Lolla 2026: Quem sai maior do que entrou após o show no festival

Dos nomes pequenos aos headliners, quais artistas mudam de tamanho nas linhas de festivais depois de tocarem no mega festival paulista

Pedro IbarraColunasNotícias25 de março de 2026

Sabrina Carpenter lotou o Lolla 2026 | Foto: Bryce Anderson/Divulgação

Costumeiramente, após shows em grandes festivais, artistas estrangeiros crescem no coração do público brasileiro. O impacto das performances sobre o público dá espaço e relevância e faz com que um nome que estava miúdo nas últimas linhas de uma lineup cresça. Seguindo este raciocínio, levanta-se uma questão: Quem sai maior do que entrou após o show no Lolla 2026.

Algo que é importante salientar é que nem todo bom show muda a carreira de artistas. Nomes como Tyler The Creator e Turnstile entregaram performances de primeira, mas permanecem do mesmo tamanho, gigante, que entraram. Outros como Marina e Interpol mantiveram a consistência e competência de sempre e permanecerão sempre sendo chamados para estes eventos.

No entanto, os headliners de hoje já tiveram que tocar muitas vezes em shows vazios com o sol escaldante do início da tarde, basta lembrar o caso da Sabrina Carpenter no Mita de 2023, então nada impede que os pequenos nomes deste Lolla tornem-se as atrações principais de um futuro próximo. Portanto, o Tracklist analisa as mudanças de patamar geradas após o festival realizado no último fim de semana no Autódromo de Interlagos.

Letras pequenas nunca mais

Uma das principais virtudes do Lollapalooza é o fato do evento ser o primeiro grande palco de nomes promissores. A curadoria sempre faz um bom trabalho de varredura de novos artistas estrangeiros que estão em crescimento e não teriam chances de vir em uma turnê solo para a América do Sul.

Este ano três bandas se destacaram e provavelmente estarão mais no topo das lineups em uma próxima passagem pelo país. A começar pelo duo Royel Otis, o mais estabelecido entre os citados. Após um cover viral de Linger, do The Cranberries, nas redes sociais, os australianos estrearam nos palcos nacionais e fizeram um legítimo e competente show indie com a cara do Lollapalooza.

Uma das bandas destaque estava em débito com o Brasil. Os suecos do Viagra Boys estavam com data marcada para tocar no país no Primavera Sound 2022 e tiveram que cancelar. Em 2026, recompensaram os fãs com um show tão energético e quente quanto os ouvintes da banda de post punk que lotaram o palco Samsung Galaxy de rodas de bate-cabeça.

Outros com histórico com os brasileiros eram os neozelandeses do Balu Brigada. Diferentemente do Viagra Boys, eles já haviam tocado no país, abrindo a turnê do Twenty-One Pilots em 2025. Porém, neste Lolla subiram mais um degrau para conquistar o amor da nação verde e amarela com uma performance completa, emocionante e de muito carinho com um dos maiores públicos que tiveram na carreira.

A caminho do topo

Duas artistas já de renome mundial viram o impacto que tem com o público brasileiro após este Lolla. A primeira delas é a Doechii que, apesar de já ter sido considerada uma das headliners deste ano, mudou de patamar após um show icônico no festival. A rapper trouxe o pacote completo em uma apresentação de muita presença, dança e com novas versões exclusivas das músicas de sucesso. Um show digno do topo das line-ups.

Addison Rae viveu outra experiência, apesar da entrega dela não ter sido uma unanimidade quanto a qualidade, a cantora pop viu um mar de gente diante dos próprios olhos e percebeu que o Brasil é um público que abraça a música que está fazendo. Toda nova turnê tem que ter o país como parada obrigatória a partir de agora e todo festival vai querer uma artista que movimenta dezenas de milhares de pessoas para um palco às 18h de um domingo.

Agora só em estádio

As outras três mulheres do topo da listas de atrações mostraram que, se quisessem, lotariam sozinhas o Autódromo de Interlagos. Sabrina Carpenter, Chappell Roan e Lorde trouxeram os fãs mais apaixonados, pessoas que chegaram de madrugada para pegar um bom lugar na fila do evento, se vestiram com roupas que carregavam referências das eras que as divas iriam apresentar e ficaram horas esperando na frente do palco para os shows.

As artistas entregaram a altura do que era esperado delas. Os três shows foram paramentados para a experiência ultrapassar a música e se tornar um momento de sentimento. Com repertórios lotados de hits, Sabrina, Chappell e Lorde fizeram apresentações que ficarão guardadas na memória de quem as assistiu.

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