Baiana se apresentará no Palco Budweiser, em 21 de março

A estreia de Agnes Nunes no Lollapalooza Brasil 2026 marca um novo momento na carreira da cantora. Vivendo uma fase sob nova gestão, a artista inicia um novo ciclo profissional enquanto prepara o lançamento de um álbum previsto ainda para este ano, projeto que deve aprofundar sua identidade autoral e ampliar os diálogos entre os gêneros MPB, R&B e forró.
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Para o festival, a baiana apresentará um show próprio, com repertório autoral, algo inédito em sua trajetória em grandes eventos.
Paralelamente, a artista trabalha em um novo disco que reflete seu amadurecimento pessoal e artístico, trazendo temas que vão além do amor e abordam aspectos da vida cotidiana, suas origens e experiências. Parte desse material já aparece na setlist preparada para a apresentação no Autódromo de Interlagos, no Palco Budweiser, em 21 de março.
Você já estreou em vários outros festivais, mas essa é a sua primeira vez no Lollapalooza. O que esse momento representa para você e para a sua carreira? Dá aquele frio na barriga?
O frio na barriga, minha filha, é o que está mais presente aqui. Mas estou muito feliz. Acho que vai ser um capítulo bonito, uma forma bonita de começar este ano profissional.
Estou vivendo um novo momento na minha carreira, um momento de renascimento, em que estou sob uma nova administração também. Então estou muito feliz de poder dar o pontapé inicial nisso com esse show no Lollapalooza, que é um dos maiores festivais para a nossa música.
Estou muito grata e muito ansiosa. Se eu pudesse definir o meu sentimento agora em uma palavra, seria “ansiosa”: ansiosa para estar no palco, para ver como vai ser o público. Ansiosa, animada e feliz.
O público do Lollapalooza é bem diverso, com artistas de vários gêneros. Como você pensou esse show para dialogar com essas pessoas diferentes, inclusive com quem talvez ainda não te conheça? Como será a sua setlist?
Minha setlist está baseada na minha trajetória, que não é muito longa, mas começa lá dos videozinhos do Instagram. Então tem muita interpretação da nossa música popular brasileira, porque eu me vejo muito como intérprete.
Eu componho também, mas gosto muito de interpretar desde que me entendo por gente. É uma das formas, além de compor e tocar, que eu encontro de me expressar. Então o setlist está muito baseado nisso.
Também haverá participações especiais de pessoas e nomes que fizeram parte dessa trajetória até aqui, grandes mestres e amigos que fiz durante essa caminhada. Então é um show bem bonito e especial para renascer, para lembrar do porquê eu faço música e do porquê meu legado é a música.
Para quem já me conhece, acho que vai ser um show bem emocionante, bem íntimo e pessoal. E para quem ainda não me conhece, espero que goste do que estou levando, que é a verdade mais pura de quem eu sou, do que eu canto e do que gosto de fazer no palco.
Falando desse amadurecimento emocional que você também leva para suas músicas: nesses últimos anos, em que você sente que sua música amadureceu ou mudou? Especialmente pensando no álbum que você pretende lançar este ano.
Acho que amadureci um pouco mais. Quando comecei, eu era muito menina, tinha 16 ou 17 anos. Ainda sou jovem, mas hoje me sinto muito mais mulher e muito mais dona da minha vida e das minhas decisões do que naquela época.
No início da carreira tudo era muito novo, e você acaba sendo um pouco mais influenciável. Hoje sinto que tenho mais maturidade para escolher o que quero cantar e sobre o que quero falar.
Eu amo falar sobre amor, mas muitas vezes a vida é mais do que amor. Tem dor, tem vida real, tem o dia a dia, tem o Nordeste, tem o sertão. Tem muita coisa bonita da vida para falar.
Então acho que o principal é essa maturidade e também mais liberdade para cantar sobre o que é a vida real.
Você comentou que antes era mais influenciável. Olhando para trás, o que aquela Agnes que começou postando vídeos na internet acharia da artista que você é hoje, se apresentando em grandes festivais?
Acho que ela estaria muito orgulhosa de mim. Ela diria: “vamos nessa, vai ser lindo, mulher”.
Chegou a hora de honrar o legado da música — que foi algo que a Elza Soares me disse quando eu tinha 17 anos, quando estava começando.
Eu tive a grande honra de conhecer a Elza Soares durante a pandemia. Fizemos a live “Clássicos do Samba”, eu, ela e o Seu Jorge. Eu estava muito nervosa, porque era tudo muito novo para mim. Eu pensava: quem sou eu na fila do pão? Quem é essa menina aqui?
E Dona Elza olhou para mim e disse: “Eu escolhi você para estar aqui. Todo lugar em que você estiver é porque você tem que estar naquele lugar e ocupar esse espaço. Não fique nervosa, porque você tem um legado: não deixar a música morrer, não deixar o samba morrer”.
Então acho que a Agnes de 17 anos olharia para mim hoje e diria para eu seguir em frente, porque estou exatamente onde deveria estar.
Quais são os sonhos que você ainda tem na carreira artística?
Tenho muitos sonhos. Um deles é fazer uma turnê por todo o Brasil. Quero rodar o país inteiro com a minha música, algo que ainda não tive oportunidade de fazer, mas que quero muito realizar.
Ganhar um Grammy também é um sonho. Conseguir viver de forma estável apenas com a minha música e com a minha arte também é um grande objetivo.
Se eu for falar de todos os sonhos, ficaria aqui o dia inteiro. Mas um deles já está se realizando: apresentar um show meu em um grande festival.
Eu já participei de festivais antes, mas sempre em tributos ou participações com outros artistas. Agora é um show meu. Estou muito feliz, porque é mais um sonho se tornando realidade.
Depois do Lollapalooza, o que você espera que esse momento abra de portas para você?
Acho que vai ser uma projeção muito boa. Inclusive, na setlist já estou levando algumas músicas que ainda serão lançadas.
Este ano teremos muitos singles, um EP e também um álbum. Então estou bem animada com esse renascimento na minha carreira.
Espero que esse momento abra portas para mais colaborações, para conhecer outros artistas e me conectar com eles. Também espero conseguir realizar o sonho de rodar o Brasil com meus shows e desenvolver novos projetos.
Você falou do sonho de fazer uma turnê. Para o show, haverá alguma surpresa ou convidado especial? E você acredita que com o novo álbum essa turnê pode acontecer?
Com certeza. Tenho muitos projetos bonitos para tirar do papel e tenho sido muito bem amparada nesse momento.
Espero conseguir rodar o Brasil com esses projetos e levar a música nordestina, brasileira e sertaneja para o país inteiro e para o mundo.
Acho que nasci para isso: para cantar e levar um pouco da minha voz e do que eu sinto quando canto para as pessoas.
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