A cantora trouxe uma nova sonoridade para o 'EQUILIBRIVM'

Anitta marca um novo momento da sua carreira com a chegada do álbum “EQUILIBRIVM“. O disco de 15 faixas mescla gêneros urbanos que já faziam parte de trabalhos anteriores, mas também apresenta um experimento mais aprofundado na MPB e em elementos sonoros característicos da sua religião. Esse novo gênero musical vem sendo conhecido como “Macumbeats“.
Com grande destaque da nova sonoridade, “Meia Noite” é um feat. com Los Brasileros, trio formado por Dan Valbusa, Pedro Dash e Marcelinho Ferraz. Ganhadores do Grammy Latino e do Grammy norte-americano, os produtores já trabalharam com nomes como Karol G, Wyclef Jean, Prince Royce e Feid, mas também contribuíram para o crescimento de talentos do pop nacional, como Jão e Carol Biazin.
O single “Meia Noite” alcançou o TOP 10 no Spotify Brasil, até o fechamento deste texto estava na posição 107° do ranking.
Um dos itens marcantes deste novo estilo musical são os elementos sonoros característicos de religiões de matriz africana, como o tambor.
“‘Macumbeats’, a princípio, foi a forma que a Anitta encontrou para nomear o som que queria fazer nesse álbum. Basicamente, é uma mistura de sons e estilos da afro-religiosidade, com instrumentos eletrônicos e beats da música pop e urbana”, explica Pedro Dash em entrevista para o Tracklist.
Antes de a patroa levar a sonoridade para o mainstream, nomes como Xênia França, Luedji Luna, MC Tha e Ana Cacimba já trabalhavam o gênero.
“EQUILIBRIVM” se trata de um projeto íntimo da cantora, que, desde “Funk Generation” (2024), vem trazendo sua religiosidade para sua arte. Adepta ao candomblé, Anitta explicou aos produtores qual era a ideia que conecta todo o projeto.
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“Ela explicou o conceito do álbum para mim e para o Marcelo [Marcelinho Ferraz], que também somos da religião. Ficamos super empolgados e mexidos para criar algo para o projeto. No estúdio, o ponto de partida foram os tambores. Rapidamente, o Dan [Valbusa] começou fazendo um beat bem percussivo.”
Além de Los Brasileros e da intérprete, a faixa conta com a composição de Fraga e Jenni Mosello.
“Esse foi o meu primeiro contato com o ‘Macumbeats’ como compositora. Eu já consumia muito, sempre gostei de música brasileira de ponto e de coisas que misturam ritmos ligados às religiões de matriz africana”, disse Jenni em entrevista ao Tracklist.
“Eu tinha acabado de sair do acampamento criativo do disco e já estava com os temas muito frescos na cabeça, além de já ter uma ideia do que a Anitta gostava e do que não gostava. Tinha a voz dela meio que interiorizada. Então, “Meia Noite” veio de forma natural. A sensação é que a música já existia no nosso inconsciente”, relembrou ela.
“Lembro que saí da sala e, quando voltei, eles já tinham feito boa parte dos versos e estavam quebrando a cabeça com a parte do coral. Entrei, ouvi o que estavam fazendo e, [logo], a melodia e a letra vieram de uma vez na minha cabeça! Coisas (nem tão) inexplicáveis que acontecem quando estamos criando macumbeats. Depois, a Anitta trabalhou na letra também e fez o refrão (Respeita!). O Marcelinho fechou a produção na mixagem, então foi bem colaborativo”, contou Dash sobre os bastidores da produção da faixa.
“As colocações que ela fez na produção e composição só tornam a música ainda mais importante, porque deram esse tom de empoderamento, sabe? Realmente de um recado. É um gênero que precisa, sim, ser respeitado, e ela colocou isso de uma forma muito elegante na música”, acrescenta Jenni Mosello.
Lançado no dia 17 de abril, “EQUILIBRIVM” é o oitavo álbum de estúdio de Anitta. O projeto conta com várias participações especiais; alguns nomes são: Shakira, Papatinho, KING Saints, Marina Senna, Ebony, Rincon Sapiência e Liniker.
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A repercussão do disco foi tamanha que o projeto estreou em primeiro lugar no Top Albums Debut Global do Spotify, o ranking semanal que reúne os maiores lançamentos de álbuns do mundo na plataforma. “EQUILIBRIVM” acumulou 8,2 milhões de streams nas primeiras 24 horas, a maior média de reproduções por faixa já registrada por uma artista brasileira em um dia de estreia.
O álbum também é um importante instrumento no combate ao racismo religioso, colocando fés que antes eram marginalizadas no centro das conversas.
“Mais uma vez, Anitta está trazendo seu nome, importância, tamanho e talento para lutar contra o preconceito religioso, ao mesmo tempo que gera oportunidades e abre portas para artistas de menor expressão do que ela serem vistos e ouvidos por muito mais gente”, conclui Pedro Dash.
Nesta terça-feira (28), a cantora lançou o clipe de “Mandiga” feat. Marina Sena e “Nanã” feat. Rincon Sapiência e KING Saints.






