Por Luciana Lino e Manuela Sant'ana - No último sábado (30), o Allianz Parque, em...

Por Luciana Lino e Manuela Sant’ana – No último sábado (30), o Allianz Parque, em São Paulo, recebeu mais uma edição do I Wanna Be Tour, que reuniu nomes nacionais e internacionais de peso do pop punk e da cena emo dos anos 2000.
A passagem na capital paulista aconteceu uma semana depois da edição do festival em Curitiba, realizada na Pedreira Paulo Leminski. Com o mesmo line-up, os shows tiveram pequenas variações de setlist, mas mantiveram a proposta de reunir diferentes gerações do gênero em um mesmo dia.
Mais uma vez, o evento se dividiu em dois palcos: “It’s Not a Phase” e “It’s a Lifestyle”. A abertura ficou por conta do Fake Number, em seguida do Glória, cujo show teve a participação de Lucas Silveira, vocalista da Fresno.
O dia seguiu com Neck Deep e depois com Story of The Year, em um show explosivo que incluiu a canção “Sidewalks” no setlist a pedido do público.
Na sequência, o The Maine manteve o fôlego e se preocupou em entregar, sobretudo, diversão em seu primeiro show em um estádio no Brasil depois de dezenas de vindas ao longo dos anos. O vocalista John O’Callaghan se impressionou com o público e frisou que foi o melhor show da vida do grupo. Carismático, ele brincou com os fãs e convidou dois deles para o palco, além de “mergulhar” no meio dos presentes.
O hardcore nacional teve espaço com o Dead Fish, que incendiou a pista já nas primeiras músicas. O público respondeu à altura, cantando verso a verso e abrindo rodas punk que deram ainda mais intensidade à apresentação.
The Veronicas e Forfun mantiveram o ritmo do dia. As irmãs Jessica e Lisa Origliasso, que fizeram um show solo no Cine Joia, em São Paulo, na última terça (26), se emocionaram com a entrega da plateia. Já a banda carioca reuniu sucessos da carreira, como “História de Verão” e “Hidropônica”.

O show no I Wanna Be Tour em São Paulo pode ter sido um dos mais emocionantes para a Fresno, que foi ovacionada ao longo da apresentação. Lucas Silveira agradeceu inúmeras vezes e afirmou que estar ali era a realização de um sonho. Ao final da apresentação, chorou e foi abraçado pelos colegas e pela filha, Sky. Do outro lado, os fãs correspondiam com lanternas de celular acesas e vozes firmes ao longo das faixas.

Logo mais, o show do Yellowcard manteve a energia elevada, com destaque ao violino de Sean Mackin, peça crucial na identidade sonora da banda. O grupo se mostrou empolgado com a grandiosidade da plateia e apresentou três faixas de seu próximo álbum, “Better Days”, cuja canção homônima atingiu o primeiro lugar na parada Alternative Airplay da Billboard – pico de estreia da banda na parada norte-americana.
Por sua vez, o Good Charlotte repetiu o feito em Curitiba e entregou uma apresentação tão explosiva quanto – descrita pelo vocalista Joel Madden como a melhor da carreira da banda. O próprio artista se deixou levar pela emoção e afirmou que o Good Charlotte voltaria ao Brasil em 2026, sendo fortemente aplaudido pelo público que esperou duas décadas pelo retorno do grupo ao país.
No setlist, mesclaram hits antigos, como “I Just Wanna Live”, “The Anthem” e “Lifestyle of the Rich & Famous”, com canções do novo álbum, “Motel Du Cap”. No meio da apresentação, uma surpresa: tocaram de forma acústica duas canções do disco “Chronicles Of Life and Death”, de 2005: “We Believe” e “Chronicles Of Life and Death”, que não eram performadas ao vivo desde 2019, e arrancaram aplausos e êxtase.

Por fim, o Fall Out Boy encerrou a noite abrindo com “Love From The Other Side”, single do álbum “So Much (For) Stardust”. A setlist reuniu músicas de toda a carreira, incluindo sucessos como Sugar, We’re Goin Down”, “Dance, Dance” e “Thnks Fr Th Mmrs”. Houve ainda espaço para a “música surpresa” escolhida pela Magic 8-Ball, que em São Paulo foi “Headfirst Slide Into Cooperstown on a Bad Bet”.
Durante a apresentação, o grupo intercalou efeitos especiais, como chamas no palco e o baixo de Pete Wentz soltando fogo, com momentos mais intimistas, incluindo a execução ao piano e a participação do público iluminando o Allianz com lanternas de celular em “Immortals”. Em dado momento, Pete interagiu com a plateia, agradeceu a recepção e chegou a mencionar a importância do Brasil para sua trajetória, citando a banda Sepultura como uma das favoritas do grupo.
O encerramento ficou por conta de “Saturday”, com o baixista indo de encontro aos fãs na grade enquanto uma chuva de papel picado tomava o estádio, encerrando a apresentação com fogos de artifício.







