‘La Liga Femenina’: Como o álbum marca nova era no reggaeton? Entenda

Nomes consolidados e em ascensão do gênero fazem história com o projeto.

As cantoras Ivy Queen, Chesca, Queen Parker e Amara La Negra fazem parte do disco 'La Liga Femenina' (Divulgação)

Uma memória nostálgica para crianças e adolescentes dos anos 2000 eram os CDs “Summer Eletrohits”, “Black Total” ou então “Black Hits”. No funk, na eletrônica, no rap e na black music, esses discos revelavam e consolidavam talentos, mas também contavam detalhes dos gêneros. Com o reggaeton, não era diferente. Inclusive, era muito difícil encontrar mulheres e, quando isso acontecia, era uma ou duas canções em um álbum de 30 músicas. Lançado neste mês de março, o projeto “La Liga Femenina” marca um novo capítulo dessa história.

No ritmo natural de Porto Rico, artistas em destaque e emergentes faziam de tudo para ter uma música em seleções como “Reggaeton Hits”, “Reggaetoneando” e “Reggaeton Gold”. Além das coletâneas de selos, também havia álbuns encabeçados por produtores como DJ Negro e Luny Tunes. Alguns dos mais famosos eram “The Noise” e “La Fórmula”. Mas a presença feminina era quase nula.

Karol G, Fariana, De La Rose, Villano Antillano e Katteyes são alguns dos grandes nomes femininos do estilo musical atualmente, mas, para esse espaço ser criado, houve muito trabalho. Intitulada a Rainha do Reggaeton, Ivy Queen foi uma das responsáveis por abrir os caminhos para as mulheres no perreo.

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Com benção e a participação da pioneira, os produtores Boy Wonder CF e Charlee Way reuniram artistas de diferentes nacionalidades para o projeto. Mariah Angeliq, Bellakath, Nesi e Chesca são algumas das vozes que participam.

O produtor Charlee Way e a cantora Ivy Queen
O produtor Charlee Way e a cantora Ivy Queen na festa de lançamento do álbum ‘La Liga Femenina’ (Divulgação)

Apesar de a base ser o reggaeton, a sonoridade do disco conta com elementos de trap, pop, dembow e até mesmo um toque de funk.

“Esse é um projeto ambicioso. Agrupar uma equipe de mulheres parece muito fácil [olhando] de fora, mas é muito difícil por conta de [questões] internas. O Boy Wonder me fez o contato inicial, e eu fiquei ‘uau, um projeto de mulheres’”, contou Ivy Queen em entrevista a Billboard Latin.

Infelizmente, por muitos anos o ambiente da chamada música urbana foi dominado por rivalidade feminina, e não por sororidade. As coisas começaram a mudar especialmente entre 2018 e 2019, no ritmo caribenho, com a chegada de colaborações como “Sin Pijama”, de Becky G e Natti Natasha.

“Eu tentei fazer algo assim antes, e não aconteceu da forma como eu gostaria. Mas, finalmente, estamos em um panorama um pouco diferente, de empatia”, enfatizou a cantora.

Dessa forma, a chegada de uma coletânea 100% feminina representa um avanço e um marco para a cultura latina. O projeto “La Liga Femenina” traz um respiro e um novo capítulo para o gênero porto-riquenho.

Faixas favoritas: “Se Vale To”, “Coco Loco”, “No Da Nota” e “100”

Quais cantoras participam do álbum “La Liga Femenina”

  • Ivy Queen (Porto Rico)
  • Mariah Angeliq (Cuba e Porto Rico)
  • Nesi (Porto Rico)
  • Chesca (Porto Rico)
  • Irania (Porto Rico)
  • Keyshita (Porto Rico)
  • Babywine (Porto Rico)
  • J Noa (República Domicana)
  • Chelsy (República Domicana)
  • Amara La Negra (República Domicana)
  • Queen Parker (República Domicana)
  • Bellakath (México)
  • Ysa C (Colômbia)
  • Soley (Colômbia)
  • Vale Pintos (Colômbia)
  • Valentina Olguin (Argentina)
  • Loyaltty (Chile)
  • La Mala Rodríguez (Espanha)
  • Naddia (Espanha)

Ouça o álbum “La Liga Femenina” com Ivy Queen e Maria Angeliq

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