Ao Tracklist, a cantora falou sobre sua nova música inspirada na relação com os pais

A cantora GIANA lançou, nesta sexta-feira (01), “Carinho de Deus”, faixa que transforma afeto familiar em música e chega como uma homenagem sensível ao Dia das Mães. Em entrevista ao Tracklist, a artista abriu o coração ao falar sobre o processo criativo da canção, memórias de infância e a nova fase mais emocional de sua carreira.
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Segundo GIANA, o processo de composição foi quase terapêutico. Entre lágrimas e lembranças profundas, a cantora trouxe para a música sentimentos como amor, medo e gratidão, traduzindo experiências pessoais em uma narrativa capaz de dialogar com diferentes histórias.
A faixa foi composta em parceria com Daniel Ferrera, Gustavo Mioto e Carolzinha, e mergulha na relação entre pais e filhos a partir de memórias afetivas, gestos cotidianos e do sentimento de proteção que atravessa gerações. A interpretação delicada de GIANA reforça o tom emocional da música, convidando o público a revisitar suas próprias experiências familiares.
Para acompanhar o lançamento, GIANA também resgatou fotos e vídeos da infância, reforçando o caráter afetivo do projeto. “Carinho de Deus” marca ainda o início de uma fase em que a cantora se permite explorar ainda mais sua sensibilidade artística, sem limitações de gênero e priorizando a verdade em suas composições.
Confira a entrevista completa abaixo!
“Carinho de Deus” nasce como uma homenagem ao Dia das Mães. Em que momento você percebeu que essa história precisava virar música? E qual mensagem você quer transmitir com ela?
Eu sempre quis escrever uma música sobre meus pais, mas tudo o que eu escrevia não parecia chegar perto do quão bonita é a nossa relação. Quando nos juntamos (eu, Daniel Ferrera, Gustavo Mioto e Carolzinha) conseguimos criar tudo de um jeito lindo. A gente escreveu “Carinho de Deus” baseado na minha vivência com os meus pais, mas é incrível perceber que cada pessoa escuta a música e traz para a própria realidade. Quem tem pai e mãe, quem tem mãe mas que é pai também. Quem já tem mãe e pai que tão no céu e agora lembram com muito carinho. E a música é isso, é um carinho de Deus mesmo.
A música traz um lado mais íntimo e sensível. Como foi o processo de composição?
Foi choro o tempo todo! (Risos). Sem brincadeira, o processo de composição pareceu uma sessão de terapia. Fui falando tudo o que eu queria que estivesse na música: o meu medo de um dia estar sozinha sem os conselhos dos meus pais, o amor que sinto por eles, o cuidado que vi eles tendo com meu avô durante anos… E fomos transcrevendo isso dentro de uma melodia muito linda.
Tem alguns fatos curiosos também. Gravamos o violão tocando ele com um pincel de pintura da minha mãe. Ela pintou a vida toda e achamos legal colocar isso no áudio também. No final do primeiro refrão dá pra escutar esse som diferente.
Sua família esteve diretamente envolvida no processo criativo, certo? Como foi dividir esse momento especial com eles?
Na verdade, eles não sabiam que estávamos escrevendo uma música sobre eles. Todos nós estávamos hospedados na casa dos meus pais em Ponta Grossa (PR). Então, todo dia a gente compunha. Mas nesse dia, meus pais passavam pela gente no jardim e estranharam porque nós estávamos muito emotivos. Mas eles não faziam ideia que ali estava nascendo uma música sobre eles. Fui contar só depois.
Você também compartilhou fotos e vídeos da infância nas redes sociais. Como foi revisitar essas memórias agora, com esse lançamento?
Quando eu digo que minha mãe é a melhor mãe do mundo, é porque ela é mesmo. Tenho minha infância e adolescência toda documentada. Na época era filmadora, né? Minha mãe converteu tudo pra CD e DVDs e organizou em álbuns. Então, temos todos os meses e anos organizados em álbuns. Foi uma delícia assistir tudo de novo pra escolher o que iria entrar no clipe.
Se pudesse voltar no tempo, o que a Giana de criança sentiria ou diria ao ver esse momento da sua carreira?
Eu tenho certeza que estaria muito orgulhosa. Fazer uma homenagem dessa para os pais é algo muito bonito, uma forma de agradecimento. Eu não faço ideia da quantidade de sacrifícios que meus pais tiveram que fazer pra me criar do jeito que me criaram. Dificuldades, escolhas. Então, mesmo sem saber da dimensão, só agradeço.
Esse lançamento marca o início de uma nova fase. O que muda na sua forma de se expressar artisticamente a partir de agora?
Depois de “Carinho de Deus” posso ser o quão emotiva eu quero ser (risos). Acredito que agora eu consigo me expressar com mais verdade ainda. Essa música é puramente o meu coração querendo dizer algumas coisas.
Você transita entre o pop e a MPB, mas com influências diversas. Hoje, sente necessidade de se definir dentro de um gênero ou prefere não se limitar?
Eu não acho bom se limitar. As influências são responsáveis por moldar os artistas e eu acho isso lindo. Todo artista tem uma mistura de referências e, nem por isso, acho que devemos nos limitar a um só gênero musical. Meu trabalho tem um pouco de pop, um pouco de r&b, de mpb e blues.
Falando um pouco sobre “FELÍDIA”, seu álbum de estreia: a faixa “Segredo Clichê” ganhou grande destaque e chegou a entrar no Top 5 das playlists virais no Brasil. Como você recebeu essa repercussão?
Pra ser sincera, foi um susto… Não esperava essa repercussão, mas foi uma grande aceitação do público e isso é ótimo pra entender qual caminho eles gostam de ouvir. Eu amo essa música e a interpretação que coloquei nela, então, fico muito feliz que o povo abraçou. É difícil aqui no Brasil um R&B Pop desses ter algum espaço significante, eu só tenho a agradecer.
Para quem ainda não conhece o seu trabalho: que mensagem você gostaria de deixar e por onde começar a ouvir Giana?
Se vocês gostam de emoção, voz e no sentimento, sejam bem-vindos. Comigo vocês vão chorar, ligar para o ex, mas também vão dançar e não ligar pra nada. Mas uma coisa é certa: tudo aqui é de verdade mesmo.
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