiam dar um spoilerzinho?

Bernardo Pasquali: “Cara, o show está muito mais focado na gente tocando, mesmo; no nosso encontro musical, sabe? Estamos muito menos tentando fazer as músicas só parecerem as gravações, e muito mais expandir elas para que a versão ao vivo seja uma versão única, que só vai acontecer ali mesmo”.

“Então a gente está se preparando muito para isso, para fazer uma apresentação que realmente seja única ali naquele dia. [São] arranjos novos, sons novos. Vai ter música que vai estar com uma cara totalmente diferente; vai ter música que a gente não toca há muito tempo e vai ter música que a gente nunca nem tocou. Então vai ter de tudo ali”. 

Esse show faz parte da atual turnê de vocês. Como está sendo a experiência de realizar a “Cadeiraria Tour” até agora?

Bernardo Pasquali: “Está sendo uma ótima experiência. É nossa segunda turnê, nosso segundo disco. E agora é um desafio massa ter que montar um novo show. Agora, estamos tendo que escolher entre o primeiro e segundo disco, as coisas que a gente queria fazer. E, obviamente, a gente estava focando mais no segundo disco. Mas é muito massa ver o público, e como a gente reencontra pessoas nos lugares em que a gente volta”.

“E, tipo, a primeira turnê, por ter tido ‘ACORDA PEDRINHO’, ela movimentava o show de uma forma diferente dessa turnê de agora. A galera, pelo menos nos shows dessa turnê, tem cantando todas [as músicas], assim, o show inteiro. Até as que a gente escolhe e fala: ‘, vamos botar essa música aí só para tirar essa onda. E a galera entra na onda junto; então parece que cada vez mais a gente vai falando a mesma língua – a gente e o público”. 

Bernardo Hey: “Parece que a galera conheceu a banda com ‘ACORDA PEDRINHO’. E daí, sei lá, nesses três anos, parou pra ouvir nossas outras músicas. E também amadureceu com a gente; e canta de cabo a rabo. É uma energia muito massa”. 

Então isso acaba dando um espaço pra vocês experimentarem mais nos shows, né? 

Bernardo Pasquali: “Total, total”. 

Bernardo Hey: “Total. Antes, a gente não pensava: ‘Vamos botar essa música aí diferente e vamos ver o que acontece’. Não tinha essa vontade de fazer isso, porque tinha a chance de dar ruim no show, ninguém entender nada. Agora, a gente tem um pouco mais desse espaço pra brincar com essas coisas”. 

O que vocês diriam que está sendo o maior aprendizado desse período?

Bernardo Pasquali: O maior aprendizado? Eu acho que é que… Realmente, quanto mais shows a gente faz, melhor a gente fica em fazer show, mesmo. E não só isso, mas também tocar juntos em estúdio. A gente foi descobrindo dinâmicas para ficar melhor ainda, assim. Então, realmente fazer show é muito bom”.

“É o final da história toda, ? Tipo, a gente compõe música, daí produz, lança; sei lá, faz um videoclipe. Mas quando a gente bota ela ao vivo, e leva para o show, você realmente parece que tomou o suco da música de verdade, assim, sabe? Tipo, espreme ela, e diz: ‘, esse daqui é o gosto dela'”.

Falando agora sobre lançamentos. No ano passado, vocês apresentaram o álbum “Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)”. E, nesse mês, vocês trouxeram um novo single, “BiKE”. Como é que foi o processo criativo por trás dessa música?

Bernardo Pasquali: “Cara, ‘BiKE’, foi um lançamento massa, porque foi em colaboração com a Bolovo, que é uma marca de São Paulo. A gente ficou muito amigo no ano passado, e ficávamos conversando de fazer algum projeto juntos. E eles tem o ‘GO OUT’, que é uma série de vídeos de viagens, e eles documentam tudo de um jeito bem massa; e, desde que a gente conheceu eles, falávamos: ‘Pô, vams fazer uma viagem aqui para o interior do Paraná’. E ficamos nesse ‘Temos que fazer, temos que fazer’. Até que chegou o momento que eles deram um passo nessa ideia”.

“E aí a gente jogou, no meio disso, de fazer essa viagem, fazer boia cross, de também gravar um videoclipe. O Mendão tinha feito essa música com o Luca, que é um amigo dele e nosso também; mas eles tinham gravado essa ideia, esse lance da bike. E aí ele mostrou para a gente um dia, e todo mundo foi abaixo com a música, todo mundo dançando. E pensamos: ‘Caramba, vamos botar essa música aí. Vamos aproveitar, porque talvez seria uma música que a gente não faria clipe sozinho, não daríamos conta’. Então aproveitamos e somamos junto com a Bolovo, e deu muito certo. Foi uma campanha muito massa”.

Começou com o famoso ‘vamos marcar’, então! 

Bernardo Pasquali: “[Risos] É, exatamente”. 

Bernardo Hey: “Três anos do ‘vamos marcar’! Até que chegou o momento que alguém marcou. Alguém tem que dar um passo ali, né”. 

E, gente, estávamos falando do segundo disco de vocês. Voltando a isso, o que vocês acham que teve de amadurecimento do disco de estreia para esse, não só na carreira mesmo, mas na parte criativa? 

Bernardo Hey: “No primeiro disco, parece que a gente ficou mais dentro de uma caixinha. Não sei explicar direito, mas parece que a gente algumas referências e foi fazendo tudo naquele jeito. Nesse segundo disco, pegamos muito mais referências e experimentamos mais. Tanto que tem mais música de vários lados”.

Bernardo Pasquali: “É, acho que no segundo disco a gente quis se apegar mais ao lance de contar histórias, assim, que é um negócio que a gente gosta muito, internamente. No primeiro disco, isso tinha ido de uma forma um pouquinho mais simples, menos presente. Já no segundo, a gente olhou e falou: ‘, a gente tem umas histórias boas pra contar aqui, vamos explorar essa ideia’. E, para além disso, as próprias escolhas musicais foram diferentes do primeiro, porque a gente também estava com pessoas diferentes e a gente estava tocando”.

“A diferença do primeiro para o segundo disco foi, também, o fato da gente já ter feito a primeira turnê – que mostrou muita coisa para a gente. O que a gente tinha gravado para o primeiro disco que funcionava nos palcos foi o que começou a nos dar vontade de fazer o segundo, assim. Então adicionamos muito mais cadências harmônicas que nos agradassem um pouco mais, ao invés de ser apenas umas repetições ou até mesmo alguns ritmos que fossem um pouco mais ‘pra frente’. Tipo, tem coisas um pouquinho mais upbeat e algumas coisas mais groovadas, também. Acho que é um disco menos flat que o primeiro, tem mais nuances”.

Ainda nessa temática de novos trabalhos, o que mais os fãs podem esperar da banda nesse ano?

Bernardo Pasquali: “O que mais podem esperar? A gente tem um estúdio aqui em Curitiba que a gente sempre vamos; e, para além disso, cada um de nós tem um viés de produção – todo mundo sabe gravar, todo mundo tem pelo menos alguma coisa em casa; um instrumento, alguma coisa que pode levantar músicas. E a gente está nesse processo agora: de levantar canções, levantar muitas ideias e adentrar no estúdio. Como nada tem uma data marcada, eu não posso explanar, nem falar das parcerias. Mas tem muita coisa! Nosso objetivo nesse ano é lançar muita música”.

Bernardo Hey: “Ainda não sabemos se vem disco, EP, single, mas é música! Alguma coisa tem que acontecer, né? A gente também tem formiguinha na bunda”.

Para finalizar, vamos voltar ao Lolla BR. Vocês poderiam deixar um convite para o público ir assistir ao show de vocês no festival?

Bernardo Pasquali: “Jovem Dionísio dia 28 no Lollapalooza! Às 14h45, no Palco Mike’s Ice. É a nossa primeira vez no festival, e com certeza absoluta a gente vai fazer o melhor show que a gente consegue. A gente está dedicando todo o nosso tempo agora só para isso. Paramos tudo só para poder fazer o melhor show que a gente puder fazer. E, ontem, assistindo ao show, tenho certeza que realmente é o melhor que temos. Então quem for não vai se arrepender! Vai ser um showzaço“.

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