Nesta quinta-feira (22), Carol Biazin libera "No Escuro, Quem É Você?", seu novo álbum de...

Nesta quinta-feira (22), Carol Biazin libera “No Escuro, Quem É Você?”, seu novo álbum de estúdio. O trabalho funciona como uma sequência do disco “No Escuro”, e traz 12 faixas que abordam questões pessoais da artista – que se conectam, também, com dilemas geracionais.
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O álbum apresenta uma mistura de texturas pop com influências que passam pelo jersey club, UK garage, house, new jazz e R&B. Entre as canções disponíveis, estão “Que Pecado!” (feat. Ebony); “TE AMO SEM CULPA” e “terra de ninguém” (feat. Vitor Kley).
Em entrevista recente ao Tracklist, Carol Biazin falou sobre os temas presentes no novo disco, desafios no processo de produção e mais. Confira abaixo!
“Esse álbum é um mergulho profundo nas minhas questões mais íntimas, mas também nas da minha geração. Ele fala sobre insegurança, sobre identidade, sobre o medo de não se reconhecer mais – mas também sobre reencontro, liberdade e afeto. É um trabalho que me despiu de muitas máscaras e me mostrou o quanto a gente pode ser forte mesmo nos momentos mais escuros”.
“Foi algo muito pensado desde o início. ‘No Escuro,’ já trazia esse sentimento de busca e dúvida, enquanto ‘Quem é Você?’ vem como uma tentativa de encontrar respostas – que nunca serão mesmo definitivas. Dividir o disco foi uma maneira de respeitar o tempo das músicas, dar espaço para cada etapa e permitir que o público acompanhasse essa jornada junto comigo, em camadas”.
“A primeira parte tem um tom mais introspectivo, mais calmo e vulnerável. Já a segunda é mais expansiva, dançante e pulsante — mesmo falando de temas densos. É como se, depois de estar no escuro, eu tivesse encontrado uma forma de dançar ali dentro. A luz não veio de fora, veio do movimento”.

“Eu admiro muito a Ebony, a força do que ela faz, a maneira como ela se posiciona e constrói a própria carreira com identidade. Tê-la nesse álbum foi um presente, com uma música que fala da força da mulher e de como precisamos tomar as rédeas das coisas”.
“Já ‘terra de ninguém’, com o Vitor, nasceu de um desabafo. A gente teve um encontro, começou a conversar sobre algumas dores que estavam atravessando os dois, e percebemos que estávamos sentindo coisas muito parecidas. Aquilo virou música. Foi bonito, leve e muito sincero”.
“Porque ela é libertadora. É como um manifesto. Ela surgiu das cartas que eu lia de fãs dizendo que tiveram coragem de assumir suas relações por conta das minhas músicas e o do que represento. Fala de um amor vivido de forma inteira, sem amarras e sem se desculpar por sentir. Principalmente quando você é uma pessoa LGBTQIAPN+, que muitas vezes cresce ouvindo que precisa esconder, se diminuir ou sentir culpa por amar. Essa música é sobre dizer: ‘eu te amo, e isso não é errado'”.
“Para mim, a música mais desafiadora para produzir foi a faixa ‘Sou do Mundo’. Eu acho que, principalmente, pela particularidade que ela tem; que é misturar um som bem urbano no início, nos versos, e depois ela entra pro UK Garage lento — que é um som muito conhecido em Londres — e a gente trouxe esse gênero pro refrão da música. Depois, a música continua com aquele andamento”.
Misturando isso tudo, a gente teve outro processo, que foi a gravação de sopros junto com o Marcelus. Na verdade, a gente gravou à distância, então também foi um processo. Mas o Marcelus entendeu de cara qual era a ideia da música e que os sopros precisavam, também, ter um protagonismo dentro dessa faixa. Enfim, eu acho que essa foi a faixa mais desafiadora para unir esses dois mundos que a gente tinha em mente. Mas tirar do papel foi um processo”.
“Espero que elas se sintam acompanhadas. E felizes também. Que saibam que está tudo bem não ter todas as respostas agora. Que sintam que a vulnerabilidade não é fraqueza, e sim um caminho possível para se conhecer melhor. E que, mesmo no escuro, dá para encontrar luz — dentro da gente e nos outros também. Quero que dancem, chorem, mande para os amigos que lembrar e se conectem mesmo de alguma forma”.
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