Falta exatamente um mês para o início do The Town 2025 — e a contagem...

Falta exatamente um mês para o início do The Town 2025 — e a contagem regressiva já começou com mudanças importantes: uma das grandes novidades desta edição é o novo mapa da Cidade da Música, redesenhado a partir de um processo que vai além da logística: ele mistura escuta ativa, curadoria de experiências e um olhar afiado sobre tudo que rolou (e que pode melhorar) desde a estreia do festival em 2023.
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A atualização do layout é um reflexo direto do compromisso da equipe com a evolução constante. Palcos reposicionados, novas ativações e áreas ampliadas fazem parte de um redesenho pensado para melhorar o fluxo, a visibilidade e, principalmente, o conforto do público. Segundo Ana Deccache, diretora de marketing do The Town, esse trabalho é construído a muitas mãos — com a ajuda de dados, pesquisas e, claro, os feedbacks dos próprios fãs.
Em entrevista ao Tracklist, Ana explica como o novo mapa não só facilita a circulação, mas também ajuda a criar uma relação mais íntima com o festival. A ideia é que o público chegue a Interlagos já familiarizado com o espaço, pronto para aproveitar cada momento de forma mais fluida e personalizada.
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Ana, em entrevista à revista “Quem”, o Luis Justo afirmou que as mudanças no mapa do The Town 2025 mostram um cuidado maior com a circulação e a experiência do público. Quais aprendizados da edição anterior mais influenciaram na nova configuração da Cidade da Música?
A cada edição, nossas cidades, seja a da Música ou a do Rock, evoluem. Esse processo faz parte do nosso compromisso de sempre oferecer uma experiência melhor do que a anterior e está profundamente ligado à nossa paixão pelo público, que é parte do nosso DNA. Por isso, a evolução dos nossos espaços acontece de forma constante há 40 anos.
Um bom exemplo é o Rock in Rio 2024. Mesmo com uma planta reconhecida e aprovada pelo público na edição anterior, identificamos oportunidades de aprimoramento e reposicionamos o Palco Sunset. A mudança permitiu um aproveitamento ainda melhor do espaço e foi recebida de forma extremamente positiva.
Toda nova edição apresenta um mix renovado de atrações, o que naturalmente exige uma reorganização do mapa. Novos palcos, ativações e experiências demandam uma nova distribuição dos espaços. Com isso em mente, após a primeira edição do The Town, partimos para uma etapa essencial do nosso processo de criação: reunimos nossa equipe, ouvimos os fãs, analisamos os aprendizados e redesenhamos o mapa com o mesmo propósito de sempre, fazer da próxima edição a melhor de todas.
Ainda de acordo com o CEO, os feedbacks do público foram levados em consideração para a reorganização dos espaços. Como esses retornos foram coletados e analisados? Houve alguma demanda que apareceu de forma mais recorrente?
O nosso maior compromisso é proporcionar sempre a melhor experiência para o público que vive o festival. Para que isso aconteça, contamos com diversas ferramentas de escuta dos nossos fãs. Realizamos pesquisas antes, durante e depois do evento, tanto online quanto presenciais. Atuamos com um time robusto de dados que faz o monitoramento contínuo das redes sociais, não apenas durante o festival, mas ao longo de toda a jornada do fã — desde o anúncio de bandas, passando pela compra de ingressos, até os dias de evento e a divulgação de serviços como transporte.
Além disso, mantemos um diálogo constante. Conversamos internamente, com nossos fãs, parceiros e com todos que, de alguma forma, vivem a experiência da Cidade da Música conosco. A partir dessa escuta ativa, da definição do novo mix de atrações da edição de 2025 e do nosso compromisso de sempre oferecer o melhor, redesenhamos o mapa da Cidade da Música.
Estamos muito ansiosos por tudo o que vamos viver juntos em setembro, em Interlagos!
O palco The One, por exemplo, agora ocupa o lugar do antigo Megadrop e ganha um anfiteatro natural. O que motivou essa troca e como essa mudança impacta na visibilidade e no conforto do público?
Para esta edição, com a chegada de novos espaços, como o Palco Quebrada e a The Tower Experience, entendemos que era preciso rever a configuração da Cidade da Música. Somado a isso, ao fim de cada festival, nós fazemos análises a partir dos exercícios de escuta do público e da nossa própria equipe. Olhamos para a experiência como um todo e buscamos entender o que podemos fazer para contribuir para a evolução da Cidade da Música a cada edição. Com esse conhecimento e a adição das novidades para 2025, entendemos que uma mudança de localização do The One – e não só dele como de outras atrações também – seria o melhor a se fazer.
O anfiteatro natural também é um reflexo desse estudo. Com esse novo posicionamento, o público consegue assistir aos shows com uma visão ainda mais ampla, de diversos ângulos, de forma ainda mais confortável, e continua com um grande espaço para aproveitar cada segundo dos shows.
A troca de posição entre a São Paulo Square e o Factory também chama atenção. Essas alterações foram feitas com base em critérios de logística, curadoria artística ou ambas as coisas?
Com as novas experiências na Cidade da Música que chegam em 2025 e com as análises que fizemos sobre a edição de 2023, a mudança na localização dos palcos foi um movimento natural. Não é um elemento específico que guia a mudança, mas sim um conjunto de coisas. O Factory foi um dos grandes destaques na edição de 2023 e, naturalmente, colocamos ele em um local em que consegue receber um público maior e de forma confortável. O mesmo acontece com a São Paulo Square, que agora está localizada na área que era ocupada pelo The One. Ambos possuem nomes importantes da cena musical e que atraem uma plateia robusta. Eles foram reposicionados para áreas que garantem um espaço amplo para receberem os fãs da melhor forma possível e que também possibilitam uma circulação ainda mais fluida entre os palcos da Cidade da Música.
O Market Square também se reposiciona nesta edição. Quais foram os objetivos por trás dessa nova localização, e o que o público pode esperar de diferente ao circular por esse espaço?
O Market Square é o espaço ideal para quem busca uma experiência gastronômica diferenciada dentro do festival, e, para esta edição, ele chega ainda maior. Serão seis estações de alimentação dentro do espaço, bares, Beer Garden, beerwall para autoatendimento de chope na fachada, uma varanda de 500 m² e muito mais novidades. O espaço tem mais de 1.200 m² e capacidade para receber 2 mil pessoas de forma simultânea. Com o aumento de tamanho e a inclusão de uma área externa, foi necessário reposicioná-lo. Ele estará em um ponto estratégico, próximo ao antigo espaço do Factory, e continuará sendo uma área coberta e climatizada. Com cardápio exclusivo assinado pelo chef Henrique Fogaça, o público também poderá experimentar pratos do Cão Véio, gastropub idealizado por Henrique Fogaça em parceria com Fernando Badauí, vocalista do CPM 22, que se apresenta no festival no dia 7 de setembro. O público terá acesso à gastronomia da melhor qualidade, e temos certeza de que esta edição do Market Square irá reforçar a importância do espaço dentro da Cidade da Música.
O palco Skyline permanece no mesmo local, apesar das críticas na edição de 2023. Anteriormente, o Luis Justo explicou que a área tem tratamento de drenagem e grama sintética. Houve outras melhorias feitas no espaço para aprimorar o conforto e a visibilidade do público?
Na primeira edição do festival o Skyline recebeu shows incríveis, como Bruno Mars, Post Malone, Foo Fighters e Maroon 5. Para isso, ele conta com uma estrutura robusta, grandiosa e impactante e por isso mesmo, complexa e cheia de detalhes.
Agora, para a segunda edição, com nomes de peso confirmados para se apresentarem no espaço, como Travis Scott, Green Day, Backstreet Boys, Mariah Carey e Katy Perry, ele chega ainda mais imponente, com o dobro de LEDs em relação a edição anterior, elevando a experiência do público a outro patamar, com mais visibilidade e uma imersão ainda maior nos shows.
O fato do palco seguir no mesmo local se deve basicamente a dois fatores: lá encontramos as condições ideais pra implantar toda a sua estrutura e, em paralelo, para assegurar ao público a melhor experiência, por estar em uma área asfaltada, com tratamento de drenagem e grama sintética. Isso permite que consigamos oferecer um espaço confortável para toda a plateia.
Uma grande novidade para 2025 é o Palco Quebrada, que promete valorizar a arte e a cultura das periferias. Podemos dizer que ele seria um “irmão” do Palco Favela, presente no Rock in Rio, com o mesmo objetivo de levar mais diversidade ao festival?
A gente pode dizer que o Palco Quebrada nasce com o mesmo espírito transformador do Espaço Favela, criado no Rock in Rio em 2019, mas com a alma de São Paulo. É um espaço que amplifica as vozes e a arte que nascem nas periferias de todo o país, reconhecendo e valorizando essa potência criativa. O Quebrada vem para somar, para dar ainda mais visibilidade a uma cena que sempre foi protagonista — e que também brilha em outros espaços do festival. É sobre ampliar a escuta, o reconhecimento e a presença dessas vozes.
O The Town tem se consolidado como uma experiência além da música, quase como um parque temático. De que forma o novo layout, aliado às atrações radicais, reforça essa proposta de entretenimento multidimensional?
Nós sempre acreditamos que viver um festival é muito mais do que assistir apenas aos shows. É sobre mergulhar em um universo onde música, cultura, arte, gastronomia, experiências e, por que não, um parque de diversões se encontram. E temos visto, cada vez mais, o público buscar justamente essas experiências que vão além do palco.
Neste ano, o festival traz um Market Square ainda maior na área de gastronomia. Com menu assinado pelo chef Henrique Fogaça, o espaço climatizado contará com seis estações de alimentação e uma varanda de 500 m² com vista privilegiada. Será um verdadeiro ponto de encontro entre o evento e experiências que vão além da música. A nova Cidade da Música chega para oferecer uma experiência ainda mais confortável, fluida e inesquecível para todos, seja nos shows ou em outras atrações. Com brinquedos como a tirolesa, roda-gigante, montanha-russa, megadrop, discovery e novidades como a The Tower Experience e o espetáculo aéreo The Flight, o The Town se consolida como um verdadeiro parque de sonhos — agora com um novo layout que traz tudo isso de forma integrada, permitindo que cada pessoa construa sua própria narrativa dentro do festival.
Por fim, quais são as expectativas da organização para esta nova edição? O que vocês esperam que o público sinta ao caminhar por essa nova Cidade da Música?
As expectativas são as melhores possíveis. Preparamos uma Cidade da Música ainda mais viva, pulsante e repleta de experiências para surpreender o público a cada passo. Queremos que as pessoas se encantem com a grandiosidade dos palcos, com os grandes shows e com as descobertas — seja assistindo a novos artistas nos palcos, acompanhando os shows do Quebrada, vivenciando uma experiência única na The Tower ou aproveitando as diversas outras atrações espalhadas pelo festival. As pessoas poderão se divertir nos brinquedos, explorar o Market Square, interagir nos estandes das marcas e se emocionar com o espetáculo The Flight. Esperamos que cada pessoa leve para casa muitas memórias do The Town, seja por um encontro inesperado, uma apresentação arrebatadora ou simplesmente por viver dias de alegria e conexão em um lugar onde tudo foi pensado para ser inesquecível.
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