Oitavo disco de estúdio da banda já está disponível em todas as plataformas digitais

“A.R.S.O.N.”, novo álbum de estúdio do Story Of The Year, chegou a todas as plataformas no mês de fevereiro. O disco foi anunciado no palco do I Wanna Be Tour 2025 aqui no Brasil, e contou com dois singles, “Gasoline (All Rage Still Only Numb)” e “Disconnected”, ambos acompanhados por videoclipes, e foi produzido pelo baterista do Linkin Park, Colin Brittain. Em nova entrevista ao Tracklist, o vocalista Dan Marsala conta como foi a produção do novo trabalho, inspirações da banda, relembra como foi sua última passagem no país e mais!
Tracklist: Olá! Como você está?
Dan Marsala: Estou excelente. Estou apenas aqui no meu porão em casa, em St. Louis, Missouri, tendo um bom dia.
Ah, ótimo. Estou muito feliz de estar aqui. Eu sou fã e realmente amei o novo álbum e queríamos saber mais sobre a produção dele!
Sim, estamos realmente empolgados com ele. Você sabe, ser uma banda por mais de 20 anos e ainda estar lançando músicas que conectam com nossos fãs, e ter pessoas animadas com música nova da mesma forma que nós estamos animados com música nova, isso é muito legal. E sim, estamos felizes. Eu simplesmente amo música e estou feliz de ainda estar fazendo isso, sabe? É bem simples. Eu amo música.
Isso é incrível. Quais são as principais inspirações por trás desse álbum? Em que contexto ele se encaixa na história do Story of the Year?
Inspirações são algo estranho. Nós meio que sempre fizemos a mesma coisa em todo álbum. Basicamente entramos em uma sala juntos e escrevemos músicas que gostamos. Eu não me preocupo muito com como as pessoas vão perceber nossa música. Eu simplesmente escrevo músicas que eu gosto. Eu escrevo algo que eu amo. E se você ama o que está fazendo, isso vai se conectar com os fãs.
Então existem várias inspirações diferentes em cada álbum, vamos em direções diferentes, mas na maior parte do tempo somos apenas nós juntos tocando música. E todos nós dizemos: “Ah, isso é legal. Isso é legal. Sim, vamos fazer isso. Eu gosto disso. E se eu fizer isso? E se eu cantar essa parte?”. E é sempre só para nos deixar felizes e escrever música que amamos. Não existe muita influência externa. Normalmente é só: vamos fazer algo legal e, com sorte, as pessoas vão gostar.
Existe alguma história divertida ou interessante dos bastidores que você possa compartilhar?
Foi um processo meio louco fazer esse álbum. Nosso produtor, Colin Brittain, agora é o baterista do Linkin Park. Então ele estava muito ocupado, obviamente, porque está no Linkin Park. Então tivemos que voar para Los Angeles e trabalhar tipo duas semanas de cada vez. Tínhamos que seguir a agenda dele com o Linkin Park em turnê e fazendo as coisas, e nós também estávamos ocupados. Então foi muito vai e volta, voando duas vezes na semana.
Foi realmente um processo para fazer esse álbum. Mas foi legal porque você grava algumas músicas e depois tira algumas semanas de pausa e volta para ouvir e pensa: “Sim, isso está bem bom.” “Ok, o que precisamos fazer agora?”. E isso te dá uma ideia do que o álbum vai soar e para que direção precisamos ir. Mas sim, foi um processo e tanto, mas foi legal. Colin Britton é um gênio. Um grande baterista, grande músico. Obviamente, para estar no Linkin Park, ele é incrível. Mas sim, nós nos divertimos muito.
Incrível. E vocês estão planejando lançar mais videoclipes ou algo assim para esse novo álbum?
Sim, na verdade ontem nós filmamos um vídeo para a música “See Through”, a terceira música do álbum. Então sim, temos um novo vídeo que filmamos ontem. Deve sair em algumas semanas, provavelmente. Mas hoje em dia videoclipes não importam tanto assim.
Agora é mais uma ferramenta promocional para colocar algo no YouTube ou no Instagram ou algo assim. Mas nós viemos de uma época, mais de 20 anos atrás, em que videoclipes eram muito importantes, com a MTV e tudo mais. Então ainda amamos fazer vídeos. E esse novo é engraçado e meio estranho. Vai ser bem legal. Nós gostamos de nos divertir com vídeos. Eu não sei se você viu o vídeo de “Gasoline”.
Sim, exatamente. Eu adorei ele!
E agora é tipo: “vamos fazer algo sério? Não, vamos ser ridículos e nos divertir com isso!” (risos). Eu acho que as pessoas gostam disso. É legal!
E como tem sido a recepção desse álbum? Como os fãs estão reagindo a ele?
Tem sido muito positiva. E acho que é tudo o que você realmente quer, ter uma boa recepção. Mas é louco, eu quase não vi nada negativo sobre o álbum, o que é bem raro, é legal. Então tem sido muito positivo.
Como eu disse antes, o fato de ainda estarmos lançando músicas novas que amamos e que são empolgantes depois de mais de 20 anos, eu acho que muitas pessoas ficam tipo: “Uau, eles ainda se importam de verdade”, e acredito que isso se conecta com as pessoas. Então tem sido incrível. Uma ótima resposta, e é tudo o que você pode pedir.
Ótimo. E vocês estiveram no Brasil não faz muito tempo, na verdade no ano passado, para a I Wanna Be Tour. Como foi toda a experiência da turnê para vocês?
Foi incrível, muito divertido. Já estivemos aí algumas vezes e essa foi definitivamente a maior turnê que fizemos aí no Brasil. Foi incrível. Somos muito amigos do Yellowcard, então foi legal estar lá com nossos amigos e também com Good Charlotte e Fall Out Boy. Tinham muitas bandas legais. Muitas bandas que conhecemos há mais de 20 anos. Foi uma experiência muito legal.
Não sei se quando voltarmos para fazer um show solo vai ser meio sem graça comparado com aquilo, porque havia tantos amigos e era tão grande. Mas sim, mal podemos esperar para voltar. E toda vez que vamos ao Brasil os fãs são… nós estávamos falando fora da câmera agora há pouco: fãs muito apaixonados. Todo mundo sempre fala “come to Brazil, come to Brazil!”, e virou até uma piada, mas é incrível! O amor pela música é real e é sempre muito legal tocar para pessoas assim.
Eu estava prestes a pedir um “come to Brazil”, mas…
Exato! A paixão é real.
Sim! Especialmente com a turnê desse novo álbum.
Com certeza!
Você tem algum momento especial ou memorável da última vez que esteve aqui?
Cara… os shows foram incríveis. Estávamos falando sobre como eu deveria ter comido pizza brasileira enquanto estava aí, e eu não comi pizza brasileira, o que é triste. Eu sempre ouço dizer que o Brasil tem uma ótima pizza. Eu sou um cara da pizza, e acabei não fazendo isso quando estava aí, o que agora me deixa meio bravo. Mas eu não sei, nada muito louco. Tudo correu muito tranquilo. Eu lembro de sair com o Yellowcard, bebemos bastante, nos divertimos muito, tocamos rock and roll.
Nada muito específico ou louco. Só lembro que foram ótimos shows, muito divertidos. Os voos são sempre a parte difícil. Demora muito, muitas conexões. Voar é sempre a parte mais difícil de tocar fora dos Estados Unidos. Eu iria ao Brasil a cada duas semanas se fosse mais perto. Mas leva tempo, dá bastante trabalho. Mesmo assim foi incrível.
Para a última pergunta, você poderia enviar uma mensagem para os fãs brasileiros?
Obrigado por ouvirem Story of the Year por todos esses anos. Continuem sendo apaixonados, continuem gritando para a gente e dizendo “come to Brazil”, por favor, continuem fazendo isso, eu adoro! É sempre incrível quando estamos aí e esperamos voltar muito em breve para tocar algumas músicas novas de “A.R.S.O.N.” para vocês.
Legal, muito obrigada pelo seu tempo!
Sem problema. Obrigado!






