Essa não é uma ligação do Ghostface, mas o Tracklist quer saber: qual é o...

Essa não é uma ligação do Ghostface, mas o Tracklist quer saber: qual é o seu filme de terror favorito? Prepare as luzes apagadas, a pipoca… e talvez um crucifixo. A sexta-feira 13 chegou, e é a data perfeita para uma maratona de filmes de terror daqueles que fazem o coração acelerar e o pé querer se esconder debaixo da coberta.
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A data mais supersticiosa do calendário combina com histórias sombrias, cheias de suspense, gritos e entidades que você definitivamente não convidou para entrar. Se a ideia é mergulhar de cabeça no medo — sem espaço para comédia romântica, tá? — aqui você vai encontrar desde clássicos que deram origem ao gênero até produções recentes que mexem com o psicológico.
É possível que toda lista de filmes de terror tenha seus polêmicos, mas “O Exorcista” não é um deles. Dirigido por William Friedkin e baseado no livro de William Peter Blatty, o filme mudou para sempre o jeito que encaramos o terror sobrenatural no cinema. Lançado timidamente em apenas 24 salas, ele surpreendeu ao se tornar um fenômeno bilionário (ajustado pela inflação), alcançando marcas históricas para filmes adultos.
Mais do que números, o filme causou um impacto visceral na plateia. Relatos de desmaios, vômitos e até infartos (embora nunca confirmados) são parte do folclore em torno dessa obra. Vencedor de dois Oscars, incluindo melhor roteiro adaptado, “O Exorcista” tem cenas que se tornaram ícones da cultura pop — do giro de pescoço da Regan ao crucifixo usado como símbolo de medo e esperança. É um marco incontestável, a referência máxima para qualquer história de possessão demoníaca.
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M. Night Shyamalan chegou chegando e mudou a forma de contar histórias de terror psicológico com “O Sexto Sentido”. Mais do que um simples filme de fantasmas, ele traz um enredo cuidadosamente construído, que prende a atenção do começo ao fim — e, claro, entrega um dos plot twists mais memoráveis da história do cinema.
A trama gira em torno do pequeno Cole, um garoto que “vê gente morta”, e do psicólogo Malcolm Crowe, que tenta ajudá-lo a lidar com esse dom (ou maldição). O filme é um estudo sobre medo, perda e a necessidade de compreensão, embalado em uma atmosfera de suspense que vai crescendo com a sutileza de um sussurro.
Além da icônica frase “Eu vejo pessoas mortas”, o que faz “O Sexto Sentido” funcionar é seu equilíbrio entre emoção e medo — uma combinação que toca o espectador em níveis profundos e transforma o terror em algo muito mais humano. E sim, aquele final ainda faz muita gente querer rever o filme para captar os detalhes que passaram despercebidos da primeira vez.
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“Hereditário” não é só mais um filme de terror sobre famílias amaldiçoadas — é um mergulho profundo nas sombras que carregamos de geração em geração. Dirigido por Ari Aster, o longa desconstrói o terror clássico e aposta num horror psicológico sufocante, onde o verdadeiro monstro é a dor e o luto que se enraízam na alma.
O filme acompanha a família Graham, que começa a se desfazer lentamente após a morte da avó. O que poderia ser um drama familiar se transforma numa espiral de acontecimentos perturbadores, revelando segredos obscuros e um destino praticamente selado. A intensidade das atuações, principalmente de Toni Collette, torna o sofrimento palpável — quase como se o espectador fosse obrigado a sentir aquela angústia junto.
“Hereditário” é aquele terror que gruda no pensamento e não te larga, porque o medo aqui não vem só de cenas chocantes, mas do clima denso, da construção meticulosa e da sensação inquietante de que algo muito errado está por vir. É uma obra que elevou o gênero para um patamar mais sério e complexo, capaz de mexer com as emoções de verdade.
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Demi Moore vive Elisabeth Sparkle, uma estrela decadente que topa experimentar uma droga ilegal que cria uma versão “turbinada” e mais jovem dela mesma. Até aí, parece enredo de filme de beleza futurista, né? Só que “A Substância” não é só isso: ele mergulha num terror psicológico que cutuca nossos piores medos — o desespero para manter a juventude, a perda da identidade e o preço sombrio que pagamos por isso.
Com direção de Coralie Fargeat, o filme usa essa premissa para questionar até onde uma pessoa está disposta a ir para se sentir aceita e relevante. E, claro, o corpo e a mente entram numa dança de horror visceral que não deixa espaço para conforto. É aquele tipo de filme que você assiste pensando no próprio espelho depois — e fica com uma pulga atrás da orelha sobre o culto à perfeição na nossa sociedade.
“A Substância” não é para os fracos; é um soco no estômago que mistura crítica social com um terror que pega no psicológico e no físico. Tem prêmio em Cannes no currículo, e com razão: entrega uma experiência de terror que fica muito além do susto fácil.
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Se você ainda acha que “monstro embaixo da cama” é coisa de criança, “O Babadook” vem para te provar o contrário — e com força. Dirigido por Jennifer Kent, esse terror australiano virou queridinho da crítica ao transformar a figura clássica do monstro em metáfora para algo muito mais denso: o luto e a depressão.
A história acompanha Amelia, uma mãe solo tentando lidar com a perda do marido e criar um filho que parece cada vez mais fora de controle. Quando um estranho livro chamado Mister Babadook aparece na casa deles, a linha entre o real e o psicológico começa a se desfazer. Mas o verdadeiro terror aqui não está só na criatura de chapéu preto e unhas compridas — está na dor que ninguém quer olhar de frente.
O Babadook é um filme sobre o que acontece quando ignoramos nossos sentimentos mais sombrios por tempo demais. Não à toa, virou até ícone queer e cult na internet: o monstro que surge do trauma, mas que também exige ser reconhecido, aceito e, talvez, até abraçado. Um terror elegante, angustiante e profundamente humano.
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Um sorriso pode ser acolhedor, simpático… ou absolutamente aterrorizante. Em “Sorria”, dirigido por Parker Finn, esse gesto tão banal ganha contornos macabros ao se tornar o prenúncio de uma presença maligna — e de um trauma que insiste em se repetir.
A protagonista é a Dra. Rose Cotter, uma psiquiatra que presencia o suicídio brutal de uma paciente e, a partir daí, começa a ser perseguida por uma entidade que se manifesta através de sorrisos sinistros. Mas o que parece ser só mais um filme de maldição ganha profundidade ao explorar como o trauma psicológico pode se transformar em uma força incontrolável — especialmente quando ignorado, silenciado ou patologizado.
Smile entrega sustos eficazes, sim, mas vai além: é um comentário sobre o peso de carregar dores invisíveis em um mundo que espera que você esteja sempre bem. E que, de preferência, sorria. Um terror sobre o que acontece quando o que está dentro de você finalmente encontra uma forma de sair.
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Tem algo de profundamente errado no Hotel Overlook, e você sente isso antes mesmo das coisas desandarem. Em “O Iluminado”, Stanley Kubrick transforma um simples isolamento de inverno em um pesadelo psicológico que ainda hoje é referência máxima no gênero. Baseado (bem livremente) na obra de Stephen King, o filme acompanha Jack Torrance, um escritor em crise que aceita cuidar do hotel fora de temporada — e, aos poucos, mergulha em uma espiral de loucura.
Mas o verdadeiro terror aqui não está só nos fantasmas que espreitam os corredores. Está na rotina que se desfaz, na sanidade que racha silenciosamente e na atmosfera sufocante que Kubrick constrói com precisão milimétrica. A cada frame, o hotel parece se fechar mais sobre os personagens — e sobre a gente.
Com atuações inesquecíveis e uma direção que virou estudo de caso, “O Iluminado” não é um filme de sustos rápidos. É um terror que assombra devagar, daqueles que ficam com você dias depois. Porque às vezes, o verdadeiro horror mora na repetição — e naquilo que a gente finge que não está vendo.
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Você pode até não acreditar em fantasmas — mas a essa altura, é impossível ignorar o fenômeno “Invocação do Mal”. Comandada por James Wan e baseada nos arquivos dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, a franquia se tornou um dos pilares do terror moderno, misturando sustos milimetricamente coreografados com histórias “inspiradas em fatos reais” que colocam um pé na realidade (e o outro no além).
Começando com Invocação do Mal (2013), a saga apresentou ao público o casal Warren, vivido com carisma e intensidade por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O sucesso foi imediato: o terror atmosférico, a direção precisa e o cuidado com a construção da tensão chamaram atenção até dos mais céticos. A fórmula — assombração clássica com embalagem cinematográfica caprichada — deu tão certo que gerou um universo inteiro: “Annabelle“, “A Freira“, “Invocação do Mal 2” e “Invocação do Mal 3“, cada um explorando diferentes casos paranormais dos arquivos dos Warren.
É uma franquia que funciona quase como um parque temático do horror: há jumpscares, entidades demoníacas, relíquias amaldiçoadas e, claro, um porão que ninguém deveria entrar. Mas o que segura tudo é a conexão emocional entre Ed e Lorraine — um amor que desafia o sobrenatural e dá peso ao caos ao redor.
Mesmo com altos e baixos, a saga ajudou a redefinir o terror mainstream dos anos 2010, trazendo de volta o horror religioso com uma estética limpa, som imersivo e aquele climão de “isso pode acontecer com você”. No fim das contas, o maior mérito da franquia é provar que o medo, quando bem executado, continua sendo uma das emoções mais lucrativas — e poderosas — do cinema.
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Russell Crowe de batina, pilotando uma Vespa por Roma e caçando demônios. Sim, “O Exorcista do Papa” entrega exatamente essa energia — e é aí que mora o charme (ou o delírio). Inspirado nos arquivos do padre Gabriele Amorth, o exorcista oficial do Vaticano, o filme mistura ação sobrenatural, mistério e humor involuntário em uma trama que é metade terror religioso, metade blockbuster com verniz pulp.
Na história, o padre Amorth (Crowe) é convocado para lidar com um caso de possessão em um mosteiro espanhol. Mas, como nada é simples quando se trata de demônios cinematográficos, o caso se revela parte de uma conspiração mais antiga — e, claro, mais demoníaca do que o esperado. Entre investigações em arquivos secretos do Vaticano, símbolos antigos e grunhidos saídos direto do inferno, o filme constrói uma narrativa que flerta com o exagero e não tem medo de abraçar o absurdo.
“O Exorcista do Papa” não pretende reinventar o gênero, mas também não se leva a sério demais. É entretenimento sobrenatural embalado com cenas grandiosas, uma trilha sonora dramática e um Crowe que claramente está se divertindo. Não chega nem perto da sofisticação de “O Exorcista” (1973), mas funciona como aquele tipo de terror que você assiste com um pé no medo e outro na pipoca.
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À primeira vista, “Corra!” parece seguir uma fórmula já conhecida: um cara negro vai conhecer a família branca da namorada em um fim de semana no interior. Mas Jordan Peele transforma essa premissa desconfortável em um dos filmes de terror mais impactantes (e politicamente relevantes) da última década.
Com uma tensão que cresce a cada cena — mesmo nos silêncios e nos sorrisos “gentis demais” —, o filme mergulha na experiência racial com uma linguagem de gênero que é ao mesmo tempo elegante e brutal. Os diálogos passivo-agressivos, o racismo disfarçado de progressismo, os olhares longos demais: tudo vira ferramenta de pavor, até que a ameaça deixa de ser simbólica e se torna física, cirúrgica… e cirurgicamente absurda.
Mas “Corra!” não é só metáfora com pretensões artísticas. É um filme de terror com “T” maiúsculo: tem suspense, reviravoltas, momentos viscerais e uma catarse que faz o espectador respirar só no último minuto. Ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Original (merecidamente), o longa de Peele mudou a forma como se discute terror no cinema — e provou que o gênero pode, sim, ser entretenimento com substância.
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Tem filmes que assustam. E tem “A Hora do Pesadelo”, que simplesmente invadiu o lugar mais seguro da sua casa: a cama. Dirigido por Wes Craven, o longa apresentou ao mundo Freddy Krueger — um assassino de adolescentes que ataca onde ninguém pode se defender: nos sonhos. E se você morrer dormindo… bem, morre na vida real também.
Com sua luva de lâminas e rosto deformado, Freddy é muito mais que um vilão slasher — ele é um símbolo do medo que não dá pra evitar. O filme mistura realidade e pesadelo com uma criatividade visual que influenciou toda uma geração de cineastas, e ainda arruma tempo pra subverter o subgênero de “terror adolescente”, entregando mais do que só mortes criativas.
Além disso, “A Hora do Pesadelo” lançou a carreira de Johnny Depp (sim, aquele da cena da cama e da explosão de sangue) e deu início a uma franquia que atravessou décadas, reimaginando Freddy como um ícone pop do horror. É o tipo de filme que te faz pensar duas vezes antes de pegar no sono — e ainda hoje mantém seu lugar garantido entre os grandes do gênero.
Quando “Pânico” chegou aos cinemas em 1996, o terror adolescente estava saturado de fórmulas repetitivas — e foi justamente por entender isso que o filme de Wes Craven se tornou um clássico instantâneo. O longa é um slasher com meta-consciência: um filme de terror que sabe que é um filme de terror, e usa isso a seu favor com maestria.
Logo na cena de abertura, com Drew Barrymore e aquele telefonema que virou lenda (“Qual é o seu filme de terror favorito?”), a franquia já mostra a que veio. Ghostface não é só um assassino mascarado — é um reflexo da cultura pop dos anos 90, das obsessões adolescentes e da necessidade quase cínica de entender as próprias regras do jogo… mesmo quando você já sabe que vai perder.
Mas a franquia não é só esperta — é eficaz. Craven entrega sustos reais, tensão bem dosada e um elenco carismático que fez história (Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey são praticamente os Vingadores do horror teen). Com múltiplas sequências, reboots e metalinguagem até o osso, a saga virou referência para qualquer discussão sobre o que é fazer terror no século XXI.
É divertido, cruel, inteligente e, ao mesmo tempo, incrivelmente consciente do próprio legado. Se tem um filme que prova que o terror pode rir de si mesmo sem perder o respeito do público, é “Pânico”.
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Não tem como fazer uma lista de filmes para assistir numa sexta-feira 13 sem falar de… “Sexta-Feira 13”. O filme que levou o nome da data para o título talvez não seja o mais sofisticado do gênero, mas com certeza é um dos mais influentes. Lançado em 1980 surfando na onda do sucesso de “Halloween”, o longa dirigido por Sean S. Cunningham cravou seu lugar na cultura pop com uma combinação certeira: acampamento, adolescentes transgressores e mortes criativas.
A trama começa simples — jovens monitores reabrindo um acampamento marcado por uma tragédia antiga — e termina com uma das reviravoltas mais icônicas (e inesperadas) do cinema de terror. Ah, e pra quem acha que o Jason é o assassino do primeiro filme… não é. Mas ele logo assume o posto e vira o rosto — ou melhor, a máscara de hóquei — de toda a franquia.
Com dezenas de continuações, reboots e aparições em produtos de cultura pop, “Sexta-Feira 13” é menos sobre o medo genuíno e mais sobre o terror como entretenimento visceral. É a essência do slasher raiz: violência estilizada, moralidade ambígua e sangue suficiente pra virar subgênero. Pode não te deixar acordado à noite, mas é impossível negar o legado que Jason Voorhees construiu — uma morte de cada vez.
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