Lauryn Hill transforma o palco The One em celebração familiar e cultural no The Town

Por Allan César e Lucas Wilker - Lauryn Hill mostrou neste sábado (6), no Palco...

Vestindo um traje dourado que realçava sua presença magnética, Lauryn Hill entrou no palco já enérgica. Foto: Reprodução/Multishow

Por Allan César e Lucas Wilker – Lauryn Hill mostrou neste sábado (6), no Palco The One do The Town, por que ainda é considerada a “rainha do hip-hop”. Em uma apresentação que uniu potência vocal, improvisos e emoção, a artista levou o público a uma viagem pela própria história e também pela herança musical de sua família, dos Fugees até Bob Marley.

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Vestindo um traje dourado que realçava sua presença magnética, Lauryn Hill entrou no palco já enérgica. Logo no início, apesar de enfrentar problemas técnicos em “Everything Is Everything”, conseguiu contornar a situação e seguiu firme, exibindo o flow afiado que a consagrou.

O repertório percorreu as faixas de “The Miseducation of Lauryn Hill”, único álbum de estúdio da cantora, entre elas “Lost Ones”, “When It Hurts So Bad” e a clássica “Ex-Factor”, recebida de braços abertos pelo público. Antes desta, Lauryn abriu o coração: “tive um coração partido e escrevi essa música”.

Um dos momentos mais simbólicos veio com “To Zion”. Com imagens do filho no telão, Lauryn relembrou o processo de compor a faixa dedicada a ele. Em seguida, chamou Zion Marley ao palco, que emocionou ao celebrar o reggae com uma versão de “Three Little Birds”, em referência ao avô, Bob Marley.

Lauryn Hill celebra família no The Town

Mas a noite não parou por aí. YG Marley, filho mais novo e dono do hit viral “Praise Jah in the Moonlight”, também dividiu o microfone com a mãe. Ele trouxe ainda faixas como “Survival” e “Freedom”, em apresentações que reforçaram a força da música preta como mensagem de resistência. Num dos pontos altos, Lauryn pediu as luzes do público acesas para acompanhar YG em “Praise Jah in the Moonlight”, criando uma atmosfera de comunhão.

A celebração se estendeu com a presença de Wyclef Jean, ex-colega de Lauryn nos Fugees. Juntos, revisitaram o hino atemporal “Killing Me Softly With His Song”. A versão ganhou um tempero brasileiro, com samba e percussão, e trouxe ao telão imagens de ícones como Gilberto Gil e Arlindo Cruz, em um encontro de culturas que arrancou aplausos e emoção.

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O maior hit ficou de fora da setlist do The Town

Entre as mensagens de exaltação da cultura negra exibidas no telão e a força de um coral que acompanhava a banda completa, Lauryn reafirmou sua autenticidade: cada fala, improviso e participação tornava o show único. Faltou, é verdade, ouvir “Doo Wop (That Thing)” em sua forma completa, já que apareceu apenas incorporada a outra faixa. Mas a ausência não diminuiu o impacto de uma apresentação que foi, acima de tudo, celebração. 

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