Entrevista: SalDoce celebra “O Que Eu Chamo de Amor” e se prepara para lançar segunda parte de álbum

O trio carioca composto por Brenda Luce, Fernanda Francis e Marianna Eis lançou na última...

Foto: divulgação

O trio carioca composto por Brenda Luce, Fernanda Francis e Marianna Eis lançou na última quinta-feira (15) o novo single do álbum “DOCE“, “O Que Eu Chamo de Amor”, esse que, composto pelas amigas, busca celebrar o amor com delicadeza e profundidade. Em entrevista ao Tracklist, SalDoce refletiu a respeito do novo lançamento e comentou sobre os próximos passos.

“Nosso propósito é cantar amor” é assim que as artistas definem o trabalho na música e como suas composições refletem as trajetórias dos muitos amores que existem na sociedade. Desde 2019 juntas, o trio tem a discografia baseada na releitura e canções próprias, que passam por diversos gêneros como MPB, funk, samba e pop.

Em “O Que Eu Chamo de Amor”, SalDoce segue uma linha leve e pop, mas sem perder a essência das cantoras em levar a palavra e as nuances do amor.

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Confira a entrevista completa de SalDoce ao Tracklist:

Vocês já lançaram a primeira parte do álbum e estão se preparando para a segunda. O que podemos esperar desse projeto?

“Lançamos a primeira parte do álbum em janeiro, que foi “Sal”, e a gente já vem lançando a parte “Doce” do álbum, lançamos single a single. Começamos com “Volta a Fita”, que é uma música super romântica. Depois veio “Já Gosto Tanto”, com a participação de Mar Aberto. E agora, a gente está indo para o terceiro single, penúltimo, para poder fechar o ep, “O Que Eu Chamo de Amor”.

Então, o que a gente pode esperar dessa segunda parte do álbum é muito amor. Costumamos dizer que a gente canta sobre amor, acima de qualquer coisa. Independente se for salgado, como na primeira parte do EP. Independente de ser doce, como na segunda parte do EP. E a gente espera isso, que as pessoas possam sentir esse amor que a gente quer transmitir. A gente espera que as pessoas se identifiquem com o que significa amor pra gente.

Vocês afirmam que o propósito do trio é cantar sobre amor. Como vocês fazem isso e o que é cantar sobre esse tema para vocês?

“Bom, nós três compartilhamos muito um pensamento sobre o que amor é. Que ele não é só um sentimento, que ele também é uma escolha, que ele é uma ação, que ele é atitude, ele é uma escolha diária e é muito amplo. Amor de romântico, amor de amizade, amor de lealdade, de parceria, enfim. E eu acho que a gente precisa voltar a falar um pouco mais desse amor de construção e menos desse lance de só paixão e só gostar, e sim, desse amor mais duradouro, mais firme, mais forte. Eu acho que isso é importante para vida em geral e a arte, ela é um sinônimo da vida, né? A vida imita a arte, a arte imita a vida, então acho que a gente gosta de falar desse amor.  E graças a Deus, nós três compartilhamos esse sentimento e a gente só coloca isso em música. 

O que a gente já vive e o que a gente já sente na nossa vida. Em “O Que Eu Chamo de Amor” é literalmente nós três falando sobre o que é amor para gente e a gente teve a sorte de poder, no clipe, colocar o que é amor pros nossos seguidores, para os nossos fãs. Postamos um vídeo no Instagram e pedimos para as pessoas comentarem sobre o que é amor pra elas. E aí selecionamos 50 respostas, que foi muito maneiro porque muitas respostas tinham a ver com o jeito que a gente enxerga o amor também. Então, enquanto na música a gente pôde falar sobre o que é amor pra gente, no clipe as pessoas puderam dizer o que é amor pra elas.”

Podemos nos identificar como várias das suas letras. Vocês costumam falar sobre as suas experiências nelas?

Praticamente todas as músicas a Mariana que compôs, algumas músicas com outros artistas, outros compositores, mas todas as músicas da Saldoce a Mariana está presente. E ela usa muito isso, sim. As vivências dela, sentimentos, tudo que ela acredita mesmo, sabe, ela bota em música. Até porque, enfim, ela disse já em outras ocasiões de que quando ela compõe pra outros artistas, ela acaba imaginando ali situações fictícias pra poder escrever. Só que na Saldoce ela acaba conseguindo usar isso, ela consegue pegar os sentimentos dela, as vivências, as histórias dela e colocar verdadeiramente nas composições da Saldoce. E quando eu e Fernanda chegamos juntos, a gente acabou colocando mais ainda nossas verdades. As músicas da Saldoce são 100% nossas convicções. 

A gente acaba que, por eu trabalhar com outros artistas também, acabei ficando um pouco mais presente nesse lance do repertório autoral e criando meio que uma linguagem para a Saldoce. Para o próximo trabalho com certeza a gente vai escrever mais juntas, porque isso também é uma questão da gente sempre estar agregando e tendo essas mudanças pra sempre podermos botar um pouquinho de cada uma. Costumamos dizer que a gente bebe muito da música brasileira em geral e a gente quer falar de amor.”

Pop, funk e mpb são gêneros que vocês já tocaram. Quais outros vocês têm interesse de explorar?

“Esse álbum é um álbum que tem muitas influências. Ele tem muita coisa, nem sei se eu posso dar um spoiler de músicas futuras, mas assim, tem de tudo, a gente brinca até com brega. Brincamos com forró, tem pagode na primeira parte do álbum. Lógico que não uma música inteira de pagode, mas elementos de samba e instrumentos que a gente não usa muito só na música pop. A música brasileira é muito vasta, é muito rica, e pra criar uma linguagem nossa a gente precisa beber de todas essas fonte.

Então não nos prendemos muitos. A gente é um grupo de música pop, de música popular, porque pra mim é a mesma coisa, a gente é um grupo de música popular brasileira, a gente faz música brasileira em geral. Então, a música brasileira é muito rica para ficarmos muito limitada a uma coisa só, sabe? E eu acho que o que vai dar a nossa cara são as nossas mensagens, as nossas vozes, a nossa linguagem na autoria, as nossas três vozes juntas, que é o que é o SalDoce.”

Como vocês esperam que o público receba esse novo single?

“A gente espera que eles recebam essa música com uma vontade de pegar ela e botar como música tema do seu relacionamento, sabe? Tipo, vivam momentos felizes com o seu parceiro ou parceira, ouvindo a nossa música e sentindo a nossa música dentro de si, sabe? Porque realmente essa música fala sobre amor e a gente gostaria que as pessoas também ouvissem e falassem ‘pô, é exatamente isso que eu acredito também sobre o que é amor’. Queremos que as pessoas escutem e se identifiquem com aquilo e usem essa música, para que ela seja tema da vida delas. Então, é mais sobre a identificação mesmo, que elas se identifiquem com a nossa forma de enxergar o amor e que seja a mesma forma que elas enxergam também.

A gente vive em tempos de tantos relacionamentos que acabam às vezes, que não deveriam acabar, que as pessoas casadas são tão legais juntos. Por que que a gente não constrói uma coisa? Então, eu acho que talvez a gente tente influenciar as pessoas de uma maneira… Poxa, isso é amor maduro, sabe? Vamos construir coisas, gente, vamos construir uma carreira, vamos construir um relacionamento, vamos construir.”

Falem um pouco da produção dessa música. Que tipo de significado ela carrega pra vocês?

“Ela é uma música leve, uma música que não é emocionante no sentido de tipo lenta, sabe? Assim, de você sentar e chorar. Não, ela é uma música leve, é uma música pra você refletir, é uma música que é animadinha, tem uma pitadinha de reggae no refrão. Ela é zero eletrônica, ela é mais orgânica mesmo, sabe? Bateria orgânica, violão, enfim. E realmente uma coisa bem leve, sabe? Ao mesmo tempo que você fica feliz, você fica emocionada, sabe? Ao mesmo tempo que você quer dançar, você fica tipo, ‘caraca, que sensação gostosa. E eu tô me sentindo muito bem e eu amo ou quero amar alguém’.”

Quais são os próximos passos da banda para 2025? Podemos esperar turnê, novos clipes ou a segunda parte do álbum conceitual?

“Vocês todos podem esperar por parcerias muito incríveis, shows pelo Brasil inteiro. Temos muitas coisas, ainda nesse álbum tem parcerias que a gente ainda não pode falar, mas que são imensas e lindas demais? E a gente quer muito fazer uma turnê autoral, é o nosso grande objetivo, mas provavelmente ela vai ser depois de um projeto que ainda vamos fazer esse ano, com autorais também. Temos surpresas para o ep “Doce”, temos surpresas para o lançamento do álbum e para depois do disco, com mais uma parceria.”

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