Por: Andressa Cerqueira, Luciana Lino e Vitória Roque - A banda irlandesa Inhaler chega ao...

Por: Andressa Cerqueira, Luciana Lino e Vitória Roque – A banda irlandesa Inhaler chega ao Brasil como um dos grandes destaques do Lollapalooza 2025! Formada por Elijah Hewson (vocal e guitarra), Josh Jenkinson (guitarra), Robert Keating (baixo) e Ryan McMahon (bateria), o quarteto se apresenta no festival nesta sexta-feira, dia 28 de março, no Palco Samsung Galaxy – dividindo a programação do dia com nomes como Olivia Rodrigo, Rüfüs Du Sol, Empire of the Sun, Jão, girl in red e muito mais.
O grupo chega ao palco com um novo repertório, incorporado com o disco “Open Wide“. O terceiro álbum de estúdio mostra os artistas de indie rock caminhando para uma diferente abordagem musical, agora com singles como “Your House”, “A Question of You” e “Billy (Yeah Yeah Yeah)”, além da faixa que carrega o nome do disco.
Em entrevista recente ao Tracklist, o Inhaler falou sobre suas expectativas para o show no Lollapalooza Brasil 2025, sua primeira vez na América do Sul e mais. Acompanhe abaixo!
Gente, muito obrigada por estarem aqui hoje. Vocês lançaram o álbum Open Wide. Qual é a principal diferença dele para os anteriores?
Ryan: Bom, trabalhamos com um produtor diferente nesse álbum. Os dois primeiros foram com o Antony Genn, e desta vez escolhemos o Kid Harpoon. Além disso, tivemos bastante tempo livre para compor novas músicas, em vez de estar sempre em turnê ou compondo na estrada. Isso ajudou muito a desenvolver nosso carinho por esse disco.
O Kid Harpoon também produziu o Harry Styles, e vocês já abriram shows para ele. Teve alguma influência do Harry nesse processo?
Ryan: Acho que sim, talvez de forma natural. Mas não foi algo direto.
Robert: Eu não diria que houve uma influência clara. O fato do Harpoon ter feito o álbum do Harry Styles significa que eles trabalharam bastante juntos, então ele deve ter trazido algumas ideias próprias que a gente não conhecia. Mas não nos baseamos muito nisso. A única coisa que realmente comentamos foi o quanto gostamos do álbum Harry’s House. Acho que todos concordamos que ele foi um disco pop bem diferente, que não soava como o resto na época. Quando saiu, pensamos: “que legal ver alguém no pop arriscando mais”. Tem guitarra, baixo, bateria real… foi empolgante. Então, nesse sentido, sim, talvez tenha tido alguma influência. Mas não chegamos a planejar nada coreografado ou algo do tipo. (risos)
Eu li em uma entrevista recente que vocês disseram: “todo mundo ama música pop”. Como vocês incorporam o pop nas músicas de vocês? E quais são as maiores influências no álbum e na carreira, tanto no pop quanto no rock?
Elijah: Sempre gostamos de música pop, até porque curtimos Beatles, Nirvana… E, honestamente, seria ótimo não precisar cantar refrões todas as noites (risos), mas acho que é o caminho natural para gente. Ouvimos muitos estilos diferentes, e o pop acaba sendo o fio condutor. A gente realmente gosta de composição. Gostaria de experimentar mais com esse formato no futuro e explorar novas ideias, porque concordo que a música pop se tornou um pouco repetitiva nos últimos anos. Então essa seria minha resposta. Agora devolvo o microfone. (risos)
Vocês fazem parte de uma nova geração do rock alternativo. Como veem a evolução do gênero ao longo dos anos? E como acreditam que contribuem com isso?
Elijah: Na verdade, nunca sentimos que pertencemos exatamente ao rock alternativo. Sempre nos vimos meio à parte disso tudo. Mas, como tudo na música, as coisas funcionam em ciclos. Quando o público se cansa de sintetizadores e baterias eletrônicas, volta a querer ouvir bandas com instrumentos reais.
Ryan: Quanto à nossa contribuição, talvez não caiba a nós dizer. Isso deve ser avaliado por quem está de fora da banda. Mas acho que é isso. Não somos “alternativos” no sentido clássico, e talvez não sejamos “legais o suficiente” para isso. (risos)
Ah, não digam isso!
Ryan: A verdade é que somos legais (risos).
Elijah: “Alternativo” só significa estar fora do mainstream. E nós estamos meio no meio-termo — às vezes tocamos no mainstream, às vezes não. Então talvez sejamos um “falso mainstream”. (risos)
Já que vocês não se consideram exatamente rock alternativo, com qual gênero acham que se identificam mais?
Elijah: Difícil dizer. Talvez pop and roll. (risos) Mas, de verdade, nunca conseguimos nos encaixar perfeitamente em um rótulo. Quando tentam nos colocar em categorias, nunca parece certo. Acho que hoje somos mais uma banda pop do que de rock, e tudo bem. É o que queremos ser agora. Quem sabe como será o próximo álbum? Talvez sejamos mais alternativos. Mas uma vez no mainstream, será que dá pra voltar a ser “alt”?
Vocês já estão pensando no próximo álbum?
Elijah: Sim, já temos algumas ideias e conceitos iniciais.
Podem adiantar alguma coisa?
Robert: Nem pensar! (Risos) Se falarmos, pode virar um processo judicial. (risos) Um campo minado legal. (Risos) Mas estamos animados para escrever músicas novas. Nem imaginávamos que seria tão cedo, mas estamos empolgados. A cada álbum, aprendemos mais sobre gravação, e estamos ficando melhores nisso. Então, sim, estamos animados.
Luciana: Que ótimo! E sobre o Open Wide, qual a música favorita de vocês?
Josh: “Billy” é uma das minhas favoritas. Desde o começo, ela surgiu de forma muito natural e tem um significado especial pra todos nós. Mas, tocando ao vivo, estou curtindo muito “Open Wide”. Outro dia, tocamos no Chile, e a música começa bem suave. Eu pensei: “Por que estamos começando com isso? Ninguém está se mexendo!”. Mas quando o refrão entrou, parecia que o lugar ia abaixo.
Elijah: Foi uma surpresa. Nem sabia que algo assim era possível num show. Dava pra ver as cabeças das pessoas se movendo como uma onda. Foi incrível.
Incrível mesmo! E sobre o Lollapalooza Brasil: qual música vocês estão mais animados pra tocar? E qual acham que o público vai enlouquecer?
Elijah: “Honest Face” sempre é uma das últimas, porque é uma garantia caso algo não vá tão bem. Mas ultimamente temos encerrado com “Your House“, que tem tido uma reação muito boa. Eu escolheria “Your House”.
Josh: E, segundo um dos caras da equipe, “When It Breaks” também causa um impacto forte.
Ryan: Ele disse: “Se quiser começar qualquer show no Brasil, comece com When It Breaks”. Vai saber, né?
É a primeira vez de vocês no Brasil. Têm alguma curiosidade sobre o país?
Elijah: Ah, tudo! Ontem tentamos entender um pouco da história de São Paulo. Fomos visitar um prédio — esqueci o nome — mas é o primeiro da cidade, datado de 1554. Era um prédio branco. (risos) Sei que tem muitos assim, mas foi muito interessante. Estamos realmente curiosos com a história daqui, mesmo que não saibamos muito ainda.
Maravilhoso, gente. Muito obrigada pelo tempo de vocês. Podem mandar um alô para os fãs brasileiros e para o público da Tracklist?
Elijah: Olá, tudo bem? Nós somos o Inhaler e esse é o Tracklist. Muito prazer!






