Por: Andressa Cerqueira, Gabriel Haguiô e Luciana Lino - Na noite deste domingo (30), Justin...

Por: Andressa Cerqueira, Gabriel Haguiô e Luciana Lino – Na noite deste domingo (30), Justin Timberlake subiu ao palco Budweiser para encerrar o Lollapalooza Brasil 2025. No entanto, quem não estava presente no Autódromo de Interlagos ficou de fora da experiência: por decisão do próprio cantor, o show não teve transmissão oficial, tornando-se um privilégio exclusivo dos fãs que lotaram o festival.
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Com uma carreira repleta de hits e performances inesquecíveis, o cantor, ator e dançarino entregou um show à altura de sua trajetória. Desde os tempos do N’SYNC até sua bem-sucedida carreira solo, Timberlake conquistou fãs ao redor do mundo com sua mistura de pop e R&B.
Pontual, Timberlake surgiu no palco usando óculos escuros, calça amarela e a bandeira do Brasil amarrada à cintura. Ao lado de uma banda afiadíssima e uma orquestra que deu ainda mais grandiosidade ao espetáculo. O show começou com “Mirrors“, que foi amplamente entoada pela plateia.
Desde o início, ficou claro que a potência da performance de Timberlake não vinha apenas de sua voz e presença de palco, mas também da força dos backing vocals e da banda. A fusão desses elementos foi essencial para criar momentos arrebatadores.
A noite, que repetiu a setlist usada nos últimos dias nas edições do Lollapalooza na Argentina e no Chile, seguiu com “Cry Me a River“, “No Angels” e “LoveStoned“, que teve sua versão reduzida. Ainda no repertório nostálgico, “Like I Love You” trouxe Justin ao violão, preparando o terreno para “My Love” — que, embora cortada, não perdeu sua força, mantendo a energia do público no alto.
Foi só então, após cinco músicas seguidas, que Timberlake fez sua primeira pausa e interagiu diretamente com a plateia: “Como vocês estão, São Paulo? Estão prontos para festejar essa noite?”. Ao longo da apresentação, Timberlake chegou a pegar uma foto vinda do público e autografou o verso. A conexão com o público só aumentou com a sequência matadora de “Sexy Ladies“, “Summer Love” e “Suit & Tie“, que culminou em uma vibrante “Rock Your Body” — um dos pontos altos da noite.
Se o público demonstrava carinho pelas músicas dos anos 2000, “Can’t Stop the Feeling“, de 2016, mostrou que Timberlake ainda sabe como criar sucessos atemporais. O hit colocou todos para dançar e reforçou o equilíbrio entre nostalgia e novidades no setlist.
Antes de apresentar “Selfish“, faixa de seu mais recente álbum “Everything I Thought It Was“, do ano passado, Timberlake fez um discurso emocionado: “É a primeira vez de alguém me vendo ao vivo? Seja bem-vindo (…) amo vocês. Obrigado por terem vindo nos ver, obrigado por fazerem os sonhos de um menino do Tennessee se tornarem realidade.”
A canção, mais lenta do que as anteriores, serviu como um respiro para o público antes de uma versão acústica de “What Goes Around… Comes Around“, que, apesar de belíssima, foi encerrada cedo demais — um corte desnecessário para um momento.
A reta final do show trouxe um mashup de diferentes fases da carreira do cantor, mesclando “Ayo Technology“, “Give It To Me” e “4 Minutes” com naturalidade. O medley desembocou em “SexyBack“, clássico absoluto que fez o público cantar cada verso enquanto Timberlake se jogava na pista.
Vestido em uma bandeira do Brasil, Timberlake se despediu ao som da balada “Until The End Of Time”, encerrando uma noite que, para quem esteve lá, foi histórica. Para quem não estava, restou acompanhar os registros espalhados pelas redes sociais.
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