História da empresária ficou em evidência com o lançamento de uma série documental do Globoplay

A disputa por uma herança de R$ 2 bilhões já seria suficiente para chamar atenção — mas, quando envolve versões conflitantes, relações controversas e uma protagonista que não pode se defender, o caso ganha contornos ainda mais intrigantes.
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É exatamente esse o ponto de partida de “O Testamento: O Segredo de Anita Harley“, nova série documental do Globoplay, que mergulha em um dos imbróglios jurídicos mais complexos do Brasil.
No centro da história está Anita Harley, herdeira das Casas Pernambucanas, que vive em coma desde 2016 — e cuja fortuna se tornou alvo de uma disputa que envolve familiares, supostas companheiras e até um possível filho socioafetivo.
A série apresenta um verdadeiro tabuleiro de interesses, onde diferentes versões da vida de Anita Harley entram em conflito — todas com impacto direto na divisão da herança.
Ex-funcionária e assessora de confiança de Anita por décadas. Afirma possuir uma procuração que lhe dá poder sobre decisões médicas e patrimoniais — além de declarar que manteve uma relação afetiva com a empresária.

Funcionária que vivia na casa de Anita e também alega ter sido sua companheira. Sua defesa sustenta a existência de uma união estável, o que poderia garantir direitos sobre a herança.

Filho biológico de Cristine, busca reconhecimento como filho socioafetivo de Anita — o que poderia transformá-lo em herdeiro direto da fortuna.

Advogado ligado a Sônia (Suzuki), ganha protagonismo ao assumir a presidência das Pernambucanas, tornando-se uma figura central na disputa.

Primas de segundo grau de Anita Harley (a quem elas chamam de tia), Andréa e Juliana Lundgren não fazem parte da disputa direta pelo patrimônio, mas possuem papel estratégico como acionistas da varejista.
As irmãs recebem parte dos lucros da companhia e formam a principal base de apoio familiar a Cristine.
Na série, elas se posicionam abertamente contra as pretensões de Arthur Miceli (que busca o reconhecimento como filho socioafetivo) e contra o grupo liderado por Daniel Silvestri e Suzuki.

É irmã por parte de pai de Anita, representando o ramo tradicional da família proprietária das Casas Pernambucanas e trazendo a visão da “família legítima”.

Amiga de longa data de Anita, ela foi a responsável por apresentar Suzuki à empresária. Ao longo da série, ela revela que se arrepende dessa mediação, pois entende que esse encontro acabou desencadeando parte da grande disputa pela herança.
Seu papel na narrativa é o de alguém de fora da disputa direta pela herança, mas que conviveu com Anita antes de seu AVC e de seu estado vegetativo.

Também aparece como amiga de longa data e cineasta que faz parte do círculo pernambucano próximo de Anita Harley e de sua família. Na narrativa, Kátia articula‑se à visão da “família tradicional” ligada a Cristine Rodrigues, posicionando‑se de forma mais crítica em relação ao grupo de Sônia Soares (Suzuki) e Arthur Miceli.
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Dentro da narrativa, ela é apresentada como uma das “amigas de Anita” que faz parte do grupo que apoia a linha defendida por Cristine Rodrigues. Seu depoimento aponta que Suzuki não passava de uma “dama de companhia”, sem função clara no amplo staff de Anita, e que só passou a cobrar direitos após a internação da empresária.
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Aparece como amigo de longa data de Anita, mas, diferentemente de parte do círculo pernambucano, ele se posiciona claramente ao lado de Sônia Soares (Suzuki).
Ao longo dos depoimentos, Ivan contribui com memórias que desconstroem a imagem de Suzuki como uma simples “dama de companhia”, apresentando‑a como alguém que realmente dividia a vida privada de Anita.
Ele funciona como uma voz que apoia a narrativa de Suzuki, ajudando a sustentar a tese de que a relação configuraria mesmo uma união afetiva.
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É apresentado na série como amigo de longa data de Anita, integrando o grupo de pessoas que testemunhou sua intimidade, vida social e hábitos. Ele relata durante a série que, de início, não desconfiou que Anita pudesse sentir atração por mulheres.
Ao mesmo tempo, ele conta que, em determinado momento, Suzuki chegou a sondá‑lo para que tivessem um filho juntos apenas como forma de conseguir realizar o “projeto de família” ao lado de Anita.
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É retratado na trama como editor de vídeos e, sobretudo, como marido de Sônia Soares (Suzuki) e pai biológico de Artur Miceli. A série mostra que ele chegou a morar na casa de Anita Harley, durante os anos de 1990, logo quando Artur nasceu.
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