Bossa nova é um dos gêneros musicais brasileiro mais conhecido da indústria fonográfica e do mundo. Billie Eilish, Amy Winehouse, entre outros artistas, já se renderam ao estilo originado no Brasil.

Billie Eilish promete trazer em seu novo disco uma amostra do seu talento no campo musical da bossa nova. Intitulada “Billie Bossa Nova”, a faixa estará presente no segundo álbum de estúdio da cantora, “Happier Than Ever”, e muitos se especulam sobre a influência do gênero musical brasileiro na melodia e até mesmo na interpretação da canção.
O ritmo originado no Brasil na década de 50 é referência mundial para muitos artistas que se inspiram em novas harmonias musicais para a produção dos seus materiais. A mistura de gêneros da música encontrada em trabalhos atuais tende a ser um exemplo da fusão de diferentes épocas e sonoridades, com novos estilos que estão em ascensão.
No entanto, embora a bossa nova seja como um túnel do tempo para os artistas contemporâneos, o gênero brasileiro é visto para além de uma visão experimental e explorativa de cantores que pretendem realçar novos ritmos em seus discos e faixas.
A sonoridade originada e intensificada na cultura brasileira é um marco importante da indústria fonográfica, já que a moderna música brasileira tornou-se um movimento histórico e cultural popularizado mundo a fora.
Em virtude de tal inspiração no projeto discográfico de Billie Eilish, selecionamos astros da música que utilizaram da bossa nova como base para a criação das suas obras, e que chegaram até mesmo a entoar canções do gênero criadas no Brasil em seus reportórios.

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O fenômeno espanhol, que estourou no mundo após o lançamento do disco “El Mal Querer”, é uma das estrelas internacionais que obteve da influência do gênero em seus estudos.
De origem Catalã, Rosalía é formada em música pela Escuela Superior de Música de Cataluña e se apresentou de vez para o público por meio do seu trabalho de conclusão de curso, o álbum ganhador do Grammy Latino e sucessor do Los Ángeles.
Inundada por grandes estudos na música, principalmente no que se diz acerca da cultura espanhola, a cantora de 27 anos tem seus projetos e carreira influenciados por dezenas de gêneros, o que inclui o ritmo brasileiro. Em entrevista ao jornal O Globo, a intérprete de “Malamente” ressaltou a inspiração do estilo em seu processo de desenvolvimento como aspirante a cantora na universidade catalã.
“Quando estudava piano, tive diferentes professores. Eu estudei progressões de acorde e harmonias da bossa nova, que são muito complexas. Eu o admiro tanto! Amo Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil!”, revelou Rosalía.
O artista brasileiro Caetano Veloso faz presença vip na sua lista de colaborações dos sonhos. “Ele é um dos meus artistas favoritos no mundo”, destaca.

Quem disse que rock e bossa nova não se misturam? Na arte da música, tudo é possível! A banda norte-americana Paramor, é um exemplo dessa junção. O conjunto, que atende ao gênero do rock alternativo, usou das influências do ritmo para a composição do seu último disco, “After Laughter“.
A sonoridade presente no projeto destoa do estilo comum encontrado na discografia do grupo desde o primeiro lançamento. Logo, o novo som dos artistas levou muitos dos fãs a se perguntarem qual teriam sido as inspirações para a criação sonora do álbum.
Por isso, a banda divulgou uma playlist em que constava os principais protagonistas dessa nova abordagem musical do Paramore. De Tame Impala a Beatles, o conjunto destacou diversos artistas, esses que interpretam suas canções por meio de distintos gêneros.
Dentre essas inspirações, sobressaiu na lista de reprodução um dos maiores gurus da bossa nova, o brasileiro João Gilberto. O cantor se tornou um dos pioneiros do movimento musical no Brasil.
A faixa “Ho-ba-la-la”, pertencente ao disco “Chega de Saudade”, que para muitos, marca o início da bossa nova, esteve presente na playlist da banda, o que demonstra o poder que o ritmo obteve nas estruturas de produção do “After Laughter“.

A inesquecível Amy Winehouse deixou um legado musical que se manterá por décadas ainda vivo na indústria fonográfica. Seu jeito único de cantar e sua voz inconfundível foram alguns do pontos que fizeram da britânica a artista tão reconhecida que é hoje.
Apesar da sua breve passagem pelo cenário musical, no qual disponibilizou dois álbuns, “Frank” e “Back to Black”, a cantora, após seu falecimento, teve sua herança profissional em andamento com o lançamento de um projeto póstumo, em que músicas descartadas e nunca liberadas integraram o trabalho.
O disco “Lioness: Hidden Treasures” contém canções sem lançamento e demos escolhidas por Mark Ronson, Salaam Remi e pela família da artista. Nele, há 12 músicas – entre elas ressalta-se “The Girl From Ipanema”, uma versão em inglês interpretada por Amy.

O músico espanhol trouxe no seu terceiro álbum, “El Madrileño”, um arrebatador toque de bossa nova, que contou ainda com um grande precursor do ritmo no Brasil.
Nutrido da cultura latino-americana e ibérica, a produção de C. Tangana criou uma atmosfera entre os estilos do reggaeton, bossa nova e flamenco. A faixa que predomina o gênero brasileiro é a reunião dos vocais do cantor com o célebre Toquinho, em “Comerte Entera”.
A música ainda é um ponto de encontro com outro famoso e aclamado ritmo brasileiro, o funk. Entre bossa nova e funk, a dupla conseguiu impulsionar dois estilos, que embora estejam longe em seus períodos de surgimento, se converteram em uma bela junção.
Preparados para ouvir o novo álbum de Billie Eilish e a faixa tão esperada pelo público brasileiro “Billie Bossa Nova”? Comente sobre no nosso Twitter e nos siga!






