Por Luciana Lino e Lucas Wilker - O domingo (7) no Palco The One do...

Por Luciana Lino e Lucas Wilker – O domingo (7) no Palco The One do The Town foi marcado por nostalgia, emoção e muito peso sonoro, com o show do CPM 22. Um dos maiores nomes do hardcore melódico brasileiro, a banda entregou uma apresentação à altura de seus 30 anos de estrada, reafirmando a força de uma trajetória que atravessou gerações e segue conectando público e banda com intensidade.
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Formado em 1995 em Barueri (SP), o grupo liderado por Badauí conquistou espaço na cena underground antes de invadir as rádios nos anos 2000, com sucessos como “Tarde de Outubro”, “Não Sei Viver Sem Ter Você” e “Um Minuto para o Fim do Mundo”. Esses hinos não ficaram de fora do repertório do The Town, que também abriu espaço para o álbum mais recente, Enfrente, lançado em 2024.
O show começou acelerado, com “Regina Let’s Go” e “Garota da TV”, até alcançar o clímax de emoção em “Tarde de Outubro”, cantada em uníssono pelo público. Sem muitas pausas para discursos, Badauí comandou a sequência de clássicos como “Por Quê?”, “Ontem” e “O Mundo Dá Voltas”. A cada refrão, ecoava da plateia o grito de “Uh, CPM!”.
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“Um Minuto para o Fim do Mundo” arrancou aplausos, enquanto “Apostas e Certezas” ganhou uma introdução especial: “ela mexe muito comigo, por isso cantamos em todos os shows”, disse o vocalista. Em meio à energia, também houve espaço para revisitar influências: antes de tocar “Meu Erro”, do Paralamas do Sucesso, Badauí destacou que se trata de “uma das melhores músicas já escritas por uma banda brasileira”.
A noite também foi marcada pela conexão entre música e crítica social. Quando a plateia puxou o coro de “Sem Anistia”, Badauí respondeu: “A voz do povo tem poder”, arrancando gritos e fortalecendo a mensagem política da banda. Em outro momento, ele declarou: “Hoje é o dia mais punk rock do festival. Esse estilo me ensinou a lutar contra injustiças e desigualdades, e a favor da democracia”.
Entre as músicas, um vídeo exibido nos telões lembrou a trajetória do grupo e os 49 anos recém-completados de Badauí, reforçando o peso histórico da noite. “Quer queira, quer não, a gente marcou uma geração”, dizia a mensagem.
Na reta final, o CPM 22 passeou por clássicos como “Estranho no Espelho”, “Hospital do Sofredor” e “Não Sei Viver Sem Ter Você”. O encerramento veio em tom de celebração e manifesto: com “Desconfio”, a banda ergueu uma bandeira escrita “elas no mosh”, reforçando a presença feminina no espaço do rock e do hardcore.






