Disco complementar a "Soft" chegou nesta sexta-feira (13) às plataformas

Com o lançamento de “Soft 2“, novo álbum de LANY, o duo revelou em entrevista ao Tracklist como se deu o processo criativo por trás da produção do trabalho que é um extensão do universo de “Soft“, disco lançado em outubro do ano passado.
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Descrito como um projeto complementar ao primeiro disco, o novo álbum do duo aprofunda a atmosfera confessional que marca essa nova fase da banda.
Em conversa, Paul Jason Klein e Jake Clifford Goss afirmam que a ideia de uma continuação já existia desde o início do processo criativo. Segundo eles, o lançamento de “Soft 2” nunca foi uma surpresa. “Quando estávamos fazendo o primeiro disco, isso sempre fez parte do plano. Sempre soubemos que teríamos um ‘SOFT 2’, uma espécie de ‘SOFT parte 2’, ou como você quiser chamar”, disseram.
Com produção de Tommy King, o álbum complementar é ensolarado e soa como “pop verão” nas palavras do próprio duo. Entre as faixas favoritas da dupla, “When She Stopped Loving Me” e “I’m Doing Alright” aparecem entre os destaques
Acompanhe abaixo a entrevista completa!
“Soft 2” é descrito como um álbum complementar de “SOFT”. Em que momento vocês perceberam que a história do primeiro disco ainda não estava completa?
Quando estávamos fazendo o primeiro disco, isso sempre fez parte do plano. Sempre soubemos que teríamos um “SOFT 2”, um “SOFT parte 2”, ou como você quiser chamar. Então sempre fez parte do plano.
E o que diferencia “SOFT 2” do álbum anterior, mesmo pertencendo ao mesmo universo emocional? Qual é a diferença? Ou existe alguma diferença?
Eu acho que estamos introduzindo uma nova cor na nossa caixa de lápis de cor do LANY. Sinto que estamos trazendo uma nova cor, especialmente nessa música chamada “Prettiest Thing I’ve Ever Seen”. Ela é bem brilhante. É uma música pop ensolarada, de verão.
E também temos uma música chamada “I’m Doing Alright”. Parece que ela também tem uma cor única. Não sei, estou animado. Acho que estamos trazendo algumas coisas novas nesse disco.
Eu gosto da metáfora da caixa de lápis de cor. Isso é legal. É um bom pano de fundo. Tenho que anotar isso.
E como vocês desenvolveram o som dessa nova música? Existem diferenças?
Sim. Trabalhamos com um cara chamado Tommy King. Ele foi um produtor incrível. Ele meio que se tornou nosso irmão.
E ele tem vários teclados diferentes que nunca tínhamos usado antes. E várias drum machines diferentes. Então tentamos nos manter fiéis à nossa abordagem, mas também tínhamos brinquedos novos para experimentar.
Sinto que este álbum teve muito a ver com voltar um pouco ao básico. Voltar a quem éramos originalmente. Como eu disse, novos brinquedos, novos teclados, mas a abordagem foi bem fundamental. Meio que voltar ao básico. Isso é legal.
Depois de sete álbuns em dez anos, como vocês mantêm o processo criativo fresco? E quando enfrentam bloqueios criativos, como lidam com isso?
Não sei. É engraçado porque eu quase nunca saio de casa. Mas a gente sai bastante. A gente entra em turnê. Vemos muito do mundo, vivemos muita coisa. Acho que isso ajuda com ideias e inspiração.
E também estar nesta banda é uma grande parte do nosso propósito na Terra. Então temos muito propósito em estar nesta banda. Acho que isso ajuda a manter a gente focado e inspirado.
Também somos muito observadores em relação às pessoas. Quando estamos na estrada ou fora dela, estamos sempre atentos ao que está acontecendo na cultura e no mundo, e nas nossas amizades e relacionamentos. Sempre conseguimos tirar algo disso, porque estamos sempre ouvindo.
O que vocês aprenderam sobre vocês mesmos durante o processo de composição desses dois álbuns?
Essa é difícil. Não sei. Acho que ainda estamos perseguindo a grandeza. Não estamos fazendo álbuns de qualquer jeito, nem apenas para fazer álbuns.
Percebi isso muito neste disco. As coisas das quais não iríamos abrir mão. E os detalhes pelos quais estávamos realmente obcecados e queríamos lutar.
Gosto do fato de ainda estarmos perseguindo a grandeza, mesmo agora. Acho que isso é muito importante hoje em dia. Todo mundo está lançando muita música todos os dias. Então é muito importante estar focado no que você quer entregar aos seus fãs.
É legal porque nos primeiros dias você meio que descobre do que é feito. E depois de um tempo você está em outro lugar. E sinto que este foi o disco em que pensamos: não, queremos realmente elevar o nível. Queremos descobrir o quão bons podemos ser.
Talvez em outro momento outra banda diria: “vamos só fazer algo rápido e pronto”. Mas não foi o nosso caso. Ficamos pensando: como podemos ser ainda melhores?
Existe uma faixa de “SOFT 2” que representa melhor o espírito do álbum? E cada um de vocês tem uma favorita pessoal?
Sim. Acho que “When She Stopped Loving Me” é uma música que vou tocar pelo resto da minha vida. Então sempre que você lança uma dessas, é uma sensação incrível.
Temos alguns momentos no nosso show em que pensamos: nunca vamos deixar de tocar essa música. Seja “Malibu Nights”, “Super Far” ou “I Love You So Bad”, porque você simplesmente tem que tocar. É uma sensação ótima quando você lança uma música que sabe que vai tocar pelo resto da vida.
Eu diria essa. Essa é boa. Eu diria essa, ou “I’m Doing Alright” ou “Prettiest Thing I’ve Ever Seen”. Mesmo você pedindo só uma, é difícil não dizer as três. Tive que escolher as três nessa.
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