Imagens de IA do Studio Ghibli: entenda a trend

Ao longo dos últimos dias, uma nova trend invadiu as redes sociais: imagens de IA...

Vitória RoqueNotícias2 de abril de 2025

Foto: Divulgação

Ao longo dos últimos dias, uma nova trend invadiu as redes sociais: imagens de IA geradas com base no estilo de animação da produtora japonesa Studio Ghibli. Os desenhos se tornaram um verdadeiro viral, e levantou discussões sobre os impactos do uso de inteligência artificial e direitos autorais.

As imagens imitam o estilo já consolidado pelo estúdio japonês, que é responsável por títulos como “O Menino e a Garça”, “A Viagem de Chihiro”, “O Castelo Animado”, “Meu Amigo Totoro”, “O Serviço de Entregas da Kiki” e muito mais.

Com isso, os usuários estão criando suas próprias versões animadas a partir de uma ferramenta do ChatGPT, da OpenAI. O app transforma fotos reais em desenhos inspirados no estúdio a partir da digitação de comandos simples.

Além de transformar as próprias imagens em desenho, os usuários estão se divertindo com a trend ao criar versões de memes, como mostra a thread abaixo:

https://twitter.com/fabriciocarraro/status/1905060564931338272

Criador do Studio Ghibli é contra o uso de IA na arte; saiba mais

Apesar da circulação em massa de imagens criadas pela ferramenta de IA, a trend também rendeu discussões sobre o uso desenfreado de inteligência artificial na criação de arte. Após a viralização do modelo do Studio Ghibli, os internautas resgataram um antigo vídeo do próprio criador do estúdio, Hayao Miyazaki, onde ele compartilha sua preocupação sobre o assunto.

Ao ver imagens de IA que simulam movimentos, ele falou: “Estou completamente enojado. Se você realmente quer fazer coisas assustadoras, pode ir em frente. Eu nunca desejaria incorporar essa tecnologia ao meu trabalho. Sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida”, comentou.

Recentemente, o filho do cineasta, Goro Miyazaki, também falou sobre o uso de inteligência artificial na indústria de animação em entrevista para a AFP. Na ocasião, ele afirmou: “Não seria surpreendente se, daqui a dois anos, houvesse um filme feito totalmente com IA”. No entanto, ele não está preocupado com o futuro dos filmes do Studio Ghibli: “Não é como se eles pudessem ser substituídos”, concluiu.

Mas a trend também levantou questionamentos sobre o impacto ambiental da ferramenta. Segundo a revista Exame, a geração de uma única imagem por IA consome entre 0,01 e 0,1 kWh de energia; que gera calor que, por sua vez, precisa ser dissipado para que os servidores continuam a funcionar. Na prática, com a popularização da ferramenta, a OpenAI precisaria de 7.500 litros de água por dia para garantir um funcionamento adequado. Isso, também, sem abordar a pegada de carbono gerada pelo processamento das figuras.

É inegável que a inteligência artificial tem ganhado cada vez mais espaço no cotidiano digital. Por isso, algumas empresas de tecnologia já estudam formas de mitigar os impactos ambientais causados pelas plataformas. A empresa chinesa DeepSeek anunciou, recentemente, um modelo que opera com eficiência energética ligeiramente maior, se comparado ao ChatGPT, por exemplo – o que significa uma menor utilização de água e emissão de CO₂. Por enquanto, as empresas de tecnologia estão apenas em fases de teste, o que ressalta a importância da conscientização do público a respeito das ferramentas.

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