Pouco depois de se apresentar no palco do I Wanna Be Tour 2025 em Curitiba,...

Pouco depois de se apresentar no palco do I Wanna Be Tour 2025 em Curitiba, a banda estadunidense Story Of The Year concedeu uma entrevista ao Tracklist falando como é estar de volta ao Brasil, após pouco mais de 10 anos desde a última vinda.
Bem-humorados e já com novidades para este semestre, prometendo novos singles e álbum novo, os integrantes Dan Marsala (vocal), Adam Russell (baixo), Ryan Phillipps (guitarra) e Josh Wills (bateria), que também se apresentaram na edição do festival em São Paulo e em show com Yellowcard e Fall Out Boy no Rio, falaram sobre a cena emo e alternativa, o festival, fãs e mais. Confira!
Obrigada por nos receber e pelo grande show de hoje. Faz um bom tempo desde a última vez que vocês vieram ao Brasil. Como tem sido estar de volta aqui?
Adam Russell: É ótimo estar de volta. Como você disse, realmente fazia muito tempo e a gente nunca havia tocado em um festival grande aqui no Brasil, então é muito legal tocar com outras bandas com quem ainda não tínhamos tocado antes e também alcançar novos fãs. Estamos animados, felizes de estar aqui.
Dan Marsala: Eu tenho uma resposta diferente. Foi terrível…
Essa não! Por quê?
Dan: Brincadeira! (risos). Já faz quase 12 anos desde a última vez que tocamos aqui. Não sei por quê, foi questão de tempo mesmo. Mas estamos muito felizes de estar de volta, foi um show ótimo, público incrível.
Vocês também estão voltando com muitas músicas novas porque, é claro, já faz um tempo desde que estiveram aqui. Como foi escolher as músicas para a setlist?
Dan: Isso é difícil hoje em dia. Acabamos de terminar um novo disco, então estamos no modo “música nova”. Já temos quase sete álbuns lançados, então é complicado. O show durou quase uma hora, então tivemos tempo bom de set, mas ainda assim é preciso escolher poucas de cada álbum. A gente já meio que sabe quais funcionam, quais animam o público. Não é tão difícil, mas nós queremos tocar o máximo possível. É uma decisão difícil.
Adam: É diferente em cada país. Alguns gostam mais das músicas pesadas do nosso catálogo, outros de partes diferentes do nosso repertório.
Hoje vocês estão em um festival focado na música emo e alternativa. Como veem o estado da cena hoje em dia?
Dan: É estranho porque agora tudo é emo. Todo mundo chama tudo de emo. O que é ok, não tem problema. Mas quando começamos, com o Fall Out Boy, éramos bandas muito diferentes. Fall Out Boy, Good Charlotte, Story of the Year… éramos mais a parte pesada das bandas. Não havia um rótulo para se colocar. Eu gosto como hoje tudo acabou se juntando sob “emo”, e está tudo bem. O importante é que todos fazemos a música que amamos. Nós meio que viemos da mesma cena nos EUA então, chame como quiser, está ótimo. Conhecemos a maioria das bandas dessa turnê há muito tempo, os caras do Yellowcard são nossos amigos há 20 anos. Bandas bem diferentes, mas é ótimo tocar juntos como amigos.
Adam: O que é interessante é que, quando uma banda é jovem, como a gente, especificamente, geralmente a maioria das bandas não quer ser rotulada como parte de um gênero. As bandas não ficam tão animadas de fazer parte de uma cena. Mas, conforme envelhecemos, nós nos sentimos sortudos de fazer parte de uma cena que agora, 20 anos depois, está vivendo um revival. Soa incrível fazer parte de algo, mesmo que não sejamos especificamente emo, nós todos somos de um grupo de gêneros que trabalham juntos e estamos felizes em ter fãs que ainda querem nos ver, cantar com a gente e se divertir.
Vocês consideram alguma banda do line-up como influência?
Dan: Na verdade, todos nós viemos mais ou menos da mesma época, mas a gente acabou influenciando uns aos outros no decorrer dos anos, competitivamente, sabe? Não, não acho que a gente tenha ouvido algum deles antes de a gente surgir.
Adam: Good Charlotte, que surgiu um ou dois anos antes da gente. É como ele disse, nós todos somos parte da cena. Acho que o que todo mundo estava fazendo no palco, em termos de performance, acabou servindo como influência e também como uma espécie de competição. Tipo o Yellowcard, que são nossos amigos, a gente tinha uma espécie de rivalidade não declarada com eles. O violinista deles, Sean, fazia mortais no palco, nós também fazíamos. Então, a energia no palco… acho que você pode chamar isso de influência, mas foi algo que nos influenciou ou motivou a ir além, sabe? A elevar o nível do nosso show ao vivo.
Ryan Phillips: E, claro, músicas como “Sugar We’re Going Down” do Fall Out Boy ou “Ocean Avenue” do Yellowcard que são assim, hits enormes. Então, mesmo que não tenha sido exatamente uma influência, eles meio que estabeleceram esse padrão e mostraram até onde o emo/screamo podia chegar. Eles conseguiram entrar no mainstream de uma forma tão grande que, eu acho, para todos nós, foi algo motivador. Foi como se tivessem definido o que era possível, porque aquelas são músicas muito grandes. Pra mim, eu ainda penso nessas músicas quando estamos compondo. É tipo: “Cara, espero que a gente consiga chegar nesse nível com um hit, sabe?”, se isso faz sentido.
E se fossem colaborar com alguma banda do line-up, qual seria?
Ryan: Yellowcard, porque são nossos amigos mais próximos aqui. Seria divertido.
Josh Wills: Sim.
Dan: Mas falar um negócio. Somos amigos do Yellowcard há 20 anos e eles nunca me pediram para cantar em um álbum. Mas também nunca pedimos para o Ryan [Key] para cantar em um nosso (risos). Não sei o que estávamos pensando, devíamos ter colaborado! Fica para a próxima.
Adam: Talvez no aniversário de 30 anos de carreira.
A música “Sidewalks” faz parte da trilha sonora de “One Tree Hill”, uma das séries mais icônicas dos anos 2000, que vai ganhar reboot em breve. Como foi esse para ter uma canção na série?
Adam: Isso foi uma coisa que a gente nem percebeu muito quando aconteceu, porque havia muita coisa acontecendo. E a gente descobriu, sabe, que tinha um pôster na parede no cenário da série, e aquela música era grande. Acho que só mais tarde percebemos o quanto aquilo realmente significava. Levou bastante tempo para entendermos a importância disso e como aquela música foi tão relevante para a nossa base de fãs e para o nosso catálogo de canções.
Dan: “One Tree Hill” é famoso aqui?
Sim, muito!
Dan: Agora faz sentido, porque todo mundo pergunta por “Sidewalks”! Não tocamos hoje porque o set foi curto, mas vamos incluir no show mais longo.
Exato, a série tem bastante fãs aqui. Agora, vocês falaram no palco sobre o novo álbum. Podem contar um pouco de spoiler?
Dan: Ele se chama “Appetite For Destruction” e os novos singles serão “Sweet Child O’Mine” e “Welcome to The Jungle” (risos). Não, o álbum já está totalmente pronto. Acabamos de finalizar a mixagem e estamos trabalhando na arte e nessas coisas. Então ainda estamos nesse processo de finalizar tudo, mas vamos lançar um single novo em um mês ou dois e aí colocar tudo em movimento. Está bom, está pesado. Vocês vão amar pra c*ralho. Mas não soa nada como “Sidewalks” (risos).
Tudo bem, vamos adorar mesmo assim!
Dan: Tem músicas mais lentas também, tem um pouco de tudo, está bem legal e estamos empolgados. Foi produzido pelo mesmo produtor do álbum anterior “Tear Me to Pieces” (2023), Colin Brittain. Segue mais o estilo do nosso último álbum. Então é isso, estamos felizes em manter o ritmo e só tentando continuar sendo uma banda e fazer isso “until the day… we die” (“até o dia em que morrermos)”.
Adam: E eu diria que, acho que todos concordamos, que ele é melhor do que o último álbum.
Para fechar, nosso site se chama Tracklist. A gente gostaria de saber três músicas que fazem parte da tracklist da vida de vocês.
Dan: “Youth Gone Wild” (Skid Row), “Back to The Motor League” (Propagandhi) e “The Decline” (NOFX).
Adam: “Princess Leia’s Theme” (Star Wars), “A Day In The Life” (The Beatles).
Josh: “Black” (Pearl Jam), “My Own Summer” (Deftones), “Mayonaise” (The Smashing Pumpkins).
Ryan: “Cherub Rock” (The Smashing Pumpkins), “Digital Bath” (Deftones) e alguma música do Black Sabbath ou Led Zeppelin, porque foram com elas que aprendi a tocar guitarra.






