17 de março de 2016 por Amanda Abreu.

[este é apenas um post de agradecimento para a Karol Conka]

Nós meninas negras somos pouco representadas em praticamente tudo. No Brasil principalmente. Na música nem se fala. No Hip-Hop ter até tem, mas não tem espaço. E aí, aparece Karol Conka pra dizer que sim:

Sim uma negra pode ser incrível.

Sim uma negra pode ser maravilhosa.

Sim uma negra pode ter cabelo rosa.

Sim uma negra pode arrastar um multidão no Lollapalooza.

Sim uma negra pode dar espaço para outra negra maravilhosa (MC Carol).

E sim uma negra pode tombar, não é mesmo? Quem não quer ser Karol Conka quando crescer?

Conhecia de longe seu trabalho e quando via algo relacionado, pensava: Essa menina aí… Ela é porreta demais. Amigos meus sempre comentavam: Você precisa conhecer essa moça! E quando me mandavam o link de alguma música maravilhosa, eu curtia, curtia sim, mas o que não sabia é que ela era tão incrível assim. E isso eu fiquei sabendo quando assisti o show completo do último Lollapalooza que aconteceu em São Paulo, no dia 13/03. Karol Conka simplesmente tomba. Como ela própria diz Já que é pra tombar, tombei.

Mamacita

Considerada a rapper mais incrível do momento pela comissão do Tracklist e pelo planeta terra, Karol já foi indicada como Aposta VMB 2011 e no último Lolla teve um espaço merecido, junto com a maravilhosa MC Carol, figura do funk que a cada dia está conquistando seu devido e merecido espaço. As duas deram uma mensagem de feminismo como ninguém e passaram de forma certeira: o machismo não tem vez, nunca mais.

Não pude deixar de parar pra pensar e reafirmar na minha cabeça: Poxa, essa menina aí, ela realmente me representa. Ela é tudo que eu queria que alguém fizesse por mim. Alguém da minha idade, jovem, que seja a porta-voz do que eu estou pensando, que faz música pra dançar, mas que também faz música para gente, mulher e negra, se empoderar.

“Vivemos em uma sociedade que nos obriga a seguir padrões. Estou aqui para dizer foda-se os padrões”

 

Karol ainda é uma das poucas representantes do Rap Nacional no Brasil, que é ainda problemático, essa cena vai mudando aos poucos para as mulheres. Já falamos aqui com a Bárbara Sweet que nos contou muito bem como é isso. Com a presença dessa artista nesse cenário, prevejo luz, menos ignorância e mais representativa para mulher. Para mulher negra, inclusive. Karol está aí para provar que nós temos espaço sim. Que o negro vai tombar. Já que é pra tombar, estaremos tombando.

giphy

Obrigada, Karol.

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