O artista baiano lançou "Laço na Fivela", sua nova aposta para o São João

Nesta sexta-feira (15), o artista baiano Oh Polêmico, também conhecido como Polly, divulgou sua nova aposta para o São João. A faixa “Laço na Fivela” é uma parceria com Léo Santana e chega com uma mistura envolvente de pagode com forró.
Além do lançamento do single, o cantor também prepara um novo bloquinho voltado ao período junino, mas com forte influência dos paredões e bailes de favela, assim como explicou em entrevista ao Tracklist.
Durante o papo, realizado poucos dias antes da estreia da faixa, Polly também falou sobre a realização de gravar ao lado de um de seus maiores ídolos, deu detalhes sobre o conceito do novo projeto e refletiu sobre o amadurecimento ao longo dos seus 11 anos de carreira. Confira abaixo!
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Você está prestes a lançar “Laço na Fivela”, uma música com Léo Santana. Como nasceu essa parceria?
Bom, sempre foi meu sonho gravar com o Léo Santana. Assisto todos os DVDs de Léo desde pequeno, sempre ficava ali na frente do espelho, cantando com uma garrafinha de rexona na mão, fazendo de conta que era um microfone e imaginando que um dia eu poderia realizar isso, sabe? Então, chegou esse momento, né? Deus vem me trabalhando esse tempo todo aí, que eu estou construindo a minha carreira, e chegou o tempo que eu sentei com as pessoas da empresa e falei ‘acho que dá para eu chegar em Léo agora e a gente ir para cima de uma música, né?’
A gente já tinha feito o áudio do “Vibe do Polly” e ele falou que gostou bastante sobre as músicas que eu gravei com Bruno Magnata, com Márcio Victor […] E toda vez que eu me encontrava com ele, eu falava ‘tem a nossa’ e ele falava ‘vai chegar, tá perto’. E desde que eu preparei esse momento, estou muito feliz.
É uma música que eu fiz com muito carinho, junto com meus amigos. Tenho certeza que a galera vai se identificar bastante. Tem todo o toque ali do forró, a zabumba, o triângulo que a gente colocou para fazer essa junção do forró com o pagodão. E também os toques de TikTok, que é muito importante. O TikTok é uma plataforma muito boa que nos ajuda a viralizar músicas. Eu tenho certeza que vai fazer muito barulho.
O que o público pode esperar da faixa? Pode adiantar um pouco da sonoridade, da letra ou da vibe de “Laço na Fivela”?
A galera vai curtir uma vibe rua do Polly. É o que o Léo pediu. Ele falou que queria algo mais a minha cara e me deu alguns exemplos, e eu trabalhei em cima disso, então vem uma junção aí de duas potências do pagodão. O Léo é um dos maiores representantes, sempre colocando nosso pagodão no topo. Ele tá feliz, eu tô muito feliz, estamos nos comunicando bastante. Agora é trabalhar em cima dos conteúdos para chegar no São João imenso. Certeza que vai cair na boca do povo, vai ter muita dancinha.
Depois dessa música com o Léo, você vai lançar um bloquinho voltado ao forró, certo? Você pode explicar esse projeto?
Esse bloquinho vai ser voltado mais para o Paredão, mas vai ser umas músicas que também fala sobre o São João, fala sobre a fogueira, então a gente vai fazer essa junção, só que uma sonoridade bem diferente, né, mais para Paredão, tipo relembrando o Pagodão, o meu CD e os meus bloquinhos que eu já lanço, sabe, mas com a música voltada para o São João.
A galera sempre me cobra. Tipo, tem o “Forró do Polly”, um forró que eu lanço que é um forró limpo, mas eu não deixo de lançar esses bloquinhos que a galera do Paredão pede muito, sabe? Pra poder tocar nos bailes de favela.
Tem muita gente que não viaja. Então, em Salvador, quem não viaja, sempre vai pra dentro de uma comunidade, curtir um baile de favela, curtir o Paredão até de manhã. Então, é desse jeito que eu tô pensando, vou começar esse processo já. Tem algumas letras já sendo escrita, né? Tem umas que já tá pronta. E agora é chegar na semana que vem pra gente poder ir pro estúdio, gravar e soltar.
Você começou no funk e hoje se define como “pagotrapper”. Como surgiu essa mistura de influências?
Sempre me intitulei como pagotrapper por conta do estilo, forma de me vestir… E se comunica muito com o estilo da galera da cena do trap do Rio de Janeiro, mas também se comunica bastante com o funk de São Paulo, né. Então é dessa forma que eu penso, e eu trouxe isso pro pagodão.
E muita gente fala isso, ‘pô sua pegada é muito mais o pagotrapper, olha seu estilo, sua forma de cantar, sua performance no palco’, e foi dessa forma que eu pensei e está dando muito certo. Cada vez mais evoluindo e inovando. Comecei cantando funk, então não poderia deixar de lado esse meu início. É algo que vai rodar comigo pra toda vida, e foi assim que eu pensei também pra bater os feats que participariam do audiovisual, então pensei na Pocah, no GW, Rodrigo do CN e deu certo. Tenho certeza que vai vir muitas feats ainda com esses artistas e com outros também porque penso em lançar um trabalho mais pra frente só sobre o funk, sabe? Algo relembrando meu início, um EP… E quero poder fazer esse lançamento no Rio de Janeiro.
Falando sobre outros trabalhos seus, como “Pitbull Enraivado” e “Samba do Polly”, que viralizaram bastante nas redes sociais: você imaginava que essas músicas alcançariam tamanha repercussão?
Quando eu fui pro estúdio pra poder gravar essas músicas, eu ficava falando assim ‘vai tocar muito nos bailes da favela’, mas não imaginava que chegaria no topo, de rodar o mundo… De ter várias e várias pessoas fazendo dancinha.
Eu fico muito feliz de ter alcançado lugares incríveis e estou alcançando, graças a Deus, através dessas músicas que estão marcadas na minha carreira. Agora, é daí por diante, continuar trabalhando pra poder estar lançando novos hits.
Você já tem 11 anos de carreira, muitas coisas aconteceram. O que mudou no Oh Polêmico do começo da carreira para o artista que vemos hoje?
Mudou muita coisa na minha vida. Acho que minha maturidade é o mais importante. Saber o meu lugar de fala, me aprofundar em novos assuntos… Quando chegou pra mim de fazer letramento e estudar sobre algumas coisas, eu fiquei meio que ‘ah, agora não’, mas é isso, a maturidade chega e chegou pra mim, então mudou muita coisa.
Claro que eu não saía fazendo besteira por aí, mas eu realmente não imaginava o trabalho que eu tô fazendo, esse repertório que eu tenho hoje, essa mudança de banda, essas coisas… Então mudou muita coisa na minha vida e vem dando muito certo, as pessoas comentam sobre isso, sobre a postura, sobre a mudança e espero mudar mais e mais e evoluir mais e mais para conseguir alcançar todos meus objetivos.
Minha maturidade é o mais importante pra mim e vem me ajudando em muita coisa, a me posicionar. Antigamente, qualquer coisinha eu tava na internet falando, hoje eu me seguro mais, respiro e deixo o escritório trabalhar e fazer a parte deles. Tô super de boa, feliz. Zero agonia, só trabalho mesmo, só coisa boa acontecendo e é dessa forma que quero seguir.
Olhando para tudo o que já conquistou até aqui, qual é o maior sonho que o Oh Polêmico ainda quer realizar na música?
Meu maior sonho é poder fazer, não só uma, mas várias turnês fora. Quero gravar uma música com a Anitta e com a Ludmilla. Quero poder fazer um hit com as duas. Esse é o meu maior sonho. Poder fazer minha turnê primeiro e trabalhar muito pra poder vir esse hit aí porque são duas pessoas que me deram oportunidades, me dão apoio, estão sempre se comunicando comigo e tenho certeza que a gente vai poder criar algo que vai causar na internet.
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